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DINÂMICA EM GRUPO - CÚPULA GV, SRI LANKA 2017.            Foto de Jer Clarke

Dinâmica em grupo – Cúpula GV, Sri Lanka, 2017. Foto de Jer Clarke

Depois de mais de 20 anos como tradutora, deixei para trás os prazos apertados, os clientes e também o dinheiro e resolvi me dedicar ao voluntariado, a traduzir temas que eu gosto, a falar com pessoas que pensam como eu.

Procurei na internet e encontrei algumas opções. A primeira experiência da qual participei, o site URIDU, foi muito prazerosa, mas durou poucos meses. Os textos já estavam prontos para tradução e revisão, e havia pressa. Quando acabou, senti um vazio. Voltei à minha busca na internet e encontrei o site da Global Voices. Fiz a inscrição e comecei a traduzir artigos com temas que me interessavam e não parei mais. Algo mexeu comigo profundamente, um sentido de missão tomou conta de mim.

No final do ano, soube que seria realizado um encontro mundial da Global Voices em Colombo, no Sri Lanka, e resolvi participar. Queria muito entender como a GV era organizada e conhecer as pessoas. Além disso, não conhecia o Sri Lanka e tinha curiosidade, então seria uma ótima oportunidade. Contatei as pessoas que podiam me ajudar e logo já estava com tudo planejado.

Muitas horas de viagem depois, cheguei para o primeiro dia de reuniões e me senti muito à vontade. Vi que havia pessoas de todas as partes do mundo. Era um ambiente muito informal e acolhedor. Tudo muito bem organizado. Assim que entrei no salão principal fui apresentada ao GV Lusofonia, um grupo bem divertido presente no evento.

As sessões específicas começaram e, como eu adoro traduzir, procurei temas ligados a isso. Logo percebi que a maioria dos tradutores eram também editores ou autores. Imagino que talvez esse seja um caminho natural, ainda estou conhecendo tudo por aqui. Muitos começaram como tradutores e passaram a editores e/ou autores, mas continuam traduzindo.

As discussões sempre foram muito produtivas nos grupos específicos. Participei de várias sessões em que discutimos os problemas enfrentados pelos tradutores, entre eles: melhorias na plataforma de tradução da GV, tamanho dos artigos, legendagem de vídeos inseridos nos artigos, palavras específicas a serem usadas, necessidade de um guia de estilo para cada idioma, realização de testes para tradutores iniciantes que queiram fazer parte da GV, entre outros assuntos muito interessantes que certamente irão contribuir muito para todos os tradutores e editores da Global Voices.

No salão principal, o ambiente durante as dinâmicas era animado, esclarecedor e, por vezes, emotivo. Tudo sempre pensado para que todos pudessem participar, e foi o que aconteceu. Alguns participantes chegaram a se emocionar em momentos muito comoventes ao falarem sobre como é participar da Global Voices.

Com Mohamed ElGohary e Ana Clara Caribé na Cúpula Global Voices Sri Lanka 2017

Foi incrível a sensação de pertencer a um grupo com uma missão tão importante, onde cada um, embora vivendo em realidades diferentes, compartilha pensamentos iguais. Onde não há diferenças, onde se busca igualdade acima de gênero, religião, raça, origem e todas essas coisas que nos rotulam e por vezes trazem infelicidade.

Foi interessante ver que vários problemas se repetem em muitas regiões do mundo e que as reações são bem semelhantes. Foi comovente saber que a GV foi capaz de modificar a vida de alguns membros do grupo. Foi emocionante ver que tantas pessoas dedicam a vida à defesa de outras pessoas e causas. Foi inesquecível conviver com um grupo tão diferente, mas também tão igual. Foi maravilhoso participar de um encontro como este.

Agora quando leio as matérias da GV e vejo quem as escreveu, sei exatamente quem é cada um. Conheço um pouco da história e da realidade de cada um!

Obrigada Global Voices por momentos tão especiais e pelo meu retorno a São Paulo com a certeza de que existem pessoas no mundo capazes e dispostas a fazerem a diferença.

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