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Notícias de Curtas

Activistas Angolanos vão a julgamento no dia 16 de Novembro

Captura de tela

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Os 17 activistas angolanos, 15 em prisão preventiva há mais de 120 dias e dois em liberdade provisória, serão julgados no dia 16 de Novembro pelo Tribunal Provincial de Luanda, conforme avançou o portal Maka Angola no seu Facebook:

Estão agendadas cinco sessões deste julgamento e os arguidos foram notificados hoje na cadeia, disse o advogado, adiantando que a situação carcerária dos suspeitos não foi alterada. Dos arguidos, 15 estão em prisão preventiva, incluindo o ‘rapper’ Luaty Beirão, em greve de fome há 29 dias. Os activistas – incluindo duas jovens em liberdade provisória – têm idades entre os 19 e os 33 anos e são professores, engenheiros, estudantes e um militar.

Um comentário, na referida publicação de Assunção Augusto Luwawa refere o fim do MPLA (partido no poder) e do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos:

Hora de acabarmos com este regime e fazer eles perceberem que Angola é nossa e não do MPLA e do dos Santos.

Eduardo Estranho Dudas sugere o apoio da população junto do tribunal, no dia do julgamento:

Manos vamos fazer uma corrente de apoio ao nossos irmão. Vamos todos estar presente no tribunal de Cacuaco de forma pacifica meus mano.

Eduardo Lobão, jornalista e editor-adjunto da Lusa também fez referência a esta notícia no seu twitter:

O Global Voices vai continuar a acompanhar o caso até ao seu desfecho. Desde já, saiba aqui como apoiar esta causa.

Angola: Como apoiar a luta pela liberdade dos presos políticos

liberdadejaangolaAs campanhas em prol dos presos políticos em Angola sucedem-se em vários cantos da Lusofonia. Depois das vigílias na cidade de Luanda, Angola, seguiu-se Lisboa, em Portugal e Mindelo, em Cabo-Verde. Londres na Inglaterra, será a cidade que se segue para uma vigília de solidariedade para com os presos políticos. Entretanto em Luanda a polícia já começou com acções de intimidação de forma a acabar com estas acções.

Existem várias formas em que podes dar o teu apoio à distância:

1. Página de Luaty Beirão

Uma página no Facebook designada “Luaty Beirão” que leva já 46.510 Likes e que é gerida por amigos e familiares de Luaty. Podes juntar-te à mesma para ficar a par de tudo que está a acontecer em torno deste do jovem activista, que se encontra em greve de fome à mais de 20 dias e dos restantes presos políticos.

2. Página Liberdade Para os Presos Políticos em Angola

Na esteira do Facebook, podes ainda encontrar a página “Liberdade aos Presos Políticos em Angola” que conta com 31.639 Likes. A mesma foi criada para dar vazão à campanha em prol dos activistas presos pelo governo de Angola. A mesma tem sido uma fonte de informação de bastante utilidade na medida em que procura trazer dados actualizados sobre o processo.

3. Página Central Angola 7311: A Página

Também no Facebook, encontras a página da “Central Angola 7311: A Página, a mesma procura dar seguimento do caso, fazendo a partilha de informação. No momento que publicamos este artigo, a mesma já tinha amealhado 15.525 Likes. Junta-te!

4. Página Friends os Angola

Criada com o intuito de apoiar as causas da Sociedade Civil Angolana a partir dos Estados Unidos da América e neste momento faz a cobertura do caso dos presos políticos.

5. Página Rede Angola

Continuamos no Facebook, e desta feita para dar a conhecer uma página de grande valor sobre informação de Angola. Designada “Rede Angola”, é uma página de notícias generalista que vale a pena acompanhar. Neste momento conta com 76.084 Likes. O Rede Angola tem também um site na Internet.

6. Petição da Amnistia Internacional

Pode ainda assinar a petição da Amnistia Internacional que está a acompanhar o caso desde a primeira hora. Neste momento decorre uma petição em apoio a Luaty Beirão e que conta com milhares de assinaturas. Podes juntar-te à causa assinando a petição.

