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Síria: Fronteira libanesa e etiqueta de sanitário

A piora das condições para famílias e trabalhadores sírios na borda entre o Líbano e a Síria, pedidos pelo retorno do Monte do Golan, área da Síria ocupada por Israel, a metralhadora Tcheca e etiquetas no sanitário são alguns dos temas discutidos por blogueiros sírios na ronda dessa semana.

Para começar, Golaniya do Decentering Damascus [En], continua a sua cobertura de suas experiências na fronteira entre o Líbano e a Síria, e a piora das condições para trabalhadores sírios que passam por lá.

“Since it was so crowded inside, the hardworking Lebanese officers started to feel hot and annoyed at the yells of children:
– All those who are with children get out!
Get out where exactly? To the waiting hall?? Or under the Summer sun For hours?

After that, I saw three Lebanese officers dragging by force the Syrian workers from the lines and throwing them outside.
One of workers screamed:
– I have been waiting on this line since 1 o’clock.
It was five o’clock the time when he was dragged outside.”

“Considerando que estava superlotado lá dentro, os diligentes oficiais libaneses começaram a sentir calor e a se aborrecerem com os gritos das crianças:
– Todos aqueles com crianças, para fora!
Para fora onde exatamente? Pro corredor de espera?? Ou para baixo do sol de verão por horas?

Depois disso, eu vi três oficiais libaneses arrastando a força os trabalhadores sírios das filas e os jogando do lado de fora.
Um dos trabalhadores gritou:
– Eu estou esperando nessa fila desde 1h em ponto.
Eram cinco horas quando ele foi arrastado para fora.

Sasa do The Syria News Wire [En] escreve sobre a campanha pró-Síria no Monte do Golan (ocupado por Israel desde 1967).

“A summer camp has opened in the area of the Syrian Golan Heights which is currently controlled by the Israeli Army.

Chanting pro-Syrian slogans, they are calling on the Israeli government to hand their land back to Syria.”

“Um acampamento de verão foi aberto na área síria do Monte Golan, que no momento está sob controle do Exército de Israel.

Cantando slogans pró-Siria, eles estão pedindo que o Governo de Israel devolva a terra à Síria”

Numa nota mais bem-humorada, Ayman do The Damascene Blog [Fa] escreve sobre uma experiência familiar de todos os estudantes sírios. Seu último exame oral nas aulas de Educação Militar, sobre a “Metralhadora Tcheca”…

ما هذا؟
– لا أعرف.
– حسناً. ماذا هذه؟
– ….
– طيّب ما وظيفتها؟
– لا أعرف.
– لا بد أنك تعرف هذا إذن.
– بصراحة لا
فرغ صبره فأمسك بمخزن الطلقات ورفعه في وجهي
– اسمع. هذا هو المخزن. سأسألك عن اسمه، فإن لم تعرف سترسب في الامتحان.
– حاضر.
– ما هذا؟
– المخزن.
– انصرف. وراء دُر.

- O que é isso?
– Não sei.
– Ok, o que é isso?
– …
– Ok, o que isso faz?
– Não sei.
– Você deve saber dessa aqui então?
– Na verdade, não.
Ele ficou impaciente, segurando o pente de balas da arma contra o meu rosto.
– Escute, isso aqui é um pente de balas. Eu vou perguntar o que é isso, se você não responder, vai ter perdido no exame.
– Sim senhor
– O que é isso?
– O pente de balas.
– Pode ir embora agora.

Para finalizar com um dilema interessante que Wassim traz a tona, como explicar para os ocidentais o nosso hábito de se “lavar” após usar o banheiro, a inevitável pergunta “Por quê você tem uma jarra/garrafa no banheiro?” [En] não quer calar.

“The subsequent shock and horror they express when later they are told seems to me incredible but surely it’s more hygienic or am I just being culturally obstinate? I’ve only brought this up because it seems to be something many of my friends seem to encounter when first they visit Western countries. I hear from African and Asian friends that Tashteef (to splash) is also the norm. Why do most people I meet in Europe and America refuse to even consider the concept? Living in a country where the toilet and bodily functions are considered suitable topics for jokes the uneasiness and avoidance of the topic is baffling to say the least!”

“O choque e o horror subsequentes que eles expressam quando mais tarde são informados parece, a mim, inacreditável, mas certamente é mais higiênico ou eu estou sendo culturalmente obstinado? Eu só comecei a falar disso porque parece ser algo com que muito de meus amigos se deparam quando eles visitam países ocidentais pela primeira vez. Eu ouço de amigos africanos e asiáticos que o Tashteef (se lavar) também é a normal. Por que a maior parte das pessoas que eu encontro na Europa e América se recusam até a levar a idéia em consideração? Morar em um lugar onde o banheiro e as funções do corpo são considerados assuntos apenas apropriados para piadas, o mal-estar e o evitar do assunto são no mínimo desconcertante!”

(Texto original de Yazan Badran)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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