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Brasil: Blogando de comunidades ribeirinhas na Amazônia

Uma iniciativa muito interessante com blogs, chamada Rede Mocoronga , está acontecendo nas margens dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, no seio da floresta amazônica. Mocorongo é o nome dado aos que nascem na cidade de Santarém, no Pará, cidade pólo da região. Jovens de comunidades ribeirinhas localizadas nos Municípios de Santarém e a vizinha Belterra uniram-se para expressarem-se, trocarem notícias e aprenderem sobre o mundo na internet.

O projeto é parte do trabalho que a ONG Saúde e Alegria tem feito na região desde 1987. O PSA, como a ONG é conhecida localmente, chamou a atenção do mundo quando colocou um time de médicos e palhaços a bordo de um barco para descer o rio prestando atendimento médico básico à comunidades isoladas. Desde o início, a metodologia deles combinou medicina e atividades circenses, pois acreditavam que associando saúde com alegria é possível alcançar melhores resultados. Quando os vemos tentando ensinar dúzias de crianças a escovar os dentes – o que não é um hábito local – você logo entende a lógica da coisa!

Uma educadora do PSA vestida para o dia de trabalho no barco Abaré. Foto de Deborah Icamiaba.

Uma educadora do PSA vestida para o dia de trabalho no barco Abaré. Foto de Deborah Icamiaba.

Hoje, tendo conquistado apoio internacional e adquirido um barco-hospital plenamente equipado, o chamado Abaré, o PSA trava parcerias com os Municípios para transportar seus médicos até as comunidades e também mobiliza médicos voluntários de todo o mundo para realizar intervenções mais sofisticadas, que não são facilmente realizadas na região, como operação de catarata.

 O barco-hospital Abaré estacionado numa comunidade do rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.

O barco-hospital Abaré estacionado numa comunidade do rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.

Apesar do foco do PSA ser a saúde, eles logo perceberam que problemas de saúde têm soluções interdisciplinares que passam pela economia local, o meio ambiente, a educação, o acesso a informação e a organização política. Diversas iniciativas nessas áreas foram criadas e uma delas é para fortalecer os recursos de comunicação social das comunidades, tanto na forma como elas se comunicam entre elas como na forma como elas se comunicam com o mundo.

A Rede Mocoronga nasceu de um projeto de capacitação de jovens das comunidades para tornarem-se repórteres comunitários, ensinando-os a produzir programas de rádio, vídeos, jornais e blogs na internet. Cada comunidade tem sua unidade de mídia com equipamento básico, equipamento se som, mesa editorial, equipamento de vídeo e conexão com a internet, que eles gerenciam da sua forma (até agora, somente seis comunidades têm todo o equipamento, mas a meta é que trinta e uma o tenham). As escolas são parcerias importantes deste projeto. A base do projeto é situada em Santarém, na sede do PSA, de onde seus funcionários disseminam notícias da região. Os jovens recebem as informações e repassam-nas para suas comunidades, assim como postam sobre a sua realidade, seus desafios diários e atividades culturais para o mundo inteiro.

 Crianças de uma comunidade ribeirinha do Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.

Crianças de uma comunidade ribeirinha do Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.

As seis comunidades que já tem seus blogs conectados na Rede Mocoronga são: Muratuba,  Cachoeira do Aruã, Piquiatuba, Maguari, Belterra e Suruacá. O barco Abaré tem também o seu blog na Rede.

Vista do barco Abaré para uma comunidade ribeirinha no Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.

Vista do barco Abaré para uma comunidade ribeirinha no Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.

Recentemente, a comunidade Suruacá relatou sobre como a comunidade se uniu para construir o seu centro comunitário. A força dos homens da comunidade foi muito valorizada, uma vez que os troncos de árvores tiveram de ser carregados manualmente:

Como na comunidade não tem transporte adequado para este trabalho árduo, a madeira é conduzida no ombro, na cabeça e de outras maneiras possíveis encontradas pelos próprios trabalhadores. A madeira fica com um percurso de 40 minutos do ramal de onde será conduzida com o auxilio de uma carroça-de-boi, diminuindo assim o sofrimento dos comunitários.

Adriane Gama, da sede do PSA, usou a rede para disseminar informações sobre os riscos das comemorações de carnaval para as crianças e jovens:

Estamos no mês de carnaval, de folia e alegria. Mas, em se tratando de crianças e adolescentes, devemos ter cuidados redobrados nessa época para que muitas delas não seja abusadas e aliciadas por pessoas que violam os direitos fundamentais infanto-juvenis. Para contribuir com a diversão e segurança das crianças e adolescentes nesse carnaval em Santarém – PA, o conselho tutelar e várias parcerias devem unir forças para o sucesso do trabalho.