7. Portal: Liberdade Já

Para terminar, foi criado recentemente um portal designado “Liberdade Já”, que faz a compilação de fotos com a Hashtag “Liberdade Já” e publica no portal. Neste momento existem centenas de fotos de todo o mundo com o punho da palavra “Liberdade Já”.

Angola: Rafael Marques recebe prémio Allard do Canadá

John Githongo (Esq.) com Rafael Marques

John Githongo com Rafael Marques (dir.). Foto: Rede Angola (publicada com autorização)

O jornalista Angolano, Rafael Marques, autor do livro “Diamantes de Sangue” venceu o prémio Allard para a Integridade Internacional, atribuído pela Faculdade de Direito da Universidade de Colúmbia, no Canadá. O Global Voices anunciou, no dia 10 de Agosto, a nomeação de Rafael Marques que agora partilha o galardão com o activista Queniano, John Githongo, confirma o portal Conexão Lusófona na sua página do Facebook:

O prémio, de 100 mil dólares canadenses, foi partilhado com o activista queniano John Githongo. Segundo a agência Lusa, no seu discurso na cerimónia da atribuição do prémio, Rafael Marques denunciou a existência de presos políticos e abusos aos direitos humanos para alertar para a existência de uma situação totalitária em Angola.

Marques referia-se concretamente ao caso de Marcos Mavungo, preso em Março, em Cabinda, e recentemente condenado a seis anos de prisão, pelo crime de rebelião:

Tem ganhado força em Angola uma nova forma de fascismo, concebida com o propósito específico de prolongar os já 36 anos do Presidente José Eduardo dos Santos no poder e os 40 anos de governação do seu MPLA.

O activista declarou ainda que em Angola as pessoas são frequentemente levadas a “abdicar da sua auto-estima e do seu sentido de cidadania” em troca de militância partidária ou do silêncio para a obtenção de “certos privilégios” ou como uma forma de “mitigar” o receio de perseguição política e social e de exclusão económica.”

Moçambique: Tribunal absolve réus a favor da Liberdade de Expressão

Tribunal Judicial de Maputo durante a leitura da sentença. Foto: Taissone/IREX-Moçambique

Tribunal Judicial de Maputo durante a leitura da sentença. Foto: Taissone Silva/IREX-Moçambique

É um dos casos mais mediáticos em Moçambique, no que diz respeito à liberdade de imprensa e de expressão. O caso envolveu um académico, que escreveu uma carta aberta ao ex-presidente de Moçambique, Armando Guebuza, na sua conta do Facebook e dois jornalistas que publicaram a carta nas publicações onde trabalhavam.

No dia 16 de Setembro, este processo que remonta a 2013, teve o seu desfecho com a absolvição dos acusados decretada pelo Tribunal Judicial de Maputo, capital de Moçambique. A decisão do juiz foi acolhida com muita satisfação pela comunicação social moçambicana. Com especial destaque para o Jornal Canal de Moçambique, que tinha o seu director no banco dos réus.

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Os réus foram absolvidos. A 4a secção do Tribunal Judicial de Maputo concluiu que o texto produzido pelo académico Carlos Nuno Castel Branco não representa nenhum tipo legal de crime. Apesar da sua linguagem forte, o texto enquadra-se na crítica e no debate de ideias. Ainda de acordo com o Juiz João Guilherme, a reprodução do texto pela imprensa também não constitui nenhum tipo de crime. Segundo o juiz, não é tarefa do Tribunal restringir as liberdades. Na sua sentença, a Procuradoria deve agora investigar a veracidade dos vários factos levantados polo economista como são os casos de corrupção e racismo.

Como se diz “Bro” na América Latina?

A página do Facebook Pictoline, um site de notícias e informação de cariz visual, partilhou este mapa com as diferentes formas usadas nos países da América Latina para se dizer “bro”, abreviatura de irmão em inglês. Enquanto no México se usa “wey”, no Peru é “pata” ou “pana” na Venezuela e “parce” na Colômbia.

The Bromap: ¿Cómo se dice “bro” en Latinoamérica?

Posted by Pictoline on Wednesday, August 26, 2015

O Bromap: Como se diz “bro” na América Latina?

