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Argentina: Governo Aceita Mediação da ONU em Conflito pelas Malvinas

Em meio ao clima de crescente tensão com o Reino Unido, o governo argentino decidiu levar o conflito sobre a soberania das Ilhas Malvinas [en] (Ilhas Falkland, em inglês) à ONU.

Neste ano, o debate sobre o assunto sofreu uma escalada, com a presidente Cristina Fernandez de Kirchner e o Primeiro Ministro Dadiv Cameron tocando declarações ainda mais controversas, e foi o governo argentino quem primeiro tomou a drástica atitude [en], fechando seus portos a navios com bandeira das Malvinas. A mensagem que a presidente está mandando em seus discursos e com estes tipos de decisões é clara: “nós não iremos parar de lutar pelas Malvinas”.

Dias depois, dois meses deois do trigésimo aniversáro do começo da Guerra das Malvinas, a mídia argentina relatou [es] a chegada de um navio de guerra britânico às ilhas. O navio em questão era o  HMS Dauntless [es], um destróier (Contratorpedeiro) equipado com mísseis anti-aeronaves. No entanto, apesar do que tal notícia poderia sugerir, o governo britânico imediatamente soltou um comunicado para esclarecer o porque do envio do navio.

Timerman-Ban Ki Moon by MRECIC ARG on Flickr. Creative Commons Licence Attribution 2.0 Generic (CC BY 2.0)

Timerman-Ban Ki Moon por MRECIC ARGoon Flickr. Licensa Creative Commons Attribution 2.0 Generic (CC BY 2.0)

O jornal argentino Página/12 tratou [es] do assunto:

El Ministerio de Defensa británico había dado a conocer la información del envío de la nave con un comunicado en el que afirmó que se trata de un “despliegue de rutina” para reemplazar “otro buque de patrulla” en la zona. El parte oficial sostuvo que “la Marina Real ha tenido una presencia continuada en el Atlántico Sur desde hace muchos años” y que “el despliegue del HMS Dauntless al Atlántico Sur estaba previsto desde hacía tiempo”

O Ministério da Defesa britânico deu a conhecer a informação do envio de um navio com um comunicado em que afirmou se tratar de um “deslocamento de rotina” para substituir outro “navio de patrulha” na área. O comunicado sustentou que “a Marinha Real tem mantido presença contínua no Atlântico Sul há muitos anos” e que “o deslocamento do HMS Dauntless ao Atlântico Sul estava previsto há muito tempo”.

Mesmo assim, o governo argentino não acreditou nas justificativas, e acusou o Reino Unido de militarizar o conflito. Levando a questão à frente, a presidente anunciou [es] em uma conferência que a Argentina iria condenar o Reino Unido em frente ao Conselho de Segurança da ONU. O jornal argentino La Nación comentou sobre sua declaração:

“Vamos a plantear fuertemente esta militarización, que implica un grave riesgo para la seguridad global”, agregó Cristina Kirchner. Dirigiéndose directamente al primer ministro inglés, David Cameron, le advirtió: “Que nadie espere de nosotros gestos por fuera de la diplomacia. No nos atraen los juegos de las armas y la guerra”. Y, parafraseando a John Lennon, le pidió que le dé “una oportunidad a la paz” […]

“Vamos chamar atenção fortemente para esta militarização, que implica em um grave risco para a segurança global”, acrescentou Cristina Kirchner. Se dirigindo diretaente ao primeiro ministro inglês, David Cameron, advertiu: “Que ninguém espere que nossas ações sejam mais do que diplomáticas. Não nso atrai o jogo das armas e a guerra”. E, parafraseando John Lennon, ela pediu para que ele “dê uma chance à paz” […]

Mediação da ONU

O Ministro das Relações Exteriores argentino Héctor Timerman levou a preocupação da Argentina sobre a “militarização do Atlântico Sul” pelo Reino Unido para a sede da ONU. Os detalhes da denúncia, que Timerman explicou em conferência de imprensa, estão disponíveis para ouvir em um vídeo postado [es] no blog [es] do senador Aníbal Fernández.

O Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, expressou sua “preocupação com as trocas cada vez mais fortes” entre os dois governos, e acrescentou que a ONU estaria preparada para agir como uma mediadora no conflito, se ambas as partes desejassem.

Finalmente, em 13 de fevereiro, o governo argentino deu a conhecer [en] a aprovação desta proposta, a fim de chegar a uma solução pacífica para pôr fim ao litígio.

A notícia se espalhou imediatamente nas redes sociais, e alguns usuários expressaram seus pensamentos e opiniões sobre o assunto.

Mauro Román (@maurooroman) disse [es]:

Me pregunto muchas veces que pasará con las Islas Malvinas, si la ONU dice que devuelvan la soberanía y no lo hacen que esperan?otra guerra?

Muitas vezes me pergunto o que vai acontecer às Ilhas Malvinas, se a ONU diz que eles têm de devolver a soberania e não o fazem o que eles esperam? outra guerra?

Oscar Hector Alva (@OscarHectorAlva) deu sua opinião [es] sobre a posição dos Estados Unidos:

Cuanto pesará EEUU sobre la ONU en la mediación sobre nuestras Malvinas? Ya dijeron que no hay militarización del Atlántico x parte inglesa!

Quanta influência será que os EUA têm sobre a ONU na mediação sobre nossas Malvinas? Eles já disseram quenão há militarização do Atlântico Sul por parte dos ingleses!

Com relação aos conflitos que a ONU vem mediando, Angel Santamaría (@jang3l) notou [es]:

ONU: Malvinas, y Siria. Veamos qué hace en cada caso

ONU: Malvinas e Síria. Vamos ver o que farão em cada caso.

E Selena Desprini (@seledesprini), criticando o governo argentino, pensa [es] que:

Hay que ser muy caradura para ir a plantear una denuncia formal a la ONU por las malvinas y no dar una misera pensión a los combatientes.

Tem que ser muito cara-de-pau para ir levantar uma queixa formal na ONU sobre as Ilhas Malvinas, mas nem mesmo dar uma pensão básica para os seus veteranos.

Ami Múgica (@amiimugica), de Rosario, Argentina, fez uma observação similar, dizendo que [es]:

En la ONU defienden la soberania de las islas malvinas. Dsp le dan la espalda a los ex combatientes.Los q cuentan son los caidos nomas? #HDP

Eles estão defendendo a soberania das ilhas Malvinas na ONU. Depois viram as costas aos veterans. Apenas os caídos contam para alguma coisa? #FDP
O que falta ser visto é como o Reino Unido vai responder à proposta – se ele irá ou não aceitar a mediação da ONU, da mesma forma que a Argentina fez.

4 comentários

  • carlos marcos gomes barbosa

    Ja esta marcado o dia certo em que as posseções britânicas no atlântico sul passarão ao domínio e soberania argentina : dia 32 de fevereiro do 7.777…depois da chuva… se não chover.

  • carlos marcos gomes barbosa

    imaginem só, quanta impertinência! para enviar navios ou aviões às aguas internacionais do atlântico sul,teriam os britânicos que se explicar e dar satisfações aos argentinos ! … é só o que faltava ! !

  • carlos marcos gomes barbosa

    Argentina é o país do “ja foi”. Argentina ja foi a quinta economia do mundo.Argentina ja foi dona da maior marinha de guerra da América Latina. Argentina ja foi o país mais industrializado da América Latina. Buenos Aires ja foi a maior metrópole da América Latina. Buenos Aires ja foi o maior expoente cultural da América Latina.Buenos Aires ja foi o maior imã de atrair imigrantes europeus na América Latina…Ha uma frase que diz  : “Por tudo aquilo que JA  FOI o judeu não paga nada”.

    • João

       Carlos, é bastante complicado dizer isso sobre a Argentina, como se o Brasil estivesse numa situação muito melhor. Se a Argentina é o lugar do “já foi”, o Brasil é o lugar do “todo mundo esperava que fosse, mas não foi”. Sempre bom um pouco de autocrítica e humildade, antes de apontar o dedo para os hermanos..

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