Crianças de uma comunidade ribeirinha fazem fila para a inspeção dos dentes. Foto de Deborah Icamiaba.

Crianças de uma comunidade ribeirinha fazem fila para a inspeção dos dentes. Foto de Deborah Icamiaba.

A Rede Mocoronga também dissemina notícias internacionais para as comunidades. Por exemplo, no Fórum Social Mundial, que aconteceu no início do ano em Belém do Pará, alguns jovens participaram com os funcionários do PSA e juntos eles selecionaram para o blog da Rede artigos de canais de mídia que representassem suas percepções do evento. Como exemplo, eles publicaram um artigo indicativo da visão de que o Fórum Social Mundial foi conclusivo em diversos pontos, contradizendo o que a grande mídia disse sobre o evento.

A nona edição do Fórum Social Mundial (FSM) terminou neste domingo (01/02), em Belém, com a “Assembléia das Assembléias” adotando dezenas de resoluções e propostas que serão temas de um programa de mobilizações ao redor do mundo em 2009.
As 21 assembléias temáticas, assim, quebraram o que parecia ser um tabu do FSM, ou seja, adotar posições políticas comuns sob a pressão de milhares de grupos da sociedade civil, ansiosos por agarrar a oportunidade criada pela crise econômica global de uma mudança progressiva
.

Com uma variedade de notícias das comunidades ribeirinhas produzidas por jovens da região, dicas dos funcionários do PSA e uma crescente participação em eventos mundiais, a Rede Mocoronga é um canal interessante para qualquer um no mundo saber mais sobre como vivem as comunidades ribeirinhas da Amazônia, seus desafios, preocupações e o que pensam sobre os problemas do mundo.

Vista do porto de Santarém e o Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.

Vista do porto de Santarém e o Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.

8 comentários

  • […] Global Voices, por Deborah […]

  • […] O site em inglês já tinha publicado antes no link Brasil: Blogando de comunidades ribeirinhas na Amazônia – pt.globalvoicesonline.org 03/12/2009 Publicado originalmente por Deborah Icamiaba · Traduzido […]

  • Deborah,

    Parabéns, por tudo, do texto às imagens.
    é incrível como temos pessoas dispostas a tirar esse pedaço do país do limbo da educação.
    Todo esforço é válido. E é um grande esforço de educadores e profissionais da saúde.
    Se você aceitar, aqui vai uma sujestão.
    A educação para indígenas por professores indígenas – de vários pontos da nossa mesma amazônia – formados para tal.
    A lista de etnias que já possuem seus próprios professores é grande. Desde o Alto Xingu até o Acre.
    Assim, além deles educarem, conseguem preservar – e até salvar – a própria língua, para que ela não seja engolida pela globalização da língua branca.
    Tem fontes onde você pode beber, e tem bastante material. ISA/PDPI são duas instituíções que podem te abrir caminhos.
    Um abraço.

  • Séfora

    Parabéns pelo trabalho, é muito importante procurarmos de todas as formas ajudar nossos irmãos que estão a margem a discriminação, sou enfermeira recém formada e desejaria também me unir a vocês. Por favor me envie
    email de como posso participar deste projeto. Abraços

  • Janaína

    Quero parabenizar a todos envolvidos neste trabalho e gostaria de saber seria possível eu me juntar a equipe para participar desse projeto. Sou estudante do curso de Farmácia.
    Obrigada!

  • […] por Deborah Icamiaba · Traduzido […] # 2009-03-15 at 1:03 am … fique por dentro clique aqui. Fonte: […]

  • Antônio Pereira

    Manchetes dos jornais: Sindicância vê superfaturamento no Senado
    O Estado de S. Paulo

    Sindicância vê superfaturamento no Senado

    Investigação feita por comissão de sindicância do Senado em quatro contratos de prestação de serviços, que somam R$ 14,2 milhões, detectou indícios de superfaturamento, excesso de pessoal terceirizado, salários acima dos de mercado, além de falta de justificativa para as contratações. As empresas investigadas foram a Aval, a Fiança, a Delta Engenharia e a Ágil. No contrato com a Aval, empresa fornecedora de mão de obra para limpeza, foi constatado superfaturamento de 57%. “Não diria que são contratos superfaturados. São contratos caros”, disse ontem o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). “Pedi o estudo porque vi que tinha gordura nos contratos e era preciso fazer uma redução.”

