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Notícias de Curtas

Moçambicano ganha prémio mundial de fisicultura em Hong Kong

Bruno Saraiva vence prémio de Hong Kong | foto cedida por Bruno (20.04.2019)

Bruno Saraiva vence prémio de Hong Kong | foto cedida por Bruno (20.04.2019)

No dia 17 de Abril, o moçambicano Bruno Saraiva venceu uma competição de fisiculturismo internarcional realizada em Hong Kong.

Após drrotar cinco concorrentes, o atleta ficou em primeiro lugar na categoria fisiculturismo clássico (classic physique), a mais popular e importante categoria da prova, que procura mostrar o atleta que melhor exibe a sua musculatura em variadas posições.

Bruno também ficou em primeiro lugar no ‘overall,’ que premia o melhor atleta de todas as sub-categorias.

Ele participou nas três categorias que contemplavam o concurso que se chama Hong Kong Bodybuiling: físico atlético masculino (men’s athletic physique), físico masculino (men’s fitness physique), modelo desportivo masculino (men’s sport model). Uma próxima edição do concurso está marcada para o dia 23 de Junho.

Em resposta à nossa solicitação feita pelo chat Facebook sobre como decorreu a prova, Saraiva destacou o facto de ter sido a sua primeira vez no concurso, bem como o tempo limitado que teve de preparação:

Eu fui preparado pelo Castro Cazé em apenas poucos dias e lá fomos fazer as inscrições, e ele disse Bruno tu vais fazer a categoria que eu sempre quis que fizesses: a mais conhecida por Classic Physique e logo na minha primeira aparição ganhei na minha categoria e fui ganhar ainda o overall, como se fosse chamar todos os primeiros lugares da tua categoria.

Seguido por mais de 24 mil pessoas na sua conta no Instagram, o atleta residente na capital Maputo é uma das grandes referências da fisicultura em Moçambique.

Segundo a Wikipedia, fisiculturismo ou culturismo:

É o desporto que se baseia no uso de exercícios de resistência progressiva para controlar e desenvolver os músculos do corpo, a melhor formação muscular. Um indivíduo que se engaja nesta atividade é referido como um fisiculturista. Sua disputa ocorre em apresentações coletivas ou individuais, de comparação e os critérios são: volume, simetria, proporção e definição muscular.

Saraiva expressou a sua alegria de vencer o prémio de Hong Kong numa publicação no Instagram:

Obrigado pela vitória senhor. É com muita alegria que tenho o prazer de anunciar e compartilhar com todos vocês a minha vitória na categoria Classic Physique e tendo vencido o overall na competição global clássica em Hong Kong.

Porém, em outra publicação, Bruno contou as dificuldades que passou antes de se deslocar para Hong Kong:

Por favor meu amigo/a leia esta mensagem com muito carinho, porque essa é a mais pura realidade, não tenho vergonha de dizer e sei que muitos vão se emocionar: quando estava pra vir a Hong Kong pra competir andei em vários sítios batendo as portas pedindo apoio, falei com varios amigos que alguns eu tinha a certeza que pudessem ajudar, e as respostas de alguns eram:

1. Bruno tu não vas conseguir ou seja não tens chances de ganhar e nem de ficar entre os melhores;
2. Outros diziam que não me podiam ajudar porque seria deitar fora o dinheiro;
3. Outros ate disseram Bruno você deve fumar muita maconha.

Papa Francisco visitará Moçambique durante campanha eleitoral

Papa Francisco | Attribution-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-SA 2.0)

Papa Francisco | Gabriel Trujillo – Attribution-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-SA 2.0)

Moçambique será visitado pelo Papa Francisco em Setembro de 2019, apenas semanas antes da realização do pleito eleitoral que elegerá o novo Presidente, os membros da Assembléia da República e Governadores Provinciais.

O Papa Francisco vem à convite do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, feito em Setembro de 2018. O anúncio da confirmação da visita foi feita no dia 26 de Março em cerimônia solene que contou com órgãos da Igreja Católica no país.

O Presidente Nyusi declarou que a visita do pontífice ajudará a fortalecer os diálogos de paz com o partido de oposição Renamo, que desde 2017 cessou hostilidades militares com o governo em um processo ainda marcado por tensões. Ele adicionou que será também uma ocasião para reflectir sobre o conflito com entidades paramilitares que assola o norte do país, concretamente na província de Cabo Delgado.

João Paulo II foi o último papa a visitar o país, em Setembro de 1988.

A confirmação da visita do pontífice já era especulada desde meados de Fevereiro. Moçambique vai ter eleições em Outubro próximo e ainda se recupera da passagem do ciclone Idai que deixou mais de 500 mortos e mais de um milhão de desabrigados. O papa já havia manifestado solidariedade às vítimas:

O desastre provocado pelo ciclone, que já é considerado um dos maiores já ocorridos no hemisfério sul, atingiu a cidade da Beira, no centro de Moçambique, no dia 14 de Março, seguindo depois para os países vizinhos Zimbabwe e Malawi. Mais de 300 pessoas morreram no total nos dois países.

Desde então, o país continua sob estado de emergência, facto que levou o Governo a rever o calendário eleitoral, adiando a fase de recenseamento.

O facto do país realizar eleições logo em seguida à visita papal tem suscitado questionamentos por parte de alguns cidadãos, que se perguntam se ela terá algum impacto na campanha:

Activistas Angolanos vão a julgamento no dia 16 de Novembro

Captura de tela

Captura de tela

Os 17 activistas angolanos, 15 em prisão preventiva há mais de 120 dias e dois em liberdade provisória, serão julgados no dia 16 de Novembro pelo Tribunal Provincial de Luanda, conforme avançou o portal Maka Angola no seu Facebook:

Estão agendadas cinco sessões deste julgamento e os arguidos foram notificados hoje na cadeia, disse o advogado, adiantando que a situação carcerária dos suspeitos não foi alterada. Dos arguidos, 15 estão em prisão preventiva, incluindo o ‘rapper’ Luaty Beirão, em greve de fome há 29 dias. Os activistas – incluindo duas jovens em liberdade provisória – têm idades entre os 19 e os 33 anos e são professores, engenheiros, estudantes e um militar.

Um comentário, na referida publicação de Assunção Augusto Luwawa refere o fim do MPLA (partido no poder) e do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos:

Hora de acabarmos com este regime e fazer eles perceberem que Angola é nossa e não do MPLA e do dos Santos.

Eduardo Estranho Dudas sugere o apoio da população junto do tribunal, no dia do julgamento:

Manos vamos fazer uma corrente de apoio ao nossos irmão. Vamos todos estar presente no tribunal de Cacuaco de forma pacifica meus mano.

