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Bolívia: O custo de domínios de Internet

O custo para a obtenção de um domínio de internet específico do país tem sido visto como relativamente alto demais para os bolivianos. Em comparação com muitos dos seus vizinhos regionais, onde os chilenos podem comprar um domínio “.cl” [es] por US$ 40 por dois anos e onde os argentinos podem até adquirir um domínio “com.ar ” de graça, o preço na Bolívia está fora a do alcance de muitos moradores locais.

Recentemente, o Network Information Center da Bolívia (NIC) [es] anunciou que baixou o preço para a compra de um domínio “.bo” em 35%. O preço agora é de cerca de US$ 140 por ano. No entanto, existem opções de compra do domínio “com.bo” por cerca de US$ 40 por ano.

A redução de preço também foi anunciada na recém-criada página do NIC no Facebook, que também abriu a oportunidade para que os usuários exprimam suas opiniões sobre os custos de domínios. No fórum de discussão, Esteban Lima escreveu:

Me gustaría saber en que se invierte el dinero recaudado. Imagino que como institución pública la información de numero de dominios, recaudaciones e inversión debería ser pública

Gostaria de saber no que o dinheiro arrecadado é investido. Imagino que, como uma instituição pública, a informação do número de domínios, dinheiro coletado e o investimento deveriam ser públicos

A conversa transitou para Twitter e blogs, onde os usuários, tais como Oscar Humberto (@oky_), escreveram sobre os efeitos destes preços:

Los precios de #nicbo no son accesibles a la realidad económica de los bolivianos, solo amplían mas la “brecha digital”.

Os preços de #nicbo não são acessíveis à luz da realidade econômica dos bolivianos, só ampliam mais a “exclusão digital”.

No entanto, o blogueiro Mario Durán publicou críticas sobre o alto preço [dos domínios] postados na página do Facebook do NIC , que ele disse terem sido deletados. Pouco depois, Durán publicou um screenshot do que ele escreveu, antes da eliminação, em seu blog [es] e notou que ele ligou para o escritório [do NIC] para pedir esclarecimentos sobre as suas políticas. Em uma breve entrevista com um representante legal da Agência Boliviana de Desenvolvimento da Sociedade da Internet (ADSIB em sua sigla em espanhol), Durán saiu com os seguintes pontos:

i) las rebajas serian progresivas.
ii) que lo que se paga por los dominios sirve para mantener la burocracia de NIC.bo
iii) que es una institucion estatal que no tiene muchos recursos.
iv) que en otros paises hay economias de escala y mayor numero de usuarios, esto les permite que el costo de los dominios sea incluso de 1 dolar, en Bolivia apenas son 6000 usuarios.
v) que por tres tipos que reclaman no iban a cambiar las cosas.

i) a redução de preços seria progressiva
ii) que o dinheiro coletado com a venda de domínios serve para manter a burocracia do NIC.bo
iii) que é uma instituição estatal que não tem muitos recursos.
iv) que em outros países há economia de escala e um maior número de usuários, o que permite que o custo dos domínios seja inclusive de um dólar, mas na bolívia são apenas 6000 usuários
v) que por três pessoas reclamando não iriam mudas as coisas.

Em seu post, Durán também observou que a petição para reduzir os preços está nas mentes de muitos bolivianos usuários da internet desde 2003. Em um post seguido, ele sugeriu que uma cyber-campanha deveria ser iniciada  para que mais consciência sobre a questão possa ser levantada [es] e que os blogueiros e twitteiros deveriam ser as lideranças do debate. Muitos começaram a usar a hashtag  #nicbo para a discussão sobre este tema com a esperança de que haverá algumas mudanças concretas no futuro próximo.

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