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Dia Mundial da Deficiência no Sul da Ásia

Em todo o mundo, o dia 1o de dezembro é lembrado como o Dia de Luta contra a AIDS, e a ocasião é amplamente divulgada. Diferindo da atenção dedicada ao Dia Mundial de Luta contra a AIDS, o Dia Mundial da Deficiência mal é registrado pelo radar da mídia mundial.

Círculo de amigos, do usuário do Flickr Jimee, Jackie, Tom e Asha, sob  licença de Creative Commons.

Celebrado todos os anos em 3 de dezembro, o Dia Mundial da Deficiência homenageia as contribuições dadas ao nosso mundo pelas pessoas com deficiências físicas e mentais. No caso do sul da Ásia, existe um grave estigma vinculado a qualquer tipo de limitação física e mental. O Dia Mundial da Deficiência é uma oportunidade para ampliar a consciência sobre os direitos das pessoas com deficiência, assim como a idéia de que ser capaz de uma forma diferente não é pecado ou motivo de vergonha.

Na Índia, o ativista Javed Abidi, principal defensor dos direitos das pessoas com deficiência no país, comandará um evento chamado “Dilli Chalo” or “Vamos para Delhi”, para lembrar a ocasião. Ele será realizado no monumento Porta da Índia.

O Sr. Abidi diz que o país tem alcançado progressos no sentido de assegurar os direitos das pessoas com deficiência, porém mais precisa ser feito.

Now, in India, as we are aware, we have had the Disability Act for the last 12 years. Last year we thought was a momentous year for two reasons. One was that our country ratified the UN Convention, and the second was that we also got the XI Plan. And in the XI Plan…..for the first time, there is a distinct chapter or a section on disability. And we thought that things were going to change. ……if we were look at the last one year, we find that things have not really moved the way we had expected them to move….

“Agora na Índia, como sabemos, temos celebrado o Dia da Deficiência ao longo dos últimos 12 anos. Achamos que o ano passado foi um marco por duas razões. A primeira é que nosso país ratificou a Convenção da ONU, e a segunda foi que também recebemos o Plano XI. E no Plano XI… pela primeira vez, existe um capítulo ou seção distinta para as necessidades especiais. E achávamos que as coisas iam mudar… quando observamos o ano passado, descobrimos que elas na verdade não aconteceram como esperávamos que acontecessem…”

Além do tratamento de questões legais relacionadas aos direitos das pessoas com deficiência e às oportunidades que elas merecem, também são necessários esforços para ajudar aqueles que vivem na pobreza absoluta devido à sua condição física.

Uma reportagem publicada pelo The National mostra o quanto é urgente para os cidadãos pobres e com deficiência na Índia que seu governo tome atitudes capazes de garantir a eles uma vida digna.

No mês de novembro, Shaikh Azizur Rahman relatou o pedido feito ao presidente da Índia por um pai idoso para que fosse autorizada a eutanásia de suas duas filhas, gravemente deficientes e presas a uma cama, das quais ele cuida. O homem disse que é pobre demais para dar a elas o cuidado e a atenção de que precisam em tempo integral. Fatema, uma das filhas, disse que também deseja que sua vida chegue ao fim.

I told my father many times to bring poison for me. Nobody is helping me to kill myself.

“Muitas vezes eu disse ao meu pai que me trouxesse veneno. Ninguém está me ajudando a me matar”.

Do outro lado da fronteira com o Paquistão, existe ainda uma montanha de dificuldades no caminho dos cidadãos com deficiência. Escrevendo em Dawn, Zahid Abdullah, que trabalha para o Centro para a Paz e o Desenvolvimento, em Islamabad, diz que o país ainda tem um longo caminho a percorrer até que as pessoas com uma habilidade diferente possam sentir que a sociedade também as valoriza. Ele expressa igualmente sua frustração diante do ritmo lento das reformas legais sobre os direitos das pessoas com deficiência.

Como acontece na Índia e no Paquistão, a sociedade do Nepal também vê as limitações físicas e mentais como resultado de pecados cometidos em vidas anteriores. Geralmente, as pessoas com deficiências são tratadas como sub-humanos; elas têm um acesso muito limitado à educação e a um emprego representativo. É freqüente você ver uma pessoa com deficiência física mendigando nas ruas para poder viver.

Meen Raj Panthi diz que as famílias escondem seus membros com deficiência para proteger sua honra e seu prestígio:

The notion that people with disabilities have equal rights and duty as any other individual, is largely absent from the popular mindset.

“A noção de que as pessoas com deficiência têm direitos e deveres iguais aos de qualquer outro indivíduo está, em grande parte, ausente da concepção popular”.

As crianças são mais vulneráveis à discriminação. A Associação Nacional para a Promoção dos Deficientes e Desamparados no Nepal cita o exemplo de uma menininha chamada Manisha, mantida em cativeiro pelos pais por ser cega:

While her parents work at fields, she is often locked in her own room and tethered with rope by her parents because she has no one to look after her at home. But her elder brother and sister go to school.

“Enquanto seus pais trabalham no campo, é freqüente que ela fique trancada em seu próprio quarto, presa por uma corda, por não ter quem cuide dela em casa. Mas sua irmã e seu irmão mais velho vão à escola”.

Versão reduzida de imagem do usuário do Flickr Shizhao, usada sob licença de Creative Commons.

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