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Cuba aumenta acesso à Internet com a abertura de centros públicos

Cuba inaugurou 118 salas de navegação, aumentando assim o acesso à Internet na ilha. Chamado de Nauta, este serviço pode ser requisitado em qualquer unidade comercial da Empresa de Telecomunicações de Cuba (ETECSA) que tenha parceria com o programa.

Todavia, a iniciativa de abertura destes centros de acesso à Internet, ocorrida no dia 4 de junho, não foi poupada de controvérsia. De acordo com a Resolução 182/2013 do Ministério das Finanças [es], o serviço custará 0.60 cuc (R$ 1,28), uma das duas moedas oficiais de Cuba, por hora para acesso à navegação nacional; 1,50 cuc (R$ 3,21) para e-mails internacionais, e 4,50 cuc (R$ 9,63) para o acesso total à Internet.

Tarjeta Nauta para el acceso a Internet. (Foto: Cubadebate)

Cartão Nauta para acesso à Internet. (Foto: Cubadebate)

Alguns blogueiros consideraram estes preços muito abusivos, como Alejo3399, que destaca [es]:

Mientras 1 hora de conexión cueste casi 5 dólares, será el dinero quien diga quién se conecta y quién no. Y dudo que alguien, por nuevo rico y adinerado que sea, pueda hacer un uso recreativo de la nueva oportunidad.

Enquanto 1 hora de conexão custa quase 5 dólares, será o dinheiro o fator determinante de para decidir quem pode ou não fazer uso da Internet. E eu duvido que alguém, novo rico ou endinheirado que seja, irá fazer uso recreativo com esta nova oportunidade.

Neste tópico, Alejo3399 complementa [es]:

Se aduce que las desmesuradas tarifas que tendrá el servicio (lo cual se reconoce autocríticamente como si eso resolviera algo) responden a la débil infraestructura de telecomunicaciones del país, y se sugiere con sutileza que esas tarifas privilegian a la navegación nacional para educar a la gente en el consumo de lo propio.

Eles alegam que o preço excessivo das tarifas cobradas pelo serviço (o qual é reconhecido pela autocrítica, como se isto fosse resolver alguma coisa) é devido à falta de infra-estrutura nos sistemas de telecomunicações, e sutilmente sugerem que estas tarifas garantem o privilégio da navegação nacional para educar as pessoas em seu próprio benefício.

Todavia, um artigo [es], publicado por Aurelio Pedro no Progresso Semanal, diz:

Internet ante la posibilidad de acceso al simple ciudadano era una cuenta pendiente, de amplio reclamo de la ciudadanía. Los responsables de esta operación reconocen lo elevado de las tarifas y han prometido que cuando las condiciones económicas lo propicien, bajarlas.

A possiblidade de acesso do cidadão comum à Internet era um assunto pendente e uma ampla exigência dos cidadãos. Aqueles que foram responsáveis por esta implementação reconheceram o preço elevado das tarifas e prometeram que, quando as condições econômicas permitam, eles irão diminuir os preços.

Os primeiros usuários do Nauta compartilharam as suas experiências nas redes sociais. Mayle Gonzáles reconta [es] sua experiência:

Subir 5 minutos de video en La Habana aunque seas un usuario Nauta puede llevarte 6 horas de trabajo…

Fazer um upload de um vídeo 5 minutos de em Havana, mesmo sendo um usuário do Nauta, pode demorar até 6 horas de trabalho.

Segundo Siomel Savio Odriozola [es],

Usando una hora semanal de Internet se te van 18 cuc al mes casi el 75 % del salario promedio. Definitivamente la bolsa negra se convertirá en un “Hueco negro”. Contemos los meses o años que demorarán en bajar los precios como ha pasado paulatinamente con la telefonía celular…

Usar uma hora de Internet por semana custará 18 cuc por mês, quase que 75% do salário médio da população. A sacola negra logo se transformará em “buraco negro”. Vamos contar os meses ou anos que levarão até que os preços sejam reduzidos, como o que gradualmente aconteceu com os celulares…

Cuba mantém uma política de acesso social à Internet que promove a conectividade na rede sem restrições nas universidades, centros acadêmicos e científicos, na sua maioria. Em maio de 2013, o vice Mininstro da Tecnologia, Informação e Comunicações declarou [es] ao jornal oficial de Cuba, Granma, que “não serão as leis de mercado que regulamentarão o acesso ao conhecimento.” Por enquanto, a única coisa a fazer é esperar que as tarifas gradualmente baixem e que o acesso à Internet nas residências seja permitido.

Tradução editada por Débora Medeiros como parte do projeto Global Voices Lingua