Eduardo Lobão, jornalista e editor-adjunto da Lusa também fez referência a esta notícia no seu twitter:

O Global Voices vai continuar a acompanhar o caso até ao seu desfecho. Desde já, saiba aqui como apoiar esta causa.

Angola: Como apoiar a luta pela liberdade dos presos políticos

liberdadejaangolaAs campanhas em prol dos presos políticos em Angola sucedem-se em vários cantos da Lusofonia. Depois das vigílias na cidade de Luanda, Angola, seguiu-se Lisboa, em Portugal e Mindelo, em Cabo-Verde. Londres na Inglaterra, será a cidade que se segue para uma vigília de solidariedade para com os presos políticos. Entretanto em Luanda a polícia já começou com acções de intimidação de forma a acabar com estas acções.

Existem várias formas em que podes dar o teu apoio à distância:

1. Página de Luaty Beirão

Uma página no Facebook designada “Luaty Beirão” que leva já 46.510 Likes e que é gerida por amigos e familiares de Luaty. Podes juntar-te à mesma para ficar a par de tudo que está a acontecer em torno deste do jovem activista, que se encontra em greve de fome à mais de 20 dias e dos restantes presos políticos.

2. Página Liberdade Para os Presos Políticos em Angola

Na esteira do Facebook, podes ainda encontrar a página “Liberdade aos Presos Políticos em Angola” que conta com 31.639 Likes. A mesma foi criada para dar vazão à campanha em prol dos activistas presos pelo governo de Angola. A mesma tem sido uma fonte de informação de bastante utilidade na medida em que procura trazer dados actualizados sobre o processo.

3. Página Central Angola 7311: A Página

Também no Facebook, encontras a página da “Central Angola 7311: A Página, a mesma procura dar seguimento do caso, fazendo a partilha de informação. No momento que publicamos este artigo, a mesma já tinha amealhado 15.525 Likes. Junta-te!

4. Página Friends os Angola

Criada com o intuito de apoiar as causas da Sociedade Civil Angolana a partir dos Estados Unidos da América e neste momento faz a cobertura do caso dos presos políticos.

5. Página Rede Angola

Continuamos no Facebook, e desta feita para dar a conhecer uma página de grande valor sobre informação de Angola. Designada “Rede Angola”, é uma página de notícias generalista que vale a pena acompanhar. Neste momento conta com 76.084 Likes. O Rede Angola tem também um site na Internet.

6. Petição da Amnistia Internacional

Pode ainda assinar a petição da Amnistia Internacional que está a acompanhar o caso desde a primeira hora. Neste momento decorre uma petição em apoio a Luaty Beirão e que conta com milhares de assinaturas. Podes juntar-te à causa assinando a petição.

7. Portal: Liberdade Já

Para terminar, foi criado recentemente um portal designado “Liberdade Já”, que faz a compilação de fotos com a Hashtag “Liberdade Já” e publica no portal. Neste momento existem centenas de fotos de todo o mundo com o punho da palavra “Liberdade Já”.

Angola: Rafael Marques recebe prémio Allard do Canadá

John Githongo (Esq.) com Rafael Marques

John Githongo com Rafael Marques (dir.). Foto: Rede Angola (publicada com autorização)

O jornalista Angolano, Rafael Marques, autor do livro “Diamantes de Sangue” venceu o prémio Allard para a Integridade Internacional, atribuído pela Faculdade de Direito da Universidade de Colúmbia, no Canadá. O Global Voices anunciou, no dia 10 de Agosto, a nomeação de Rafael Marques que agora partilha o galardão com o activista Queniano, John Githongo, confirma o portal Conexão Lusófona na sua página do Facebook:

O prémio, de 100 mil dólares canadenses, foi partilhado com o activista queniano John Githongo. Segundo a agência Lusa, no seu discurso na cerimónia da atribuição do prémio, Rafael Marques denunciou a existência de presos políticos e abusos aos direitos humanos para alertar para a existência de uma situação totalitária em Angola.

Marques referia-se concretamente ao caso de Marcos Mavungo, preso em Março, em Cabinda, e recentemente condenado a seis anos de prisão, pelo crime de rebelião:

Tem ganhado força em Angola uma nova forma de fascismo, concebida com o propósito específico de prolongar os já 36 anos do Presidente José Eduardo dos Santos no poder e os 40 anos de governação do seu MPLA.

O activista declarou ainda que em Angola as pessoas são frequentemente levadas a “abdicar da sua auto-estima e do seu sentido de cidadania” em troca de militância partidária ou do silêncio para a obtenção de “certos privilégios” ou como uma forma de “mitigar” o receio de perseguição política e social e de exclusão económica.”

Moçambique: Tribunal absolve réus a favor da Liberdade de Expressão

Tribunal Judicial de Maputo durante a leitura da sentença. Foto: Taissone/IREX-Moçambique

Tribunal Judicial de Maputo durante a leitura da sentença. Foto: Taissone Silva/IREX-Moçambique

É um dos casos mais mediáticos em Moçambique, no que diz respeito à liberdade de imprensa e de expressão. O caso envolveu um académico, que escreveu uma carta aberta ao ex-presidente de Moçambique, Armando Guebuza, na sua conta do Facebook e dois jornalistas que publicaram a carta nas publicações onde trabalhavam.

No dia 16 de Setembro, este processo que remonta a 2013, teve o seu desfecho com a absolvição dos acusados decretada pelo Tribunal Judicial de Maputo, capital de Moçambique. A decisão do juiz foi acolhida com muita satisfação pela comunicação social moçambicana. Com especial destaque para o Jornal Canal de Moçambique, que tinha o seu director no banco dos réus.

Última Hora* Última Hora*Última Hora*Última Hora (‪#‎canalmoz)

Os réus foram absolvidos. A 4a secção do Tribunal Judicial de Maputo concluiu que o texto produzido pelo académico Carlos Nuno Castel Branco não representa nenhum tipo legal de crime. Apesar da sua linguagem forte, o texto enquadra-se na crítica e no debate de ideias. Ainda de acordo com o Juiz João Guilherme, a reprodução do texto pela imprensa também não constitui nenhum tipo de crime. Segundo o juiz, não é tarefa do Tribunal restringir as liberdades. Na sua sentença, a Procuradoria deve agora investigar a veracidade dos vários factos levantados polo economista como são os casos de corrupção e racismo.

Como se diz “Bro” na América Latina?

A página do Facebook Pictoline, um site de notícias e informação de cariz visual, partilhou este mapa com as diferentes formas usadas nos países da América Latina para se dizer “bro”, abreviatura de irmão em inglês. Enquanto no México se usa “wey”, no Peru é “pata” ou “pana” na Venezuela e “parce” na Colômbia.

The Bromap: ¿Cómo se dice “bro” en Latinoamérica?