    ”Limpeza” na Infraero pode ser início de privatização

    A decisão do governo de profissionalizar a direção da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e afastar os funcionários com cargos apadrinhados por lideranças partidárias é o início de um processo que pode levar a estatal a um destes destinos: a abertura de capital a investidores privados ou a privatização. Qualquer que seja a opção, a decisão tomada com base no novo estatuto da empresa, aprovado no dia 16 de abril, definiu que 109 funcionários terão de deixar a empresa. Desse total, 81 são afilhados de políticos. O governo encomendou estudos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e concluiu, pelas avaliações preliminares, que as opções futuras impõem uma “limpeza” administrativa prévia na empresa. O BNDES está formatando a solução da abertura de capital. A Anac entrega até o fim de junho os cenários de fatiamento da Infraero – agrupando-a por blocos de rentabilidade dos aeroportos – e o passo a passo de um processo de privatização.

    Para Ciro, ceder às pressões seria desmoralização

    O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse ontem que a composição com o PMDB não é imprescindível para o êxito de um candidato governista à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o deputado, o PMDB é importante para governar, não para vencer eleições. Seria um erro do governo, avalia, fazer concessões ao PMDB agora de olho em 2010. “É um cheque em branco”, definiu Ciro, que tem pretensões de concorrer à Presidência. O deputado afirmou que o governo pode se desmoralizar se ceder às pressões do PMDB para revogar a demissão de afilhados políticos da direção da Infraero. Ele elogiou a medida e defendeu que outras estatais e órgãos do governo façam o mesmo para ganhar eficiência.

    Temer ignora MPs, faz votação e destrava pauta

    O plenário da Câmara pôs em prática pela primeira vez ontem a interpretação do presidente Michel Temer (PMDB-SP) de que medidas provisórias não trancam inteiramente a pauta e votou dois projetos e dois decretos, em sessão extraordinária. Apesar de três MPs, em tese, impedirem a votação de projetos, Temer disse estar amparado por decisão preliminar do Supremo Tribunal Federal (STF) e levou as matérias a deliberação. O primeiro projeto aprovado estendeu o direito de estabilidade no emprego para a pessoa que ficar com a guarda de um bebê, no caso de morte da mãe. O segundo obriga todos os entes públicos – da União, Estados, Distrito Federal e municípios – a divulgar na internet a execução orçamentária e financeira, em tempo real. Assim, qualquer gasto do poder público poderá ser acompanhado por meio eletrônico. Hoje instrumentos como o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), no caso do governo federal, são de acesso restrito, com senhas.

    Conselho de Ética convida dono do castelo para depor

    O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), assinou ontem o convite para o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), processado por quebra de decoro parlamentar, prestar depoimento ao colegiado. O conselho não tem poder de convocação, mas o presidente acredita no comparecimento de Moreira para apresentar pessoalmente a defesa. Duas datas foram oferecidas: dias 13 ou 20 deste mês. O parlamentar ficou conhecido por ser dono de um castelo de R$ 25 milhões, em Minas. Ele é suspeito de ter usado em benefício próprio recursos da verba indenizatória. Entre 2007 e 2008, gastou R$ 230,6 mil para contratar duas empresas de segurança dele próprio. A comissão de sindicância responsável pela investigação preliminar do caso sustenta que a prestação do serviço não foi comprovada.

    Lula foi financiado por 1.319 doadores; Obama, por 3,5 mi

    Os cerca de 380 mil candidatos a prefeito e a vereador em 2008 tiveram, em média, 2,6 doadores cada um. Mesmo quando se observa as três capitais mais relevantes, é diminuto o número de pessoas dispostas a dar dinheiro para políticos em campanha. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), teve 109 doadores no ano passado. No Rio, Eduardo Paes (PMDB) recebeu dinheiro de 61 fontes. E em Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) só conseguiu obter recursos de 27 financiadores. Em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 1.319 doadores (que fizeram 1.364 contribuições). No mesmo ano, José Serra (PSDB) foi eleito governador de São Paulo com a ajuda de somente 55 financiadores.

    Sarney diz que ouvirá ex-diretores do Senado sobre irregularidades

    O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), prometeu marcar até amanhã uma reunião da Mesa Diretora para ouvir os ex-diretores da Casa João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) e Agaciel da Silva Maia (Diretoria-Geral) sobre denúncias envolvendo suas condutas administrativas.
    O pedido do encontro -que poderá resultar em acareação entre os dois- foi feito por meio de requerimento apresentado pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Ele quer esclarecimentos sobre a entrevista de Zoghbi à revista “Época” desta semana.

    Será que a farra acabou?

