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Jamaica: Eleições adiadas — até quando?

Mesmo enquanto as autoridades jamaicanas continuam consertando os estragos causados pelo Furacão Dean, em enfurecimento controverso sobre o estado de emergência declarado no final de semana passado pela Primeira-Ministra Portia Simpson-Miller, e o adiamento das eleições gerais. Como Jamaica House relatou [En] na terça, os dois maiores jornais do país, Gleaner e Observer, ambos clamaram o fim do estado de emergência declarado no domingo, 9 de agosto, argumentado que as condições pós-furacão não justificam essa medida. Jamaica House sugere que muitos jamaicanos pensam da mesma forma, e se pergunta se o governo de Simpson-Miller teria um interesse político no prolongamento do estado de emergência — mais especificamente, se seria uma tática relacionada às próximas eleições gerais, originalmente marcadas para a segunda-feira, 27 de agosto:

“The PM’s primary rationale for the edict is to “protect human life” but no one seems to be buying this. Instead it is being framed as a last ditched attempt to hold on to power. I do believe that the indication she was getting before this storm was that if the election was held on the 27th has previously announced she and her party would lose.”

“A lógica inicial da PM para esse decreto era “proteger a vida humana” mas ninguém parece estar acreditando nisso. Ao contrário, a história está sendo passada como uma última tentativa suja de continuar no poder. Eu acredito que as indicações que ela estava recebendo antes da tempestade eram que se as eleições acontecessem no dia 27, como anunciado previamente, ela e seu partido perderiam”

Mesmo antes do furacão, enquanto jamaicanos estavam se preparando para a chegada do Dean, estava claro que um adiamento das eleições seria inevitável. “Mas o que isso quer dizer para gente no dia 27?”, pergunta Jamaican Lifestyle no sábado 18, o dia anterior à chegada do Dean:

“I heard something on TV recently, where they said that in the event of a natural disaster, the elections could be postponed for UP TO 12 MONTHS!!”

“Eu ouvi algo recentemente na TV, onde foi dito que em caso de um desastre natural, as eleições poderiam ser adiadas por ATÉ 12 MESES!!!”

Na manhã seguinte, Yannick Pessoa anotou:

“Here I sit on the cusp of an impending hurricane…. The literary and biblical allusions cannot be avoided. Some say this is the first miracle of Portia, to reverse an irreversible election.”

“Aqui estou eu sentado na ponta de um iminente furacão…. As alusões literárias e bíblicas não podem ser evitadas. Alguns dizem que esse é o primeiro milagre de Portia, reverter uma eleição irreversível.”

Até a terça-feira 21, o blogue Jamaica Elections 2007, mantido pelo jornal Gleaner, estava noticiando que o Comitê Eleitoral da Jamaica (ECJ) decidiu pelo adiamento das eleições, e que o Governador-Geral iria em breve anunciar uma nova data, na segunda-feira 3 de setembro. Mas no dia seguinte, Jamaica Elections disse que de fato ocorreu um erro-crasso de procedimento [En]:

“Information Minister Donald Buchanan told The Gleaner/Power 106 News yesterday that the Electoral Commission’s recommendation for the postponement of the General Election should have been submitted to Cabinet for consideration, before it was sent to the Governor-General for a final decision.”

“O Ministro da Informação Donald Buchanan disse ao The Gleaner/Power 106 News ontem que a recomendação do Comitê Eleitoral sobre o adiamento das eleições gerais deveria ser submetida para consideração do Gabinete, antes de ser enviado ao Governador-Geral para a decisão final.”

Esperava-se que Simpson-Miller anunciasse a nova data das eleições durante um pronunciamento na TV na noite de quarta, 22, o que não aconteceu. Até a tarde de hoje, nenhuma data tinha sido confirmada, embora Jamaica Elections divulgou [En] que um pronunciamento oficial era “provável” no dia de hoje. Enquanto isso, o Observer relata [En] que a Câmara de Comércio Jamaicana insiste que o governo termine o estado de emergência presente, e o Gleaner diz que as últimas pesquisas mostram que o opositor Partido Trabalhista Jamaicano um pouco na frente do partido do comando, o Partido Nacional do Povo, em uma disputa que antes era considerada pau a pau. O Gleaner acrescenta: “Os relatos são de que a Primeira Ministra gostaria de uma data mais adiante em setembro” para as eleições. E enquanto os políticos brigam, Jamaican View diz que a maioria das casas de lazer do país passou pelo furacão intactas [En]. As eleições podem ter motivos para parar, mas a festa, ao que parece, continua.

(texto original de Nicholas Laughlin)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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