Posted by Pictoline on Wednesday, August 26, 2015

O Bromap: Como se diz “bro” na América Latina?

Assassinado coordenador que investigava desaparecimento dos estudantes de Ayotzinapa

Miguel Ángel Jiménez Blanco, que coordenava as buscas para encontrar os 43 estudantes universitários de Ayotzinapa, foi assassinado no México.

Miguel Ángel Jiménez Blanco, de 45 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça no passado fim-de-semana, num táxi de que era proprietário.

Em resposta à falta de acção das autoridades contra o crime organizado, em 2013 criou um grupo de auto-defesa na cidade mexicana de Guerrero. Um ano depois, o grupo formou uma comissão para iniciar as buscas para encontrar os 43 estudantes da comunidade rural de Ayotzinapa, que desapareceram a 26 de Setembro de 2014.

A BBC entrevistou-o a propósito das buscas:

O activista nunca encontrou os estudantes, mas graças aos seus esforços foram descobertos 129 corpos que foram entregues às autoridades para identificação.

Preservação de filmes históricos tailandeses

O Arquivo Cinematográfico da Tailândia tem estado a disponibilizar filmes históricos e reportagens antigas no YouTube.

Um desses filmes é Chok Song Chun (Sorte Dupla), o primeiro filme mudo tailandês produzido em 1927. Do filme restaram apenas 55 segundos: uma cena de luta e uma perseguição automóvel.

Outro filme raro é Hed Mahassajan (O Incidente Milagroso), de Payut Ngaokrachang, o primeiro filme tailandês de animação produzido em 1955. Payut é conhecido como o “Walt Disney da Tailândia”. O filme mudo animado retrata um acidente de trânsito em Banguecoque.

Percorra a História de Madagáscar através de fotografias antigas

Online Photo Museum of Madagascar with their Permission

Museu de Fotografia online de Madagáscar (autorização concedida)

Geralmente, o acesso à História visual da maioria das ex-colónias em África é um desafio, porque as antigas potências coloniais restringem o acesso aos arquivos históricos. Em Madagáscar, Helihanta RAJAONARISON e Tsiry Fy-Tia SOLOFOMIHANTA procuraram resolver esta questão e tornar a História de Madagáscar mais acessível ao público em geral, tendo criado o Museu online de Madagáscar a partir de uma colecção de fotografias de época.

O site entrou em funcionamento a 27 de Julho de 2015 e permite vislumbrar como era a vida quotidiana em Madagáscar de 1850 a 1960. A colecção está organizada em quatro grandes períodos: período pré-colonial, período colonial, principais construções, vida quotidiana e independência.

Manifestantes protestam contra o acordo nuclear iraniano em Times Square

A 22 de Julho, um grupo de manifestantes reuniu-se em Times Square, em Nova Iorque, para protestar contra o acordo nuclear celebrado entre o Irão e os países do P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Rússia e China). Tratou-se de uma tentativa de enviar uma mensagem ao congresso norte-americano para este vetar o acordo. Segundo a agência noticiosa Associated Press tratou-se de um evento maioritariamente “de partidários pró-israelitas, embora os organizadores tenham dito que representava norte-americanos de todas as convicções políticas e religiosas.” O congresso tem 60 dias para rever o acordo que levantou as sanções ao Irão em troca de medidas do governo iraniano para impedir o desenvolvimento de uma arma nuclear.

O correspondente persa da BBC Bahman Kalbasi estava entre a multidão para tuitar os detalhes do protesto e para criticar meios de comunicação social como a CBS por descrever o evento como ‘sobrelotado’.

Cerca de 1000 manifestantes protestaram contra o acordo do Irão em Times Square, com um balão de plástico em forma de cogumelo e bandeiras de Israel.

“Estamos a deixar o tigre persa sair da jaula”, disse Zuckerman, o primeiro orador da manifestação contra o acordo do Irão.

Uma apresentadora da Fox News está neste momento a falar. Diz que os manifestantes em Nova Iorque estão aqui para salvar a civilização ocidental do Irão.

Não, não estava sobrelotado.

Jovens artistas paraenses levam espetáculo e oficinas artísticas aos EUA

Os 15 jovens brasileiros do coletivo Rios de Encontro estão de volta à Marabá, no Pará, após turnê artístico-pedagógica nos Estados Unidos, onde apresentaram ‘o espetáculo Deixa o Rio Passar!’

A turnê foi financiada pela organização americana Creative Connections. Além do espetáculo, também ministraram 42 oficinas sobre energia solar e preservação da floresta amazônica em escolas e centros culturais nos estados de Connecticut, Nova Jersey e Nova Iorque. Ao todo, cerca de 9,800 pessoas participaram das atividades do grupo.

A integrante Évany Valente, 16, ficou impressionada com o que viu por lá. “Os adolescentes questionam as multinacionais sobre a transparência na produção e a relacionando com o desmatamento de nossas florestas”.

O Rios de Encontro recebe apoio do Rising Voices pelo micro-projeto comunitário Rádio Arraia.

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves evocam Amazo_nia numa apresentac_a_o es colar, Connecticut 2015

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves em apresentaçãoo no estado de Connecticut. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apr esentam Carimbó, Deixa o Nosso Rio Passar, 2015

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apresentam da dança amazonense Carimbó no espetáculo Deixa o Nosso Rio Passar. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Joa_o Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alv es de Cia AfroMundo apresentam o espetáculo 'Lágrimas Secas' numa escola pública enraizada em educação ecológica, Connecticut 2015

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves da Cia AfroMundo apresentam o espetáculo ‘Lágrimas Secas’ em escola pública de Connecticut. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Zequinha ensina Kimberley a tocar Agogó, em Nova Iorque. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Maputo recebe a Feira Internacional do Livro

Feira Internacional do Livro de Maputo. Imagem: Centro Cultural Brasil e Moçambique. Reprodução autorizada

Imagem: Centro Cultural Brasil e Moçambique. Reprodução autorizada.

A Feira Internacional do Livro de Maputo vai decorrer, entre os dias 7 e 10 de Maio, na Praça da Independência, no centro da cidade de Maputo. Com uma programação vasta e com a presença de inúmeros escritores, editores e livreiros nacionais e internacionais, a feira vai promover debates, mesas redondas, espaços recreativos, teatro e dança.

A organização desta feira é da responsabilidade do Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM) e antecede a celebração do Dia da Língua e da Cultura Portuguesa comemorado desde 2009, em cerca de 30 países.

Em 2005 ficou decidido em Luanda, Angola, que o dia 5 de maio seria o Dia da Língua Portuguesa, mas a data só foi oficializada em Junho de 2009 em Cabo Verde, quando os países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reuniram e chegaram a acordo no XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em Junho de 2009, em Cabo Verde.

