Está vendo todos esses idiomas acima? Nós traduzimos os artigos do Global Voices para tornar a mídia cidadã acessível para várias partes do mundo.

Saiba mais sobre Tradução do projeto Língua  »

Terceira Amostra de Cinema Africano em Moçambique com destaque para o cinema Angolano

Reprodução autorizada

Reprodução autorizada

A terceira edição da Semana de Cinema Africano realiza-se entre o dia 13 de Abril e 10 de Maio. O evento vai decorrer nas cidades de Maputo, Inhambane e Nampula. As seguintes hashtags: ‪#‎CCBM‪#‎Mozambique‪#‎Moçambique serão utilizadas nas redes sociais pela organização.

O evento surge com o objectivo de criar um intercâmbio de experiências decorrentes de várias participações em Festivais e Mostras de Cinema, pelo mundo inteiro, por parte de alguns Produtores e Realizadores moçambicanos. A falta de um espaço dedicado à exibição destas produções em Moçambique levou à criação desta iniciativa que visa promover e analisar o cinema que é produzido no continente Africano.

Nesta terceira edição do festival, a Angola terá destaque com O Grande Kilapy, o filme de abertura do festival, realizado por Zezé Gamboa, cineasta angolano:

O Grande Kilapy é a história de um bom malandro angolano no final do período colonial (anos 60/70) inspirada livremente em factos reais. Joãozinho, um vigarista com uma profunda ética de amizade, “bon vivant” a todo o custo é uma pessoa simples, que congrega em si um conjunto de imperativos de “curtição” indiferente às contingências de vida numa colónia portuguesa: cor de pele e preconceito social. Por força das circunstâncias, Joãozinho acaba por se tornar um personagem incómodo, subversivo e político, para o regime colonial Português.

‪#‎KILAPY é uma palavra do dialecto Angolano Kimbundu que significa “golpe, esquema, burla ou pedir emprestado sem pagar”.

O Brasil também estará representado, nesta Amostra de Cinema, pelo actor protagonista do filme de abertura, Lázaro Ramos.

Moçambique e Brasil têm partilhado momentos de exaltação da cultura entre os dois países, após o destaque para a homenagem ao país africano no Carnaval do Brasil e da presença de artistas moçambicanos em programas de cultura do Brasil, como o programa da Regina Casé, actriz e apresentadora brasileira.