    No último mês antes da nova regulamentação imposta pela Presidência da Câmara, os deputados aproveitaram a saideira e fizeram uma farra pesada com a verba indenizatória, torrando dinheiro com aluguel de jatinhos, empresas de consultorias, impressão de jornais, aluguel de espaço em rádios, cotas extras de telefone nos estados e hospedagem em hotéis e gastos com churrascarias em Brasília. Algumas dessas despesas estão vetadas a partir de segunda-feira, como os gastos fora do estado de origem do parlamentar. Agora, os gastos serão restritos. Em abril, pelo menos sete deputados gastaram R$ 79 mil com aluguel de jatinhos. A maior despesa foi feita pelo deputado Alberto Silva (PMDB-PI), que foi duas vezes governador do Piauí. Ele alugou um jatinho da Líder Táxi Aéreo para um deslocamento de Brasília a São Paulo, onde foi internado no Hospital Sírio-Libanês. A nova regulamentação é confusa. Prevê que a locação de meios de transportes atenderá “também” a deslocamentos que tenham como origem ou destino o estado de representação do deputado. Não fica claro se pode haver viagens para outros estados.

    Senadores domam investigações

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entende que a polícia do Senado não tem prerrogativa para abrir inquéritos e conduzir investigações. Ontem, em reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais, a entidade afirmou que cabe à Polícia Federal apurar as denúncias de corrupção na área administrativa da Casa. Para o diretor do Conselho Federal da Ordem, Ophir Cavalcante Júnior, a apuração do Senado pode até representar uma resposta política, mas não tem respaldo jurídico. A cúpula do Senado deixou a PF de fora e colocou sua própria polícia para investigar as supostas irregularidades no crédito consignado oferecido aos servidores. Caberá também a ela apurar as supostas fraudes na contratação de terceirizados. Ao optar por essa estratégia, a direção do Senado mantém a apuração sob rédea curta. Até porque parte das denúncias atingem em cheio a Primeira-Secretaria, comandada nos últimos anos pelos senadores Efraim Morais (DEM-PB) e Romeu Tuma (PTB-SP).

    Tuma pressionado a sair

    O senador Romeu Tuma (PTB-SP) tem sido aconselhado por colegas a se afastar da Corregedoria do Senado, órgão responsável pelas investigações internas. O parlamentar está acuado depois da denúncia do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi de suposto envolvimento dele num esquema de corrupção na contratação de empresas terceirizadas. Em conversas reservadas, senadores admitem um contrangimento na permanência do senador no cargo de corregedor. Segundo Zoghbi, Tuma teria participação de irregularidades na época em que foi primeiro-secretário, entre 2003 e 2005. “É mentira deslavada”, disse o senador. “Estou pronto a prestar qualquer esclarecimento que for necessário. Não posso deixar a Corregedoria em razão da acusação que ele fez”, afirmou.

    Eros Grau deixa cargo de ministro do TSE

    O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eros Grau renunciou ontem ao cargo efetivo que ocupava na Corte desde maio de 2008. O anúncio da sua saída ocupou parte da sessão. Entre elogios e homenagens, poucas explicações. Grau disse apenas que havia refletido muito sobre o assunto e que estava sentindo dificuldades de conciliar o trabalho eleitoral com o julgamento das ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, ministros e advogados afirmaram que Eros Grau estudava sua saída há algum tempo e que, apesar de não admitir publicamente, estava preparado para deixar o tribunal antes que o ministro Joaquim Barbosa assumisse a presidência da Corte, o que deve acontecer no ano que vem. Os dois ministros não mantêm um relacionamento amigável desde agosto do ano passado, quando Barbosa censurou o colega por ter concedido um habeas corpus a Humberto Braz, braço direito do banqueiro Daniel Dantas.

    Nova lei exige contas on-line nos três poderes

    A Câmara aprovou projeto que obriga União, estados e municípios a publicar na Internet, em tempo real, dados sobre orçamentos e gastos. A regra atinge Executivo, Legislativo e Judiciário. O projeto irá para sanção do presidente Lula. O prazo de adaptação é de até quatro anos. Hoje, só o Executivo tem um sistema de acompanhamento de gastos, com senhas fornecidas pelo governo.

    Confirmados sobrepreços no Senado

    Auditoria mostra que o Senado paga sobrepreço de 57% a uma empresa terceirizada, encarregada da limpeza. Há casos em que o pagamento é quatro vezes maior que o salário dos empregados. Mas novas licitações só poderão ser feitas ao fim dos atuais contratos.

    http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_publicacao=28078&cod_canal=1

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    Uma iniciativa muito interessante com blogs, chamada Rede Mocoronga , está acontecendo nas margens dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, no seio da floresta amazônica. Mocorongo é o nome dado aos que nascem na cidade de Santarém, no Pará, cidade pólo …

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