A língua portuguesa é uma das línguas oficiais da União Europeia, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos, da União Africana e dos Países Lusófonos. Com aproximadamente 280 milhões de falantes, o português é a 5ª língua mais falada no mundo, a 3ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul da Terra.

Nesta última edição, do dia 5 de Maio, o CCBM promoveu um encontro com o poeta e ensaísta angolano Lopito Feijó e o escritor Eduardo Quive de Moçambique, para uma conversa informal sobre a Literatura Portuguesa e a antevisão à Feira Internacional do Livro de Maputo.

Durante a feira, o CCBM vai levar a cabo uma iniciativa de troca de livros: “Txintxa Mabuco”. Um projecto que pretende promover a leitura através da troca de livros que estão em desuso por quem já os leu mas possa interessar a novos leitores!

Durante o evento estarão em uso, nas redes sociais, as hashtags #ccbm, ‪#‎literatura, ‪#‎cplp, ‪#‎Moçambique, ‪#‎Maputo

“As mulheres ocidentais não se importam se forem estupradas na estrada”, diz historiador saudita

A screenshot of Youtube video. Used under CC BY 2.0

Imagem de um vídeo no YouTube mostrando o historiador saudita Dr. Saleh Al-Saadoon na televisão

O historiador saudita Dr. Saleh Al-Saadoon disse que as mulheres ocidentais dirigem, porque elas “não se importam se forem estupradas na estrada”. Ele fez essas declarações durante uma entrevista com Rotana Khalijia, num canal de televisão saudita para os países do Golfo, defendendo a lei saudita que proíbe as mulheres de dirigir. O vídeo foi bastante compartilhado no YouTube, criando uma comoção online.

A Arábia Saudita é o único país no mundo que proíbe as mulheres de dirigir carros. Muitos esforços estão sendo feitos para quebrar essa proibição, como, por exemplo, em 26 de outubro de 2013, quando dezenas de mulheres compartilharam vídeos de condução dos carros dia em que decidiram desafiar essa proibição.

O “historiador” Saudita notou que:

Unlike riding a camel, driving a car places a woman in danger of being raped, which for Saudi women is a much worse experience than for any women in the western world where women “don't care” if they are raped.

Ao contrário de andar de camelo, dirigir um carro coloca a mulher em risco de ser estuprada, o que para as mulheres sauditas é uma experiência muito pior do que para as mulheres no mundo ocidental que “não se importam” se forem violentadas.

Para piorar sua entrevista, ele sugeriu uma solução para importar “motoristas estrangeiras” a conduzir as mulheres sauditas para evitar um estupro potencial por motoristas contratados masculinos.

Descubra o Iêmen pela literatura: seis autores contemporâneos que vale a pena ler

No site Literatura Arábe em Inglês, M. Lynx Qualey apresenta seis autores contemporâneos iemenitas que vale a pena descobrir.

Ela observa:

As you might expect from a troubled nation with relatively little modern literary output, there aren’t many translations of Yemeni work available in English. However, there are some, as several Yemeni authors have received regional and international acclaim.

Como se poderia esperar de uma nação problemática com uma produção pequena de literatura moderna, não existem muitas traduções de obras iemenitas para o inglês. Porém, ainda existem algumas traduções, já que muitos autores iemenitas são aclamados regional e internacionalmente.

Esses autores são: Mohammad Abdul-Wali, Zaid Mutee Dammaj, Ali al-Muqri, Wajdi al-Ahdal, Nadia Alkowkabani e Shawqi Shafiq.

Qualey foi inspirada a escrever sobre esses autores iemenitas por um artigo publicado no Yemen Times em 23 de março de 2015, intitulado “Crise política e insurgência literária no Iêmen”. O artigo menciona outros autores renomados, como Marwan Ghafory, Mohammed Algharbi AmranHabib Sorori, Safa’a Al-Habal, Ahmed Al-Sakkaf ou Samir AbdulfattahRamzia Al-Iryani.

O texto descreve como a crise política afetou o setor editorial e como, por outro lado, “a situação pela qual o país está passando dá aos escritores material sobre o qual escrever. Eles tentam refletir sobre o que está acontecendo ao redor deles através da própria obra”. O artigo continua: “Turbulência política contínua pode não ser algo bom para o Iêmen, mas, se 2014 pode servir como indicação, as perspectivas para sua cena literária são promissoras.”

Nomeada primeira mulher reitora de uma universidade pública em Moçambique

Reitora recém-nomeada. Foto de Emília Nhalevilo, usada com permissão da autora (01.04.2019)

A professora doutora Emília Nhalevilo foi nomeada e empossada pelo presidente moçambicano Filipe Nyusi para o cargo de reitor da recentemente criada Universidade do Púnguè, em decisão do Conselho de Ministros datada do dia 29 de Janeiro de 2019.

Nhalevilo torna-se assim a primeira mulher a chefiar uma universidade pública no país. Ela permanecerá no cargo, em princípio, por um período de quatro anos.

Natural de Nampula, a província mais populosa do p;aís, Nhalevilo tem doutoramento e mestrado em educação pela Universidade de Perth, Austrália, e é licenciada em educação de ciências pela agora extinta Universidade Pedagógica (UP).

De 2005 a 2007, lecionou na Universidade de Tecnologia de Curtin, na Austrália. Em 2008, Nhalevilo inscreveu-se na Universidade Pedagógica como chefe do departamento de química e avançou para o cargo de directora-adjunta do Centro de Estudos Moçambicanos e Etnociência, um centro de pesquisa na UP.

Em 2017, ela foi bolseira da FullBright Visiting Scholar Program, tendo realizado o seu projecto na Escola Steinhardt de Cultura, Educação, e Desenvolvimento Humano na New York University, nos Estados Unidos.

Até a altura da sua nomeação, Nhalevilo era Pró-Reitora para Pesquisa-Extensão na UP, cargo que vinha ocupando desde 2018. Ela agora irá dirigir um posto que equivale ao cargo de Ministro.

Eliana Nzualo, feminista e activista por intermédio de um blogue de histórias em torno das mulheres, revela que a nomeação é uma data na história para o país:

UM DIA NA HISTÓRIA

Professora Doutora Emília Nhalevilo é a primeira mulher na liderança de uma Universidade Pública em Moçambique. Parabéns à Magnífica Reitora!

Por mais mulheres nas Universidades,
Por mais mulheres na liderança!

Em Moçambique, mulheres ainda enfrentam dificuldades no acesso a cargos de chefia e direcção, embora tenham havido melhoras — no Parlamento atual, são mulheres tanto a Presidente quanto as chefes das duas maiores bancadas políticas.

Mas a desigualdade de gênero ainda prevalece no país.