Assassinado coordenador que investigava desaparecimento dos estudantes de Ayotzinapa

Miguel Ángel Jiménez Blanco, que coordenava as buscas para encontrar os 43 estudantes universitários de Ayotzinapa, foi assassinado no México.

Miguel Ángel Jiménez Blanco, de 45 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça no passado fim-de-semana, num táxi de que era proprietário.

Em resposta à falta de acção das autoridades contra o crime organizado, em 2013 criou um grupo de auto-defesa na cidade mexicana de Guerrero. Um ano depois, o grupo formou uma comissão para iniciar as buscas para encontrar os 43 estudantes da comunidade rural de Ayotzinapa, que desapareceram a 26 de Setembro de 2014.

A BBC entrevistou-o a propósito das buscas:

O activista nunca encontrou os estudantes, mas graças aos seus esforços foram descobertos 129 corpos que foram entregues às autoridades para identificação.

Preservação de filmes históricos tailandeses

O Arquivo Cinematográfico da Tailândia tem estado a disponibilizar filmes históricos e reportagens antigas no YouTube.

Um desses filmes é Chok Song Chun (Sorte Dupla), o primeiro filme mudo tailandês produzido em 1927. Do filme restaram apenas 55 segundos: uma cena de luta e uma perseguição automóvel.

Outro filme raro é Hed Mahassajan (O Incidente Milagroso), de Payut Ngaokrachang, o primeiro filme tailandês de animação produzido em 1955. Payut é conhecido como o “Walt Disney da Tailândia”. O filme mudo animado retrata um acidente de trânsito em Banguecoque.

Percorra a História de Madagáscar através de fotografias antigas

Online Photo Museum of Madagascar with their Permission

Museu de Fotografia online de Madagáscar (autorização concedida)

Geralmente, o acesso à História visual da maioria das ex-colónias em África é um desafio, porque as antigas potências coloniais restringem o acesso aos arquivos históricos. Em Madagáscar, Helihanta RAJAONARISON e Tsiry Fy-Tia SOLOFOMIHANTA procuraram resolver esta questão e tornar a História de Madagáscar mais acessível ao público em geral, tendo criado o Museu online de Madagáscar a partir de uma colecção de fotografias de época.

O site entrou em funcionamento a 27 de Julho de 2015 e permite vislumbrar como era a vida quotidiana em Madagáscar de 1850 a 1960. A colecção está organizada em quatro grandes períodos: período pré-colonial, período colonial, principais construções, vida quotidiana e independência.

Manifestantes protestam contra o acordo nuclear iraniano em Times Square

A 22 de Julho, um grupo de manifestantes reuniu-se em Times Square, em Nova Iorque, para protestar contra o acordo nuclear celebrado entre o Irão e os países do P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Rússia e China). Tratou-se de uma tentativa de enviar uma mensagem ao congresso norte-americano para este vetar o acordo. Segundo a agência noticiosa Associated Press tratou-se de um evento maioritariamente “de partidários pró-israelitas, embora os organizadores tenham dito que representava norte-americanos de todas as convicções políticas e religiosas.” O congresso tem 60 dias para rever o acordo que levantou as sanções ao Irão em troca de medidas do governo iraniano para impedir o desenvolvimento de uma arma nuclear.

O correspondente persa da BBC Bahman Kalbasi estava entre a multidão para tuitar os detalhes do protesto e para criticar meios de comunicação social como a CBS por descrever o evento como ‘sobrelotado’.

Cerca de 1000 manifestantes protestaram contra o acordo do Irão em Times Square, com um balão de plástico em forma de cogumelo e bandeiras de Israel.

“Estamos a deixar o tigre persa sair da jaula”, disse Zuckerman, o primeiro orador da manifestação contra o acordo do Irão.

Uma apresentadora da Fox News está neste momento a falar. Diz que os manifestantes em Nova Iorque estão aqui para salvar a civilização ocidental do Irão.

Não, não estava sobrelotado.

