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Quênia: Blogueiros buscam curar uma nação ferida

Depois de uma semana de assassinatos, roubos e de loucura política testemunhados no Quênia após as eleições gerais do mês passado, blogueiros quenianos estão à frente da reconciliação, encorajando as pessoas a darem as mãos, independentemente da sua origem étnica.

Kenyan Pundit narra os sentimentos de todos os quenianos e como eles foram afetados pela violência. No post; Diary 12 – Reach Out, ela estimula as pessoas a fazerem esforços deliberados para alcançar outros:

“However, if there is a silver lining from this, at least from a personal perspective, it is that I will make deliberate effort to reach out to people from more different communities and my hope is that if we all did a little of reaching out, those preconceived notions and stereotypes will be dispelled and may be, just may be, we’ll know better next time some politician tries to exploit our diversity. That’s not to say that the authorities don’t need to address the underlying socio-economic issues.”

“No entanto, se houver uma luz no fim do túnel, pelo menos a partir de uma perspectiva pessoal, é daí que vou fazer esforço deliberado para alcançar mais pessoas de diferentes comunidades e a minha esperança é que se todos nós fizermos cada um a nossa parte, os preconceitos e estereótipos serão dissipados e pode ser que conheçamos melhor da próxima vez algum político que tente explorar a nossa diversidade. Isso não quer dizer que as autoridades não vão precisar lidar com as questões sócio-econômicas “.

Kenya imaginar olhares sobre questões tribais e interroga-se se somos detentores dos nossos irmãos:

Our strength as Kenya and our united future lies in our setting aside those tribal passions and working together to make Kenya what we dream it could be. This will require forgiveness, empathy, compromise and humility. There is no other way and a perpetuation of what we have witnessed in the last 10 days is not an option……

To this group the political class plays master puppeteer with the consequences visible in the tears and the ashes around us. It is this that our challenge presents itself. The solution to Kenya's troubles lie in a quiet and distinct revolution in the minds of the middle class who may not control the wealth but are most certainly the only real buffer this country has to true and bloody revolution. So beyond the bonds of tribe, am I my brother's keeper? Yes. Yes I am. I must be.

Nossa força, o Quênia e nosso futuro unido dependem da renúncia às paixões tribais, e de trabalharmos juntos para tornar o Quênia aquilo que sonhamos que pode ser. Isso requer perdão, empatia, compromisso e humildade. Não há outro caminho, e a perpetuação do que o que temos assistido nos últimos 10 dias não é uma opção……

Para este grupo, a classe política desempenha o titereiro, com consequências visíveis nas lágrimas e nas cinzas ao redor da gente. É esse o nosso desafio que se apresenta. A solução para os problemas do Quênia residem em uma calma e distinta revolução nas mentes da classe média, que não pode controlar a riqueza, mas que é certamente o único e verdadeiro protetor que este país tem para uma verdadeira e sangrenta revolução. Assim, para além dos laços da tribo, sou eu o detentor do meu irmão? Sim. Sim, eu sou. Devo ser.

Kenya Hapa traz a história da política queniana e prevê que o milagre de Kalonzo’s ainda está para vir:

When the new cabinet was announced, there was a new vice president in town.

The vice president elect- Kalonzo Musyoka, was third in the presidential elections and was fond of telling people to expect miracles.

Quando o novo governo foi anunciado, houve um novo vice-presidente na cidade.

O vice-presidente eleito- Kalonzo Musyoka, foi o terceiro nas eleições presidenciais e gostava de dizer que as pessoas para que esperassem por milagres.

Kenya Imagine prevê o futuro…:

Here is what will pan out over the next five years, as the images in my crystal ball now relay to me.

Kalonzo Musyoka will continue as Vice President but with an increasing tension between him, Kalonzo, Uhuru Kenyatta and George Saitoti as the Kibaki succession battle warms up. The former Vice President will soon fall by the way side, however.

Aqui está o que vai acontecer durante os próximos cinco anos, assim como as imagens na minha bola de cristal agora se reestabelecem para mim.

Kalonzo Musyoka continuará como vice-presidente, mas com um aumento da tensão entre ele, Kalonzo, Uhuru Kenyatta e George Saitoti, já que a batalha pela sucessão de Kibaki começa. No entanto, o ex-vice-presidente em breve cairá pela lateral.

Uma visão da diáspora pelo Projeto sunshine:

Being so removed from the country, it was hard to gauge the severity of the situation. Were those numbers real? Was there something that even the ubiquitous observers had missed? With Safaricom jammed on new years’ day, I went to the net…

My write-up comes a little late in the game, but I hope that we can learn from our neighbors conflict and find peace. The real problem is how to remove this cancer called counter-democracy, when the politicians decide that what they want is to stay in power at all costs. Today, I heard that Kibaki went to see the humanitarian areas. The date is the ninth of January; we are only just getting back to some sanity. Thanks for stopping by, you are days and days late.

Sendo tão retirado do país, era difícil avaliar a gravidade da situação. Foram reais esses números? Houve algo que nem mesmo os observadores onipresentes tivessem perdido? Com o Safaricom apinhado no dia do ano novo, eu fui para a rede…

A minha crítica chega um pouco tarde no jogo, mas espero que possamos aprender com os conflitos dos nossos vizinhos e encontrar a paz. O verdadeiro problema está em saber como remover esse câncer chamado contra-democracia, quando os políticos decidem o que querem para se manterem no poder a todo o custo. Hoje, eu ouvi que Kibaki foi ver áreas humanitárias. A data é nove de Janeiro; estamos apenas voltar a ser um pouco mais sãos. Agradeço por fazerem uma visita, vocês estão atrasados dias e dias.