No Relatório de Desenvolvimento Humano de África, lançado pelo PNUD, em Maputo com o tema “Acelerando a Igualdade de Género e o Empoderamento da Mulher em África”, foi revelado que as mulheres e as raparigas moçambicanas continuam a sofrer de desigualdades, tais como: o acesso deficitário à justiça, o fraco acesso à escola e aos cuidados de saúde e os actos constantes de violência.

Em 2018, foram registados 25.356 casos de violência doméstica em Moçambique, dos quais 12.500 contra mulheres e 9.000 contra crianças.

Moçambique também é o décimo país do mundo em que mais se realizam casamentos prematuros, de acordo com dados de 2015 da UNICEF. A organização define como “casamento prematuro” uniões maritais que envolvam uma pessoa menor de 18 anos.

Em meados de 2018 foi apresentada Admira António como sendo a primeira mulher piloto em Moçambique, enquanto em Dezembro de 2018, um vôo tripulado somente por mulheres foi realizado pela primeira vez no país.

Em 2014, quando a Polícia da República de Moçambique completava 39 anos, era apresentada Arsenia Massingue como a primeira mulher general na corporação.

Nota: Este artigo foi modificado em 15 de Abril. O relatório do PNUD citado se chama Relatório de Desenvolvimento Humano de África (Africa Human Development Report), e não Relatório de Desevolvimento Humano como dito anteriormente. O link para o relatório também foi actualizado.

Netizen Report: Bangladesh e Coreia do Sul iniciam guerra contra a pornografia e abrem caminho para a censura política

Imagem: Cory Doctorow. (CC BY-SA 2.0)

O Netizen Report da Global Voices apresenta um panorama dos desafios, conquistas e novas tendências dos direitos digitais no mundo. Este relatório abrange notícias e eventos de 15 a 21 de fevereiro de 2019.

Durante a semana passada, as autoridades de Bangladesh e da Coreia do Sul anunciaram planos para duplicar a censura à pornografia e a outros conteúdos que consideram ofensivos.

As autoridades de telecomunicações de Bangladesh proibiram mais de 18 mil sites que supostamente continham pornografia ou conteúdo “obsceno”. Uma lista de sites específicos que foi enviada aos provedores de internet e posteriormente tornada pública, incluiu o Somewherein.net, a maior plataforma de blogues em bengali, e o Google Books. O ministro das Telecomunicações e Tecnologia da Informação, Mustafa Jabbar, descreveu a medida como uma “guerra” contra a pornografia.

Embora os usuários tenham informado que não conseguiam acessar seus blogues, o Somewherein.net publicou um aviso, em 18 de fevereiro, afirmando que seu sistema estava funcionando adequadamente e que não havia recebido notificação oficial das autoridades sobre qualquer interrupção no serviço. Embora o site esteja incluído em uma lista oficial de sites bloqueados, ele ficou acessível no país a partir de 22 de fevereiro.

Criado em 2005, o Somewhere in Blog ou Badh Bhangar Awaaz (em tradução livre: “A voz que quebra barreiras”) foi o primeiro site público de blogues em bengali. Uma média de 60.000 blogueiros postam ou comentam na plataforma todos os dias.

Além desses sites, e de outros que contêm material pornográfico explícito, vários usuários populares das redes sociais foram solicitados pelas autoridades governamentais a cancelar suas contas ou remover conteúdo específico.

Enquanto isso, em 12 de fevereiro, na Coreia do Sul, a Comissão de Padrões de Comunicações da Coreia, a agência reguladora do estado, divulgou um comunicado de imprensa confirmando suspeitas de especialistas em tecnologia de que autoridades estão usando métodos novos e tecnicamente sofisticados para identificar e bloquear pornografia e conteúdo pirata on-line. Usando uma técnica conhecida como SNI eavesdropping, (o termo está relacionado à espionagem), as autoridades agora podem bloquear o conteúdo HTTPS com mais facilidade.

A produção e circulação de pornografia são ilegais na Coreia do Sul, e o país regula fortemente os direitos de propriedade intelectual, graças, em parte, ao seu acordo comercial com os EUA. Mas especialistas e defensores da liberdade de expressão estão alertando que essa nova abordagem pode levar à censura de sites que não contenham pornografia e, assim, começar a censurar os direitos da população de acessar informações e se expressar livremente.

Uma petição foi apresentada no site oficial do presidente sul-coreano Moon Jae-in para expressar forte condenação pela medida, e argumentar que essa iniciativa agressiva e onerosa para filtrar conteúdo on-line será um desperdício de dinheiro do contribuinte, já que os usuários provavelmente usarão redes virtuais privadas e outros tipos de ferramentas de evasão para acessar sites que interessem a eles. Mais de 250.000 pessoas assinaram a petição.

YouTube está bloqueado na Venezuela, mais uma vez

A Venezuela está em um impasse político desde meados de janeiro, quando o político da oposição Juan Guaidó declarou-se presidente interino do país, em um desafio aberto ao presidente Nicolás Maduro. Várias ondas de protestos públicos e confrontos entre militares alinhados com Maduro e manifestantes opositores coincidiram com uma série de paralisações da rede, durante as quais os residentes têm vivenciado períodos de bloqueios intermitentes à internet e às principais plataformas de redes sociais.

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, o grupo de pesquisa técnica local VE Sin Filtro informou que o YouTube foi bloqueado para todos os assinantes do maior provedor de internet do país, a estatal CANTV. O grupo observou que neste caso, ao contrário das paralisações anteriores da plataforma de vídeo (que pertence ao Google), outros serviços do Google, como o Gmail e o Google Drive, não pareciam ter sido afetados.

Facebook e VK voltam ao Uzbequistão, a tempo de uma conferência sobre o acesso à internet no país

Facebook, YouTube e o site de rede social russo VKontakte voltaram a funcionar no Uzbequistão em 19 de fevereiro, a tempo de uma conferência de dois dias sobre a conectividade da internet na região da Ásia Central. Os três sites estavam bloqueados no país desde setembro de 2017. Os usuários estão se perguntando se o bloqueio foi suspenso definitivamente ou se a medida foi tomada apenas em benefício de importantes delegados da conferência de países vizinhos.

O sistema autoritário do Uzbequistão ficou um pouco mais flexível com o governo do presidente Shavkat Mirziyoyev, e o Facebook emergiu como um dos lugares onde os cidadãos podem discutir e debater as mudanças que ocorrem na sociedade, desde que saibam como usar uma rede privada virtual.

