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Só brincadeira, nada de papo de paz nos blogues da Uganda

No happy hour dos blogues da Uganda [EN] do mês passado, fiz uma pesquisa informal sobre os motivos pelo qual o blogren [EN] (termo cunhado por 27th Comrade para a blogosfera de Uganda) postam e o que eles fazem. Minha resposta predileta veio de Carlo [EN], que disse que blogar era “como o Facebook [EN]”, o site de redes sociais que no momento está tomando conta [EN] do mundo jovem e conectado. Cada blogueiro presente declarou que blogar em Uganda é um mero exercício de socialização, evidenciado recentemente pela idéia do “8 Coisas Aleatórias” que circula entre Ivan, Magoola, Magintu [EN] e outros.

Talvez por esse motivo quase ninguém tenha mencionado o primeiro aniversário [EN], na semana passada, do início das negociações pela paz entre o Governo de Uganda e as forças rebeldes do LRA (Lord’s Resistance Army), uma “milícia rebelde cruel que fez um inferno do norte do país por duas décadas” [EN]. Aqueles que estão escrevendo – a maioria expatriados vivendo em Uganda e ativistas nos Estados Unidos – estão expressando com cautela esperança no sucesso das conversações.

O maior obstáculo para a paz no ano que passou foi a tensão entre a justiça restauradora ou punitiva, o que foi recentemente examinado por Nora Boustany no Washington Post [EN]. A abordagem restauradora incluiria os tradicionais rituais, como a cerimônia do “mato oput”, descrita [EN] por Glenna Gordon:

“People in Uganda’s north would prefer “mato oput”, a form of traditional justice, which literally means to drink a bitter potion made from the oput tree…

Mato oput could solve the problem for them, but the government isn’t ready to concede to such a bitter solution.”

“As pessoas no norte da Uganda preferem “mato oput”, uma forma tradicional de justiça que literalmente significa beber a parte amarga da árvore do oput….

Mato oput poderia resolver o problema para eles, mas o governo não está pronto para ceder a solução amarga como essa.”

A justiça punitiva significaria julgamento para os maiores comandantes do LRA em Corte Criminal Internacional, uma abordagem que tem encontrado resistência séria não apenas por parte do próprio LRA [EN] mas também por muitos cidadãos do norte da Uganda. Willy Akena do Diocese of Northern Uganda escreve [EN]:

One year down the road, the major question is the ICC. While many people in the north think the ICC is a stumbling block to the peace process, the ICC prosecutor Louis Ocampo thinks that is what Kony wants people to believe. And the prosecutor thinks Kony will get a fair trial in the court.”

“Um ano passado e a maior dúvida é o ICC. Enquanto muitos no norte pensam que o ICC é uma pedra no caminho do processo de paz, o promotor público do ICC, Louis Ocampo, pensa que isso é o que Kony quer que as pessoas acreditem. E o promotor acha que Kony terá um julgamento justo na corte.”

O blogue The Diocese também traz uma excelente cronologia [EN] das negociações.

Finalmente, logo do lado de fora de Gulu, norte da Uganda, Locus Amoenus reflete [EN] nos efeitos que as negociações tiveram na vida de muitos campos para Pessoas Deslocadas Internamente (PDIs):

“On the ground, this translates into another notch of success in strengthening the fragile sense of security in the region. After a decade of life in the camps, IDPs are going home. At Paicho, this means that during the day adults and older children are traveling to their ancestral lands to begin digging and planting – a return to the rich agricultural tradition of Acholiland, and a hopeful sign for a people beginning to feed themselves. The signal of a future step away from the packs from UN World Food Program. It truly is a sign of hope, albeit a mixed one for the children back at Paicho, who are unsupervised until about 2 p.m., when the adults typically return from tilling the land. Another fold in the ever-complex issue of achieving peace and development in this region.”

“Em termos práticos, tal fato representa uma fenda no sucesso em fortalecer o frágil senso de segurança da região. Após uma década de vida nos campos, os PDIs estão indo para casa. Em Paicho, isso quer dizer que durante o dia adultos e crianças mais velhas estão viajando para suas terras ancestrais para começar a cavar e a plantar – a volta para uma rica tradução agrária de Acholiland, e um símbolo otimista para pessoas que começam a se alimentar por conta própria. Os sinais de um passo adiante das parcelas do programa “World Food Program” das das Nações Unidas. É um verdadeiro sinal de esperança para as crianças de Paicho, que são deixadas por conta própria até cerca das 2 horas da tarde, quando os adultos normalmente voltam do cultive à terra. Uma outra página em no sempre complexo assunto de se atingir paz e desenvolvimento nessa região”

(texto original de Rebekah Heacock)

 

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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