E o que passa com a nossa paixão? Uma mulher africana dá a sua opinião:

However passionate we might be, one way or the other, if we have committed ourselves to a one man one vote system, then we must respect its fair result, even if that fair result is not according to our preference.
So when our candidates of choice loose, we expect them to accept such loss with dignity in the public space, retreat to the private place to lick their wounds, and begin to come to terms with what happened, and why it happened. See Uhuru Kenyatta 2002 for further information.

We cannot afford to indulge the haughty clique that mocked us and disrespected us by hijacking the ballot box. We cannot afford to tolerate those who have ridiculed this symbol of our nationhood. What they have attempted to steal from us is something fundamental to our self-understanding as a Kenyan people in the early 21st century.

Mesmo que sejamos passionais, de uma forma ou de outra, se nos comprometemos com um homem um sistema de voto, então temos que respeitar o resultado justo, mesmo que esse resultado justo não esteja de acordo com a nossa preferência. Então, quando o candidatoque escolhemos perde, esperamos que eles aceitem essa perda com dignidade no espaço público, recolham-se privadamente para curar suas feridas, e começam a entrar em acordo com o que aconteceu e por que aconteceu. Veja Uhuru Kenyatta 2002 para mais informações.

Não se pode dar ao luxo de render-se à facção arrogante que zombou de nós e nos desrespeitou ao sequestrar as urnas. Não se pode dar ao luxo de tolerar aqueles que têm ridicularizado este símbolo da nossa nação. O que eles têm tentado roubar de nós é algo fundamental para o nosso auto-conhecimento como um povo queniano no início do século 21.

O Cellar Group, uma rede profissional, desenvolveu uma estrutura para ser usada pelos políticos quenianos:

It is hoped that the framework would be widely discussed and guide the path to reconciliation and healing from the present circumstances. We remain positive and hopeful that Kenya has the wherewithal to competently manage the present crisis and emerge a stronger nation.

Espera-se que a estrutura seja amplamente discutida e oriente o caminho para a reconciliação e a cura das atuais circunstâncias. Continuamos positivos e esperamos que o Quénia possua os meios necessários para gerir com competência a atual crise e emerja como uma forte nação.

Matéria de Rebecca Wanjiku.

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

1 comentário

  • Nesta matéria do IndyMedia sobre o assassinato de 30 mulheres em uma igreja no Quenia, há um comentário que afirma reproduzir uma carta de John Bwakali ao IndyMedia queniano. Vale a pena dar uma olhada.

    Reproduzo abaixo um dos trechos da carta:

    “Há cinco dias, no dia 27 de Dezembro, eu fiquei numa fila por seis horas, – das 5h30 às 11h30 da manhã, esperando a minha vez para votar nas eleições presidenciais, parlamentares e cívicas do meu pais, o Kenya. Durante a contagem de votos naquela noite, Raila Odinga, o líder da oposição, disparou nas contagens, com uma diferença quase inalcançável. Num certo momento, ganhaa por quase um milhão de votos. Mas de alguma forma, Mwai Kibaki, o atual presidente, conseguiu vencer numa disputa apertada. Eu posso viver com isso. Mas não posso viver com o fato de que nos últimos três dias 200 kenyanos perderam suas vidas por causa dos resultados dessa eleição.

    Quando a tensão começou a crescer precisei mudar para a casa do meu irmão porque vivo num bairro dominado pelos Kikuyu, a maior tribo do Quênia e também a tribo de origem do presidente Mwai Libaki. Tragicamente os Kikuyus de todas as partes do país estão sendo culpados pelo povo enfurecido e também começaram a retaliar.

    Depois de dois dias num certo tipo de prisão domiciliar, era extremamente importante que eu saísse da casa. Mas quando tentei fazê-lo, não consegui atravessar um bloqueio de mais de 50 pessoas sentadas no acostamento numa atmosfera tensa e agitada. Mas eu tive que continuar pois precisava ligar para uma amiga na cidade de Eldoret. Ela é da comunidade Kikuyu enquanto a maioria de seus vizinhos são da comunidade Kalenjin. Por motivos alheios a sua vontade, o presidente é da mesma comunidade que ela. E por sua própria culpa, o presidente enfureceu a comunidade Kalenjin e outras trinta e oito comunidades. Mesmo os resultados supostamente oficiais das eleições mostram que ele só vencia em duas das oito províncias. Consequentemente, membros de todas as outras comunidades sentem que o presidente os roubou. Infelizmente, estão descontando nos membros inocentes das três comunidades que votaram majoritariamente pelo presidente: Kikuyu, Embu e Meru. Isto está se tornando um ping-pong de violência na medida em que os membros dessas três comunidades também estão começando a atacar.

    Eu culpo as pessoas que financiaram e foram condescendentes com a manipulação dessas eleições. Embora eu saiba que a maioria dos perdedores culpa a manipulação por suas perdas, essas acusações de fraude em particular não são meras especulações. Samuel Kivuitu, o presidente da Comissão Eleitoral do Quênia já admitiu ter anunciado os resultados sob pressão vinda do partido da Unidade Nacional, o partido do presidente. Ele também admitiu que houve irregularidades que resultaram em longos atrasos no anúncio dos resultados vindos de quarenta oito dos distritos eleitorais. Observadores locais e internacionais relataram explicitamente que apesar do processo de votação em si ter ocorrido sem falhas, a contagem dos votos foi cheia delas. Raila Odinga se recusou a aceitar esses resultados. Milhões de quenianos recusaram-se a aceitar esses resultados. Os negócios pararam em todo o páis e as coisas não estão normais. Vidas foram perdidas e a vida não pode continuar assim.”

    Abraços do Verde.

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