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Madagascar: Uma nova esperança e forçando a entrada no debate “Auxílio à África”

 

A esperança gerada pela conferência de TED em Arusha de que a África está caminho de dias melhores inspirou a blogosfera de Madagáscar.

Aiky informa que o senador de Madagáscar Christian Razafimbahiny escreveu um manual para o sucesso no qual ele pede à juventude de Madagáscar para alcançar seus sonhos. O próprio Aiky discorre sobre o assunto:

« La jeunesse malgache (de 7 à 77ans) possède-t-elle un rêve? entretient-elle un désir enfoui qui lui permettra d’enlever toute inhibition qui le freine actuellement? Chacun doit rêver. Il est permis de rêver… il est conseiller de rêver car sans rêve on manquera de vision »

“A juventude de Madagáscar ( de 7 a 77 anos) têm um sonho? Teriam os jovens de Madagáscar uma ambição secreta guardada que os ajudaria a se livrarem das inibições que os refreiam? Todos dvem sonhar. Sonhar é permitido…devemos sonhar, pois sem sonhos,perde-se visão.”

Harinjaka precisou visualizar seu sonho de ajudar sua terra natal participando da conferência de TED: ” a África é o próximo capítulo“.

Ele explica que ele ganhou inspiração com a discussão em Arusha e planeja deixar a França e voltar a sua terra para contribuir com a reviravolta.

« En côtoyant ces gars, pendant mon séjour en afrique , la question du retour au pays me trotte plus que jamais.Qu’est ce qui fait l’Afrique si ce n’est ses fils ? Qu’est ce qui fait un pays si ce n’est son élite ? Mais pourquoi les élites en questions ne rentrent-elles pas ?Est-ce qu’il faut rester convaincu qu’il n’y a pas d’avenir au pays ? »

“Enquanto passava meu tempo com esses caras durante minha estadia na África, mais que nunca a idéia de voltar para meu páis cresceu em mim. O que é a África senão seus próprios filhos? Do que é feito um país senão de sua elite? Entretanto, porque as elites em questão não voltam para casa? Continuamos a achar que não há esperanças em casa?”

Na TED, Harinjaka testemunhou o andamento do debate sobre a melhora da eficiência no auxílio à África e desejou que mais africanos francófonos estivessem presentes. A conversa continuou com Randiana que escreve:

« How aid can become detrimental to sustainable development, and paradoxically trigger the opposite of its goals? […]

“The very recent complain deposited by a French NGO againt President Bongo of Gabon and President Sassou N’Guesso of Congo is illustrating this exasperation (western tax payers’ fatigue in paying for development, yet not seeing tangible results of their efforts.)

If the allegation proves right, then international aid would have financed the purchase of luxury “hotels particuliers” in fancy residential Paris for the personal use of these two presidents.»

“Como o auxílio poderia se tornar danoso ao desenvolvimento sustentável e paradoxalmente cionar o oposto de suas metas?[…]

A mais recente reclamação feita por uma ONG francesa contra o presidente Bongo de Gabon e o presidente Sassou N’ Guesso do Congo ilustra essa exasperação ( a fadiga dos ocidentais pagantes de taxas em pagar pelo desenvolvimento, sem ver resultados tangíveis de seus esforços.)

Se a alegação for comprovada, então o auxílio internacional terá financiado a compra de luxuosos “hotels particuliers” na chique área residencial de Paris para uso pessoal dos presidentes.”

Shadow Gasy explica que um dos requisitos para a maior responsabilidade com o auxílio internacional está em três conceitos interligados: a governança responsável, o “Estado Legalista” e a intervenção estrangeira.

« L’Etat de droit est également un thème privilégié par les bailleurs de fonds multilatéraux (exemple) et bilatéraux (exemple).
Le concept d’Etat de droit peut trouver de multiples interprétations. Pourtant, malgré cette polysémie, il semble que contrairement aux autres juristes africains et aux juristes africanistes, peu de juristes Malagasy définissent l’Etat et le droit.
[…]
La première idée fausse que nous évoquerons est celle qui consiste à dire que les étrangers ne doivent pas intervenir dans des questions qui relèvent des affaires nationales du pays qui les accueille».

“O Estado Legalista é um tópico importante para os investidores multi e bilaterais. O conceito de Estado Legalista pode estar sujeito a múltiplas interpretações. Porém, apesar da confusão causada por seus vários significados, parece que, ao contrário dos juristas africanos e dos juristas lidando com a África, poucos juristas de Madagáscar definiram o Estado e a Lei.[…] O primeiro falso conceito que discutiremos é aquele que diz que estrangeiros não podem intervir nas questões domésticas do país que os hospeda.”

Deve ser notado que o auxílio internacional não é sempre uma rua de mão única. Há muitos exemplos de auxílios africanos direcionados à Europa e até mesmo os países mais poderosos precisam de um pouco de ajuda às vezes.

(Texto original por Lova Rakotomalal)

 

 

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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