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México: Um discurso presidencial tardio e insatisfatório

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Na quinta-feira, 27 de Novembro de 2014, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto dirigiu-se publicamente à nação para tomar uma posição sobre os acontecimentos chocantes ocorridos em Iguala e para anunciar uma série de medidas a ser tomadas.

 O discurso foi uma decepção para a maior parte dos mexicanos, que esperavam mais do seu presidente. Neste contexto, Fernando Vázquez Rigada responde de forma crítica ao discurso presidencial e salienta que não só foi tardio como também faltou empatia para com o povo. Além disso, as medidas anunciadas não foram suficientes para enfrentar a presente crise mexicana: 

La mención al combate a la corrupción fue blanda y retórica. Se asume el plan de la oposición, pero sin ser capaz de agregar nada ni de garantizar una nueva ética que se base en los mejores hombres, en las mejores prácticas, en un blindaje real e inmediato. Vendrá la implementación de las reformas por los mismos que han debido cancelar licitaciones, encubrir, coludirse.

Lo mejor fue la mención a la aplicación del modelo chino de estímulo al crecimiento. La pobreza no produce criminales, pero si divide y desgarra.

La nación esperaba el jueves a un ejecutivo y encontró a un legislador. Aguardaba a un líder que compartiera el dolor, que mostrara reflexión sobre sus errores propios, que asumiera los costos que le corresponden y, sobre todo, que inspirara a una sociedad harta y desconsolada.

A menção à luta à corrupção foi fraca e retórica. Pode adivinhar-se qual é o plano da oposição, mas sem a possibilidade de acrescentar algo nem de assegurar uma nova ética baseada em gente nova, práticas melhores, um reforço real e imediato. As reformas serão implementadas pelas mesmas pessoas que deviam ter rejeitado as propostas e que encobriram e conspiraram. 

O melhor foi ter mencionado a implementação do modelo chinês para impulsionar o crescimento. A pobreza não produz criminosos, mas divide e quebra.

Na quinta-feira, a nação esperava por um executivo e deparou-se com um legislador. Esperavam um líder que pudesse compartilhar a sua dor, que pudesse reflectir sobre as suas próprias falhas, que assumisse os custos que são seus e, acima de tudo, que pudesse inspirar uma sociedade que está farta e inconsolável.  

Pode seguir Fernando no Twitter.

Este post fez parte do trigésimo primeiro #LunesDeBlogsGV (Segunda-feira de blogs no GV) a 1 de Dezembro de 2014.
Tradução editada por Lú Sampaio como parte do projecto Global Voices Lingua