Jovens artistas paraenses levam espetáculo e oficinas artísticas aos EUA

Os 15 jovens brasileiros do coletivo Rios de Encontro estão de volta à Marabá, no Pará, após turnê artístico-pedagógica nos Estados Unidos, onde apresentaram ‘o espetáculo Deixa o Rio Passar!’

A turnê foi financiada pela organização americana Creative Connections. Além do espetáculo, também ministraram 42 oficinas sobre energia solar e preservação da floresta amazônica em escolas e centros culturais nos estados de Connecticut, Nova Jersey e Nova Iorque. Ao todo, cerca de 9,800 pessoas participaram das atividades do grupo.

A integrante Évany Valente, 16, ficou impressionada com o que viu por lá. “Os adolescentes questionam as multinacionais sobre a transparência na produção e a relacionando com o desmatamento de nossas florestas”.

O Rios de Encontro recebe apoio do Rising Voices pelo micro-projeto comunitário Rádio Arraia.

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves evocam Amazo_nia numa apresentac_a_o es colar, Connecticut 2015

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves em apresentaçãoo no estado de Connecticut. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apr esentam Carimbó, Deixa o Nosso Rio Passar, 2015

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apresentam da dança amazonense Carimbó no espetáculo Deixa o Nosso Rio Passar. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Joa_o Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alv es de Cia AfroMundo apresentam o espetáculo 'Lágrimas Secas' numa escola pública enraizada em educação ecológica, Connecticut 2015

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves da Cia AfroMundo apresentam o espetáculo ‘Lágrimas Secas’ em escola pública de Connecticut. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Zequinha ensina Kimberley a tocar Agogó, em Nova Iorque. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Maputo recebe a Feira Internacional do Livro

Feira Internacional do Livro de Maputo. Imagem: Centro Cultural Brasil e Moçambique. Reprodução autorizada

Imagem: Centro Cultural Brasil e Moçambique. Reprodução autorizada.

A Feira Internacional do Livro de Maputo vai decorrer, entre os dias 7 e 10 de Maio, na Praça da Independência, no centro da cidade de Maputo. Com uma programação vasta e com a presença de inúmeros escritores, editores e livreiros nacionais e internacionais, a feira vai promover debates, mesas redondas, espaços recreativos, teatro e dança.

A organização desta feira é da responsabilidade do Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM) e antecede a celebração do Dia da Língua e da Cultura Portuguesa comemorado desde 2009, em cerca de 30 países.

Em 2005 ficou decidido em Luanda, Angola, que o dia 5 de maio seria o Dia da Língua Portuguesa, mas a data só foi oficializada em Junho de 2009 em Cabo Verde, quando os países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reuniram e chegaram a acordo no XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em Junho de 2009, em Cabo Verde.

A língua portuguesa é uma das línguas oficiais da União Europeia, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos, da União Africana e dos Países Lusófonos. Com aproximadamente 280 milhões de falantes, o português é a 5ª língua mais falada no mundo, a 3ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul da Terra.

Nesta última edição, do dia 5 de Maio, o CCBM promoveu um encontro com o poeta e ensaísta angolano Lopito Feijó e o escritor Eduardo Quive de Moçambique, para uma conversa informal sobre a Literatura Portuguesa e a antevisão à Feira Internacional do Livro de Maputo.

Durante a feira, o CCBM vai levar a cabo uma iniciativa de troca de livros: “Txintxa Mabuco”. Um projecto que pretende promover a leitura através da troca de livros que estão em desuso por quem já os leu mas possa interessar a novos leitores!

Durante o evento estarão em uso, nas redes sociais, as hashtags #ccbm, ‪#‎literatura, ‪#‎cplp, ‪#‎Moçambique, ‪#‎Maputo

“As mulheres ocidentais não se importam se forem estupradas na estrada”, diz historiador saudita

A screenshot of Youtube video. Used under CC BY 2.0

Imagem de um vídeo no YouTube mostrando o historiador saudita Dr. Saleh Al-Saadoon na televisão

O historiador saudita Dr. Saleh Al-Saadoon disse que as mulheres ocidentais dirigem, porque elas “não se importam se forem estupradas na estrada”. Ele fez essas declarações durante uma entrevista com Rotana Khalijia, num canal de televisão saudita para os países do Golfo, defendendo a lei saudita que proíbe as mulheres de dirigir. O vídeo foi bastante compartilhado no YouTube, criando uma comoção online.

