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Coletivo leva workshop de cinema comunitário à Sarayaku, na Amazônia equatoriana

Atualização de projeto beneficiário – Rising Voices Amazônia

Compañerismo intercultural. Foto usada con autorización.

Parceria intercultural. Foto usada com autorização.

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No povo indígena originário Kichwa de Sarayaku, realizou-se um workshop de cinema entre 13 e 15 de novembro de 2014. O workshop foi organizado pelo coletivo El Churo, que tem sede na cidade de Quito, em parceira com o departamento de comunicações de Sarayaku.

O workshop foi direcionado para estudantes, líderes, residentes da comunidade e alguns convidados de outras comunidades. Ele baseou-se na comunidade, em seus problemas e desafios com o intuito de criar um processo social comunicativo.

Raúl y Andrea en el rodaje. Foto usada con autorización.

Raúl e Andrea durante a filmagem. Foto usada com autorização.

Os facilitadores do workshop foram Diana Coryat (Estados Unidos), Andrea Contreras (México) e Roberto Chávez (Equador). Participaram do evento estudantes do último ano do bacharelado da Unidade Educacional Sarayaku, dirigentes da área de comunicação de Tayjasaruta; além de Domingo, Verónica y Raúl Ankuash (de nacionalidade Shuar) da “camara Shuar”, área de comunicação de centros localizados na região de Morona Santiago; e, finalmente, uma representante da área de comunicação do coletivo “La Resistencia” do Equador.

Diana Coryat, facilitadora. Foto usada con autorización.

Diana Coryat, facilitadora. Foto usada com autorização.

O workshop baseou-se na idéia de realizar a pré-produção e produção de curta metragens sobre a identidade cultural, o reviver das lendas e a fixação de conceitos como o “Kawsak Sacha” (selva vivendo) e o “Sumak Allpa” (terra fértil).

Abraham Gualinga (vice-presidente de Tayjasaruta) comentou:

[El taller] Es una importante capacitación con elementos jóvenes de la comunidad donde tenemos la oportunidad de difundir nuestra lucha y la defensa de los recursos naturales donde se desarrolla nuestra vida. También es importante difundir los derechos humanos de los pueblos originarios no solo a nivel latinoamericano, sino también a nivel mundial.

[O workshop] é uma capacitação importante com os jovens da comunidade durante o qual nós temos a oportunidade de propagar nossa luta e a defesa dos recursos naturais do lugar onde vivemos. Também é importante para difundir os direitos humanos dos povos originários não somente na América Latina, mas no mundo.

Nesse sentido, ele acrescenta:

El Kawsak Sacha es el espacio donde se desarrolla respetuosamente el equilibrio con la naturaleza, donde tenemos todo tipo de ecosistemas, sin contaminación, donde todo tiene vida y cada ser tiene su dueño. Defender los lugares sagrados es nuestra herencia para las futuras generaciones para que sean ellos quienes continúen valorando la existencia con una forma propia de vida, cultura y tradiciones.

O Kawsak Sacha é um lugar onde o equilíbrio da natureza se desenvolve respeitosamente, onde temos todos os tipos de ecossistema, sem poluição, onde tudo tem vida e todos os seres cuidam do seu próprio nariz. Defender os lugares sagrados é a nossa herança para as gerações futuras para que eles continuem valorizando a existência com uma maneira própria de vida, cultura e tradições.

Niños interesados en el taller. Foto usada con autorización.

Crianças interessadas no workshop. Foto usada com autorização.

A comunicação é o nosso direito e é necessária para difundir a luta dos povos, para poder contar nossas histórias de modo a construir um país verdadeiramente intercultural e plurinacional.

Compartilhamos as opiniões dos participantes do workshop aqui. A primeira é de Eriberto Gualinga, cineasta de Sarayaku, que começou no mundo audiovisual ao final dos anos noventa após constatar que os povos tinham muitas histórias para contar:

Trabajamos con historias cortas donde se resume la información. Es importante para que los participantes adquiramos nuevas experiencias y desarrollemos nuevas técnicas que nos permitan perder el miedo y difundir nuestra realidad.

Trabalhamos com histórias curtas onde se resume a informação. É importante para que nós participantes possamos adquirir novas experiências e desenvolver novas técnicas que nos permitam perder o medo e difundir nossa realidade.

Esmeralda Rosales, fotógrafa de Guayaquil do coletivo “La Resistencia” do Ecuador, expressa:

Logramos generar interés entre todos los participantes, así comenzamos a contar historias desde adentro. La visión propia es la más importante para desarrollar el objetivo del taller.

Conseguimos gerar mais interesse entre os participantes, assim começamos a contar as histórias a partir do seu interior. A visão individual é a mais importante para desenvolver o objetivo do workshop.

Por sua vez, Jairo Santi, dirigente de comunicação Tayjasaruta – Sarayaku, disse:

Estas capacitaciones sirven para difundir que en Sarayaku tenemos actividades de formación y que mantenemos una comunicación abierta.

Estas capacitacitações servem para difundir que nós, Sarayaku, temos atividades de formação e mantemos uma comunicação aberta.

Roberto Chávez, do coletivo El Churo, manifestou-se:

La comunicación es un derecho. Históricamente los pueblos han sido despojados de este derecho. El proceso apropiarse de la comunicación y la difusión es un reto. La tecnología sirve para crear nuevos procesos de acompañamiento y juntarnos en busca de exigir nuestros derechos.

A comunicação é um direito. Historicamente, os povos foram destituídos deste direito. O processo de se apropiar da comunição e da difusão é um desafio. A tecnologia serve para criar novos processos de acompanhamento e de nos unir na luta pela exigência de nossos direitos.

Domingo Ankuash, cinegrafista Shuar, comentou:

La cámara es como una lanza, puede convertirse en un arma para defender nuestros derechos y que los jóvenes continúen con los valores y con la lucha que vienen peleando los viejos.

A camêra é como uma lança e pode se transformar em uma arma para defender nossos direitos. Através dela, os jovens podem continuar com os valores e com a luta que os velhos vêm travando.

Imagen usada con autorización.

Imagem usada com autorização.

Redação: Emilio González
Fotografia: Esmeralda Rosales
Colectivo “La Resistencia” do Ecuador