Autoridades paquistanesas atacam o ativismo antissaudita com “discurso do ódio”

Em 21 de fevereiro, Fawad Chaudhry, ministro federal da Informação e Radiodifusão do Paquistão, anunciou planos para reprimir o discurso de ódio on-line, enfatizando sua presença nas redes sociais e sugerindo que o monitoramento de redes sociais ajudaria a conter o problema. Embora o discurso de ódio seja oficialmente criminalizado pela Lei de Crimes Eletrônicos do Paquistão, a lei de 2016 não oferece uma definição concreta do termo “discurso de ódio”. Especialistas observaram que tal omissão poderia levar a uma interpretação excessivamente ampla da lei.

Após a visita ao Paquistão do príncipe herdeiro saudita Mohammad Bin Salman, o Ministério do Interior ordenou que as autoridades competentes bloqueassem as páginas das redes sociais de cinco grupos associados aos muçulmanos xiitas, incluindo dois grupos de estudantes. A ordem alegava que as páginas dos grupos publicavam “propaganda” contra a visita de uma delegação importante ao Paquistão. Aqueles visados presumem que a delegação em questão era a de Bin Salman.

Defensores quenianos levam o governo ao tribunal devido ao sistema nacional de identificação digital

A Comissão de Direitos Humanos do Quênia, uma entidade não governamental, entrou com uma ação legal contra o plano de criar um sistema nacional de identificação digital para o país, que foi aprovado em 31 de dezembro de 2018. Sob a lei que foi recentemente modificada, os quenianos que desejam utilizar os serviços públicos, poderiam registrar-se no que chamam de “Sistema Nacional Integrado de Gestão de Identidade” e fornecer vários dados pessoais como meio de autenticação, incluindo nome, foto, gênero, data de nascimento, nacionalidade, número de telefone, endereço de e-mail, residência permanente e estado civil.

Jackson Awele, que atua como conselheiro da Comissão de Direitos Humanos do Quênia, argumentou perante o tribunal que o sistema viola o direito constitucional à privacidade, já que “permite” ao estado exigir dos cidadãos todo tipo de informação privada, incluindo informações de DNA, sem o seu consentimento e não oferece garantias de que esse grande volume de dados estaria protegido contra uso indevido ou roubo.

Banco de dados de vigilância de imagens de uigures foi exposto na internet por meses

O holandês Victor Gevers, pesquisador de segurança na internet, encontrou disponível on-line um enorme banco de dados de vídeos de vigilância do oeste da China, aberto a qualquer pessoa. O pesquisador alertou às autoridades chinesas sobre a vulnerabilidade, mas não antes de analisar alguns de seus conteúdos, que incluíam dados pessoais de mais de 2,5 milhões de pessoas e seus locais estimados, que parecem ter sido baseados em imagens de câmeras de vigilância e dados de rastreamento de celulares.

Todas as coordenadas geográficas listadas no sistema correspondem à região ocidental de Xinjiang, na China, onde o governo central é conhecido por seus programas agressivos de vigilância e detenção que visam os uigures muçulmanos e outros grupos étnicos minoritários.

Diretiva de direitos autorais da UE (União Europeia) provavelmente destruiria a internet

Um importante esforço para reforma dos direitos autorais que alteraria radicalmente a dinâmica das grandes plataformas de conteúdos tem vindo a percorrer o processo legislativo na UE e poderá ser levado a votação já em meados de março.

Embora a versão final ainda esteja em debate, as propostas da diretiva exigem que plataformas como o YouTube avaliem a propriedade de um conteúdo, seja vídeo, áudio, texto ou imagem, antes que um usuário possa fazer o upload do arquivo. Outra disposição exigiria que editores com fins lucrativos pagassem outras fontes on-line se desejassem citá-las. Embora os editores sem fins lucrativos ficassem isentos da exigência, essa mudança provavelmente desestimularia muitos sites a se vincularem a valiosas fontes on-line.

Assine o Netizen Report

 

Ellery Roberts Biddle, Marianne Diaz, Mohamed ElGohary, Rohith Jyothish, Oiwan Lam, Talal Raza, Rezwan, Chris Rickleton, Taisa Sganzerla e Sam Woodhams contribuíram nesta edição.

Parceiro do Global Voices, MigraMundo lança campanha para financiar novo site

migramundo

Um dos únicos blogs totalmente dedicados a cobrir migrações e refúgio no Brasil, o MigraMundo, que é parceiro de publicação do Global Voices, busca ajuda de parceiros e leitores para dar um novo passo: se transformar em site.

O objetivo é atender à demanda crescente de informação sobre esses temas, além de agregar novos serviços como tradução de textos para outros idiomas.

Para custear a empreitada, o blog lançou uma campanha junto à plataforma Eventos do Bem para arrecadar R$ 5000 (~1300 USD). O prazo vai até o dia 31 de outubro e apoiadores podem contribuir com qualquer quantia.

O blog MigraMundo está no ar desde outubro de 2012 e procura dar espaço a notícias e relatos sobre problemas vividos por migrantes dentro e fora do Brasil, mas também destaca avanços e reconhecimentos obtidos na questão migratória. O principal valor do blog é a defesa da migração como direito humano.

Considerado referência entre as pessoas envolvidas com o tema no Brasil, o MigraMundo também conta com reconhecimento internacional. Em maio de 2014, foi eleito o blog Favorito do Público em Português pelo The Bobs, premiação da Deutsche Welle para sites independentes que defendam a livre troca de ideias, a liberdade de expressão e os direitos humanos na internet.

 

Do Curdistão a Portugal: Caravana Feminista encerra travessia pela Europa

Sete meses depois do início da sua viagem, a Caravana Feminista entra na recta final da travessia pela Europa, ao chegar a Portugal, com paragens nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa. A iniciativa da Marcha Mundial das Mulheres partiu da província do Curdistão, no início de Março, com o intuito de estabelecer uma rede de solidariedade entre movimentos feministas de diferentes países e de chamar a atenção sobre as lutas pela igualdade de género.

Cartaz da Caravana Feminista em Portugal. Através do Facebook da Marcha Mundial das Mulheres é possível acompanhar as diferentes acções programadas.

Cartaz da Caravana Feminista em Portugal. Através do Facebook da Marcha Mundial das Mulheres é possível acompanhar as diferentes acções programadas.

No Porto, o Festival Feminista, a decorrer durante todo o mês de Outubro, organiza uma marcha contra a violência machista no dia 13, antecedida por uma instalação que denúncia os 44 femicídios que aconteceram em Portugal em 2014. No dia seguinte, a Caravana segue para Coimbra onde o foco é colocado nos Feminismos e Universidade. Estão previstas tertúlias, workshops, batucadas e acções de rua.

O culminar da viagem acontece em Lisboa, entre os dias 15 e 17, onde são esperadas activistas de mais de 20 países. Nos primeiros dias, haverá uma acção de solidariedade com as mulheres que têm sido alvo de despejos na Amadora (15.10), bem como uma série de oficinas, tertúlias e debates com o mote “Corpo e território” (16.10). Para o dia 17 está marcada a assembleia final da IV Acção da Marcha Mundial das Mulheres, e uma manifestação pelas ruas de Lisboa que terminará com música e festa.

