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Mulheres de cinco continentes recebem prêmio por contribuição para o esporte

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Da esquerda para a direita: Sara Rosario Vélez do Comitê Olímpico de Porto Rico, Stavroula Kozompoli (Europa); Kereyn Smith, secretária-geral do Comitê Olímpico da Nova Zelândia; Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional; Lydia Nsekera, presidente entre as mulheres na Comissão Esportiva; Sheika Hayat Bint Adbulaziz Al Khalifa (Ásia); e Mervat Hassan (África) durante a cerimônia de premiação no Museu Olímpico em Lausana, Suiça. Foto de cortesia do IOC/Christophe Moratal.

Cinco mulheres de diferentes partes do mundo foram premiadas no Troféu Mulheres no Esporte, entregue pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em reconhecimento a figuras públicas e organizações que ajudaram a desenvolver e incentivar a participação das mulheres em todas as áreas do esporte, incluindo administração e posições de liderança.

Essa premiação olímpica foi concedida desde 2000 aos representantes de cada continente, e nesta ocasião foi recebida por Sara Rosario, presidente do Comitê Olímpico de Porto Rico (as Américas), a jornalista egípcia Mervat Hassan (África), Sheika Hayat Bint Adbulaziz Al Khalifa de Bahrein (Ásia), Stavroula Kozompoli (Grécia) e a medalhista olímpica australiana Cathy Freeman (Oceania). O Comitê Olímpico da Nova Zelândia, o vencedor do troféu de Campeão Mundial, foi representado pela secretária-geral Kereyn Smith.

O evento ocorrido em 10 de novembro no Museu Olímpico em Lausana, Suíça, também comemorou o 20º aniversário das mulheres na Comissão Esportiva do COI, fundada em 1995, quando as Nações Unidas realizou Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres em Pequim, China. A Declaração e Plataforma de Ação de Pequim [pt] estabeleceu um conjunto de importantes objetivos estratégicos e ações para o avanço das mulheres e dos direitos. Com essa abordagem, o Comitê Olímpico defendeu firmemente a presença das mulheres nos esportes no mundo inteiro a duas décadas.

Thomas Bach, presidente do COI, e Lydia Nsekera, presidente da Comissão Esportiva das Mulheres, manifestaram sua satisfação com a igualdade de gênero dos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018 a realizar em Buenos Aires, onde a maior participação de mulheres será vista na história dos jogos.

Na cerimônia, cada uma das ganhadoras enfatizou a força que o esporte tem para empoderar as mulheres. A representante da Nova Zelândia, Kereyn Smith, observou que as mulheres ganharam 50% das medalhas de ouro para a delegação olímpica do país. “Sabemos que através do esporte, as mulheres podem criar e demonstrar as mesmas virtudes e também tornarem-se grandes líderes — estivemos trabalhando duro para fortalecer e promover esse vínculo.”

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Sara Rosario dirigindo-se aos presentes no hall de gala Pierre de Coubertin onde o cerimonial aconteceu. Foto de cortesia do IOC/Christophe Moratal.

Sara Rosario foi a primeira mulher eleita como presidente do Comitê Olímpico de Porto Rico [es] em 2012, em um aparte para a imprensa disse:

Este es un premio por el que realmente mucha gente ha trabajado. Son muchos los trabajos que hemos hecho junto a las federaciones nacionales, junto a cada presidente federativo, junto a todos los atletas. Todas esas mujeres que por tanto tiempo han dedicado horas y horas al deporte como atletas, como entrenadoras, en los medios de comunicación, como presidentas federativas, como jueces, como árbitros, en fin, en tantas facetas. Yo creo que el (hecho de) que Puerto Rico sea hoy recipiente de este premio representando al continente de América, aquí en Lausana, en los 100 años (del Comité Olímpico Internacional en este lugar), debe ser motivo de satisfacción para todos los puertorriqueños.

Este é um prêmio pelo qual muitas pessoas trabalharam. São muitos os trabalhos que fizemos juntos com Associações Nacionais, junto com cada presidente de Federação, junto com todos atletas. Todas mulheres dedicaram horas e horas aos esportes como atletas, treinadoras, presidentes de Federação, juízas, árbitras, na mídia — em resumo, de diversas maneiras. Penso que (o fato) de Porto Rico hoje ser o vencedor desse prêmio representando o continente americano, aqui em Lausana, em 100 anos (que o COI esteve aqui), deveria ser motivo de satisfação para todos porto-riquenhos.