A Arábia Saudita é o único país no mundo que proíbe as mulheres de dirigir carros. Muitos esforços estão sendo feitos para quebrar essa proibição, como, por exemplo, em 26 de outubro de 2013, quando dezenas de mulheres compartilharam vídeos de condução dos carros dia em que decidiram desafiar essa proibição.

O “historiador” Saudita notou que:

Unlike riding a camel, driving a car places a woman in danger of being raped, which for Saudi women is a much worse experience than for any women in the western world where women “don't care” if they are raped.

Ao contrário de andar de camelo, dirigir um carro coloca a mulher em risco de ser estuprada, o que para as mulheres sauditas é uma experiência muito pior do que para as mulheres no mundo ocidental que “não se importam” se forem violentadas.

Para piorar sua entrevista, ele sugeriu uma solução para importar “motoristas estrangeiras” a conduzir as mulheres sauditas para evitar um estupro potencial por motoristas contratados masculinos.

Descubra o Iêmen pela literatura: seis autores contemporâneos que vale a pena ler

No site Literatura Arábe em Inglês, M. Lynx Qualey apresenta seis autores contemporâneos iemenitas que vale a pena descobrir.

Ela observa:

As you might expect from a troubled nation with relatively little modern literary output, there aren’t many translations of Yemeni work available in English. However, there are some, as several Yemeni authors have received regional and international acclaim.

Como se poderia esperar de uma nação problemática com uma produção pequena de literatura moderna, não existem muitas traduções de obras iemenitas para o inglês. Porém, ainda existem algumas traduções, já que muitos autores iemenitas são aclamados regional e internacionalmente.

Esses autores são: Mohammad Abdul-Wali, Zaid Mutee Dammaj, Ali al-Muqri, Wajdi al-Ahdal, Nadia Alkowkabani e Shawqi Shafiq.

Qualey foi inspirada a escrever sobre esses autores iemenitas por um artigo publicado no Yemen Times em 23 de março de 2015, intitulado “Crise política e insurgência literária no Iêmen”. O artigo menciona outros autores renomados, como Marwan Ghafory, Mohammed Algharbi AmranHabib Sorori, Safa’a Al-Habal, Ahmed Al-Sakkaf ou Samir AbdulfattahRamzia Al-Iryani.

O texto descreve como a crise política afetou o setor editorial e como, por outro lado, “a situação pela qual o país está passando dá aos escritores material sobre o qual escrever. Eles tentam refletir sobre o que está acontecendo ao redor deles através da própria obra”. O artigo continua: “Turbulência política contínua pode não ser algo bom para o Iêmen, mas, se 2014 pode servir como indicação, as perspectivas para sua cena literária são promissoras.”

Timor-Leste vence na Mongólia e confirma passagem à segunda fase de qualificação para o Mundial de 2018

Timor-Leste volta a vencer a Mongólia por 0-1 no jogo da segunda mão disputado em Ulan Bator. O único golo da partida foi marcado por Fabiano, um dos 13 brasileiros naturalizados timorenses,  que confirmou o excelente resultado obtido no jogo da primeira ronda, realizado em Dili, onde Timor-Leste bateu a Mongólia por 4-1.

Com este resultado, Timor-Leste passa à fase de grupos (oito grupos de cinco equipas cada) e fica a aguardar pelo sorteio que vai ditar os próximos adversários na qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol que se vai realizar na Rússia em 2018. O sorteio terá lugar em Kuala Lumpur, Malásia, no dia 14 de Abril.

Timor-Leste: Rui Araújo é o sucessor de Xanana Gusmão no cargo de primeiro-ministro

Cartaz eleitoral do CNRT com Xanana Gusmão das eleições  de 2012 em Dili. Foto arquivo: Manuel Ribeiro

Cartaz eleitoral do CNRT(dir.), com Xanana Gusmão, das eleições de 2012 em Dili. Foto arquivo: Manuel Ribeiro

O antigo ministro da Saúde de Timor-Leste, Rui Araújo, acaba de ser indigitado pela Presidência da República para assumir o cargo de primeiro-ministro.