 

 

 

Maputo vai acolher o primeiro fórum de Internet

Captura de Tela. Embaixada Suécia, Maputo

Captura de Tela. Embaixada Suécia, Maputo

A capital de Moçambique, Maputo, vai acolher no dia 8 de Outubro o primeiro fórum de Internet designado “Maputo Internet Forum”. Este é um evento que se enquadra no IV Fórum Mundial de Internet – “Stockholm Internet Forum” que vai reunir 450 participantes de todo o mundo de 20 a 21 de Outubro na Suécia.

O evento de Maputo pretende reunir o sector público, privado, da sociedade civil e das universidades, bem como diferentes actores da África Austral para discutir parcerias sobre questões relacionadas com a Internet e o desenvolvimento económico e social.

O fórum é organizado pela Embaixada da Suécia para comemorar os 40 anos de relações bilaterais entre Moçambique e a Suécia com o objectivo de realçar uma área para parcerias futuras. O Global Voices vai estar presente através dos seus colaboradores em Moçambique, Dércio Tsandzana e Tomás Queface.

Moçambique: Líder da Renamo escapa ileso a um ataque à comitiva em que seguia

O Emblema do Partido RENAMOForças governamentais atacaram, este sábado (12.09), uma comitiva da RENAMO em que seguia o seu líder Afonso Dhlakama provocando cinco feridos. Segundo a agência de noticias Lusa, que estava no local, “Dhlakama escapou ileso ao ataque levado a cabo por homens da Unidade de Intervenção Rápida das forças de defesa e segurança de Moçambique (UIR).”

As ultimas movimentações da Renamo, que anunciou criar a sua própria policia e mais um quartel militar na região da Zambézia, estão a criar mal-estar no país:

Renamo: Policia própria + segundo quartel militar (…)

A alta comissária britânica para Moçambique, Joanna Kuenssberg, reagiu a este ataque na sua conta do Twitter da seguinte forma:

Espero que os ferimentos não sejam graves e que haja mais detalhes amanhã.

Países mais felizes do mundo são todos da América Latina

Ranking dos países mais (e menos) felizes do mundo.

Gallup entrevistou 150.000 adultos em 148 países, fazendo perguntas como “Ontem sorriu ou riu-se?” e “Ontem aprendeu ou fez algo interessante?” para construir um índice de experiências positivas. Surpreendentemente, os países com mais emoções positivas são todos da América Latina, do Paraguai à Nicarágua, de acordo com Quartz.

O estudo, que usa uma escala de 0 a 100, assinala que a média mundial em 2014 (para este índice de experiências positivas) foi de 71%, “a mesma de 2013 e como tem sido desde 2006.”

O país com o índice de emoções positivas mais baixo é o Sudão (47%). Os níveis de felicidade também são baixos na Tunísia, Sérvia e Turquia, entre outros, aparentemente por causa da guerra e outras formas de instabilidade política.

Na Bolívia e em El Salvador, por exemplo, 59% dos inquiridos responderam “sim” a todas as perguntas sobre emoções (tanto positivas como negativas), o que confere a estas nações um nível de emotividade particularmente alto.

Rafael Marques é finalista do prémio Allard do Canadá

Rafael Marques. Foto: MakaAngola. Reprodução autorizada

Rafael Marques. Foto: MakaAngola. Reprodução autorizada

Falar da falta de liberdade de expressão e violação de direitos humanos é descrever Angola dos últimos tempos. O Global Voices tem vindo a dar eco sobre os sucessivos atropelos a situações de violação da liberdade de expressão e de imprensa envolvendo activistas pacíficos e jornalistas naquele país.

Entretanto a comunidade internacional tem estado atenta à coragem dos jornalistas que são perseguidos e oprimidos. O jornalista angolano, Rafael Marques, autor do livro “Diamantes de Sangue” é finalista do prémio Allard para a integridade internacional, atribuído pela faculdade de direito da University of British Columbia, no Canadá.

Rafael Marques de Morais dedica a sua carreira à denúncia da violação dos direitos humanos, corrupção, em particular no governo e na indústria extractiva. Para Marques, a nomeação, que quebra o seu isolamento e constante assédio, impulsionará o seu trabalho. O prémio de 100 mil dólares americanos é tido como dos maiores que na área de combate à corrupção e promoção dos direitos humanos. Foi instituído em 2013.

Os outros finalistas são John Githongo, antigo jornalista queniano e activista contra a corrupção. O contabilistas e auditor russo Sergei Magnitsky, que se notabilizou ao denunciar fraudes fiscais do governo. Por último, a organização Indonesia Corruption Watch, focada no combate da corrupção. O vencedor será anunciado no dia 1 de Outubro.

Recorde-se que Rafael Marques tem tido problemas com a justiça angolana desde a publicação do livro que retrata os escândalos de corrupção no sector dos diamantes.

Decorreu a segunda edição do Cabo-Verde Social Media Summit

11258133_817367128359697_65515158688657125_nConforme fizemos referência aqui no Global Voices, Cabo-Verde foi palco do Media Summit, na Reitoria da Universidade de Cabo-Verde, tendo contado com oradores nacionais e internacionais. O evento focou nas tendências mundiais sobre as diversas vertentes do Social Media e sua adaptação na realidade cabo-verdiana.

O Global Voices foi referenciado e destacado neste evento através da presença de um dos seus autores do GV Lusofonia, Mário Lopes, que também representou São Tomé e Príncipe, como co-organizador do TEDxSãoTomé e co-fundador do STP Digital, agência de noticias online. A agência, sediada em São Tomé, utiliza as redes sociais como ferramenta essencial na disseminação dos seus conteúdos para o seu público alvo. Mário falou da sua experiência, com a utilização destas ferramentas, para o incremento do marketing digital.

Usando as hastags #‎saotomepríncipe ‪#‎stpdigital ‪#‎socialmedia ‪#‎marketingdigital , o evento marcou presença no Facebook, no Twitter e no Instagram:

Para ter sucesso no ‪#‎marketingdigital é preciso respirar esse mundo! by Vadini Ferreira na segunda edição do Cabo-Verde Social Media Summit na Universidade de Cabo Verde – unicv ‪#‎socialmedia ‪#‎SãoToméeprincipe

No Twitter:

Cabo Verde promove a segunda edição do Social Media Summit

11258133_817367128359697_65515158688657125_nArranca sexta-feira (07.08.15) a segunda edição do Social Media Summit Cabo Verde II.

