Está vendo todos esses idiomas acima? Nós traduzimos os artigos do Global Voices para tornar a mídia cidadã acessível para várias partes do mundo.

Saiba mais sobre Tradução do projeto Língua  »

Eleições 2019 em Moçambique

Eleições em Moçambique | Foto de Dércio Tsandzana, Maputo – usada com permissão

Passados 25 anos desde a realização das primeiras eleições multipartidárias do país, Moçambique vai pela sexta vez em sua história eleger o próximo presidente da república, pela quinta vez os 250 membros da Assembleia da República, e pela primeira vez governadores provinciais — cargo este actualmente nomeado pelo presidente.

Previstas para acontecer no dia 15 de Outubro, o escurtínio traz consigo alguns aspectos que iremos abordar nesta cobertura especial.

O actual presidente, Filipe Nyusi, busca a reeleição. Seu partido FRELIMO está no poder desde as primeiras eleições gerais. Já a RENAMO, maior partido da oposição, pela primeira vez disputará o pleito sem o seu líder histórico, Afonso Dhlakama, falecido em 2018 e sucedido por Ossufo Momade.

FRELIMO e RENAMO travaram 16 anos de guerra civil até 1992, ano em que as partes assinaram o acordo de paz que converteu o segundo em partido político. O acordo concedeu à RENAMO permissão para manter uma guarda armada para proteger o então líder Dhlakama.

Violência entre os dois partidos costumeiramente eclode após as eleições devido, em parte, à não-aceitação dos resultados pela RENAMO. Dois outros acordos já foram assinados desde 1992 — o primeiro em 2014, e o último em Agosto de 2019. Desta vez, no entanto, os termos foram veementemente rejeitados pela facção armada da RENAMO, que tampouco reconhece a liderança de Momade.

Enquanto isso, a chefe da bancada do partido Renamo veio a referir que o sucesso do último acordo de paz dependerá em grande medida das eleições de Outubro próximo:

(…) O sucesso deste Acordo vai depender da integridade, liberdade, justiça e transparência com que forem realizadas as próximas Eleições Gerais a terem lugar no dia 15 de Outubro de 2019.

(…) temos consciência de que há problemas de fundo que ainda não foram resolvidos. O recenseamento eleitoral que aconteceu foi uma autêntica fachada, uma farsa, que nos coloca dúvidas com relação as eleições que se avizinham…

Confira a nossa cobertura das eleições até agora:

Em ano de eleições, Moçambique debate ‘fake news’ e seus perigos

O que já se sabe sobre as próximas eleições gerais em Moçambique?

Papa Francisco visitará Moçambique durante campanha eleitoral

Dez pessoas morrem em Moçambique durante tumulto em comício da FRELIMO

Jornalistas enfrentam empecilhos para cobrir eleições em Moçambique, diz entidade

Em Moçambique, Frelimo deve vencer eleições com folga; oposição rejeita resultados

Última actualização: 23 de Outubro de 2019