O tema deste ano consiste nas diversas vertentes do social media e pretende disseminar boas práticas na promoção das empresas através das redes sociais. Esta edição, vai ter lugar na Reitoria da Universidade de Cabo Verde.

Entre o painel dos oradores, o Global Voices estará representado através de Mário Lopes, editor das redes sociais do GV-Lusofonia e co-organizador do TEDXSTOME, que vai apresentar o tema: Internet enquanto impulsionador de micro empresas no comércio global. O Mário é também co-fundador do portal de noticias santomense STP Digital.

Homossexualidade vai deixar de ser crime em Moçambique

LGBT (Usada com permissão)

LGBT (Usada com permissão)

A Homossexualidade tem sido um dos assuntos mais controversos em relação ao direito das minorias em Moçambique. Em artigos, previamente publicados no Global Voices, destacamos a luta incansável da organização Lambda em prol da sua legalização. A Lambda pretende ser uma associação de cidadãos moçambicanos que advogam pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT).

Esta organização luta pela sua própria legalização e reconhecimento pelo Estado há sete anos. Até à data, não lhes foi concedido esse direito. Mas, à luz do novo Código Penal, que vai entrar em vigor a partir de 29 de Junho, a homossexualidade deixará de ser considerada como crime.

A revisão do Código Penal (CP) moçambicano ocorreu no passado mês de Dezembro e entrará em vigor a 29 de Junho. Na revisão do CP, promulgada pelo Presidente Filipe Nyusi, são revogados artigos que levantavam dúvidas sobre medidas a aplicar no caso de relações entre pessoas do mesmo sexo. O CP datava de 1886 e instava a aplicar medidas de segurança “aos que se entreguem habitualmente à prática de vícios contra a natureza” (artigos 70 e 71). A interpretação destes artigos poderia levar a criminalizar as relações entre pessoas do mesmo sexo com penas de trabalho forçado até três anos.

Nos últimos anos o trabalho da associação moçambicana Lambda, que promove a defesa dos direitos das pessoas LGBTI, foi fundamental para sensibilizar outras organizações da sociedade civil e instituições do Estado. No entanto, a mesma associação alerta que, apesar de a partir de Junho as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo passem a ser legais, “tal não significa que os direitos das pessoas LGBTI estejam salvaguardados com igualdade.

Pode obter mais informações sobre os Direitos LGBT em Moçambique aqui.

Crowdfunding busca revitalizar favela carioca

Líderes da comunidade do Caranguejo, no Rio de Janeiro, estão fazendo uma campanha de crowdfunding para promover a revitalização da Praça do Vietnã, considerada o centro social e urbano da porção mais alta do complexo Pavão-Pavãozinho e mirante natural para dois cartões postais cariocas: as praias de Copacabana e do Arpoador. O projeto pretende melhorar a qualidade de vida dos moradores, com a pavimentação da praça e construção da Escolharte, um centro de educação itinerante de arte urbana. Até agora, já foram arrecadados R$ 13.935 da meta R$ 20 mil, sendo o prazo para contribuições até o dia 21 de maio.

Fonte: As Boas Novas.

ISIS queima comida enviada em ajuda humanitária dos EUA à Síria

De Istambul, o jornalista turco Mete Sohtaoğlu relatou que ISIS está queimando a ajuda alimentar norte-americana enviada à Síria, “porque não é halal” – permitido pelo Islã ou legal.

Ele postou no Twitter as seguintes fotografias para comprovar o que disse:

ISIS queima “ajuda alimentar dos EUA para Síria “porque não é ‘halal'”

Coletivo Nigéria lança crowdfunding para financiar documentário sobre direitos humanos

Pôster do filme Defensorxs, do coletivo Nigéria, responsável pelo documentário Com Vandalismo, que acompanhou os protestos durante a Copa das Confederações de 2013 em Fortaleza, Brasil.

Pôster do filme Defensorxs, do coletivo Nigéria, que também gravou o documentário Com Vandalismo, registrando os protestos durante a Copa das Confederações de 2013 em Fortaleza, Brasil. Reproduzido com permissão.

O coletivo brasileiro Nigéria, de Fortaleza, iniciou uma campanha no site de crowdfunding Catarse para financiar a edição e finalização do seu novo documentário, “Defensorxs”.

O filme registrou o cotidiano de ativistas de direitos humanos e justiça social, “de populações indígenas à LGBT, a ação de defensoras e defensores dos direitos à moradia e à justiça, a resistência de comunidades tradicionais a megaobras do Estado” e foi gravado nas cinco regiões do Brasil.

Como contrapartida para os apoiadores, o coletivo Nigéria oferece desde agradecimentos nos créditos do filme até vagas em oficinas de audiovisual ministradas por seus integrantes.

Você pode conferir o trailer abaixo:

 

 

Moçambique acolheu o primeiro debate sobre Jornalismo Cidadão

Debate sobre Jornalismo Móvel, em Maputo. Foto: IREX, reprodução autorizada

Debate sobre Jornalismo Móvel, em Maputo. Foto: IREX, reprodução autorizada

Maputo acolheu, no dia 31 de Março, o primeiro debate sobre Jornalismo Cidadão. O evento foi organizado pela IREX Moçambique através do Programa Para Fortalecimento da Mídia, com a hashtag #‎DebatesNaRedacçao‬ e contou com a presença do conceituado Jornalista e investigador do Centro de Integridade Pública (CIP), Borges Nhamirre:

Porquê as redacções devem dar prioridade a tecnologia móvel?

(…) COMO FAZER JORNALISMO COM TELEMÓVEIS: REPORTAGENS EM TEMPO REAL. O debate vai ocorrer em tempo real (online) também a nível das redes sociais do Programa Para Fortalecimento da Mídia(…)

Na ocasião, Borges Nhamirre referiu que em Moçambique não podemos ainda falar do Jornalismo Cidadão devido às técnicas que estão actualmente em uso. O jornalista não considera as pessoas, que fazem esse tipo de jornalismo, de jornalistas porque não têm formação e carteira profissional. Mas aceita que o futuro do jornalismo passa pela seguinte lógica:

(…) É difícil falar dessa prática porque não há cultura de responsabilização e de identificação das pessoas que publicam as informações nas redes sociais. O jornalismo móvel deve pressupor a verificação e a confirmação da informação que é publicada (…)

No debate estiveram presentes estudantes de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA), alguns membros do Olho do Cidadão e outros jornalistas.

Tomás Queface, co-fundador do movimento Olho do Cidadão sugere para o debate:

Nota do Editor: Dércio Tsandzana, também participou neste encontro onde teve a oportunidade de mostrar aos presentes um pouco sobre o conceito Jornalismo Cidadão adoptado pelo Global Voices, nestes últimos 10 anos de existência. Pode ler mais sobre a participação do Dércio no blogue da comunidade GV.