Presidente Taur indigita Rui Maria de Araújo para PM – Opini Timor

O sucessor de Xanana Gusmão deverá tomar posse ainda esta semana, de acordo com a agência Lusa.

Parabéns Dr. Rui M. Araujo, novo primeiro-ministro da República Democrática de Timor-Leste.

 Rui de Araújo é membro do comité central da Fretilin, maior partido da oposição do actual governo que é suportado pelo Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), Partido Democrático (PD) e Frenti Mudança (FM)

Parceiro do Global Voices, MigraMundo lança campanha para financiar novo site

migramundo

Um dos únicos blogs totalmente dedicados a cobrir migrações e refúgio no Brasil, o MigraMundo, que é parceiro de publicação do Global Voices, busca ajuda de parceiros e leitores para dar um novo passo: se transformar em site.

O objetivo é atender à demanda crescente de informação sobre esses temas, além de agregar novos serviços como tradução de textos para outros idiomas.

Para custear a empreitada, o blog lançou uma campanha junto à plataforma Eventos do Bem para arrecadar R$ 5000 (~1300 USD). O prazo vai até o dia 31 de outubro e apoiadores podem contribuir com qualquer quantia.

O blog MigraMundo está no ar desde outubro de 2012 e procura dar espaço a notícias e relatos sobre problemas vividos por migrantes dentro e fora do Brasil, mas também destaca avanços e reconhecimentos obtidos na questão migratória. O principal valor do blog é a defesa da migração como direito humano.

Considerado referência entre as pessoas envolvidas com o tema no Brasil, o MigraMundo também conta com reconhecimento internacional. Em maio de 2014, foi eleito o blog Favorito do Público em Português pelo The Bobs, premiação da Deutsche Welle para sites independentes que defendam a livre troca de ideias, a liberdade de expressão e os direitos humanos na internet.

 

Do Curdistão a Portugal: Caravana Feminista encerra travessia pela Europa

Sete meses depois do início da sua viagem, a Caravana Feminista entra na recta final da travessia pela Europa, ao chegar a Portugal, com paragens nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa. A iniciativa da Marcha Mundial das Mulheres partiu da província do Curdistão, no início de Março, com o intuito de estabelecer uma rede de solidariedade entre movimentos feministas de diferentes países e de chamar a atenção sobre as lutas pela igualdade de género.

Cartaz da Caravana Feminista em Portugal. Através do Facebook da Marcha Mundial das Mulheres é possível acompanhar as diferentes acções programadas.

Cartaz da Caravana Feminista em Portugal. Através do Facebook da Marcha Mundial das Mulheres é possível acompanhar as diferentes acções programadas.

No Porto, o Festival Feminista, a decorrer durante todo o mês de Outubro, organiza uma marcha contra a violência machista no dia 13, antecedida por uma instalação que denúncia os 44 femicídios que aconteceram em Portugal em 2014. No dia seguinte, a Caravana segue para Coimbra onde o foco é colocado nos Feminismos e Universidade. Estão previstas tertúlias, workshops, batucadas e acções de rua.

O culminar da viagem acontece em Lisboa, entre os dias 15 e 17, onde são esperadas activistas de mais de 20 países. Nos primeiros dias, haverá uma acção de solidariedade com as mulheres que têm sido alvo de despejos na Amadora (15.10), bem como uma série de oficinas, tertúlias e debates com o mote “Corpo e território” (16.10). Para o dia 17 está marcada a assembleia final da IV Acção da Marcha Mundial das Mulheres, e uma manifestação pelas ruas de Lisboa que terminará com música e festa.

 

 

 

Maputo vai acolher o primeiro fórum de Internet

Captura de Tela. Embaixada Suécia, Maputo

Captura de Tela. Embaixada Suécia, Maputo

A capital de Moçambique, Maputo, vai acolher no dia 8 de Outubro o primeiro fórum de Internet designado “Maputo Internet Forum”. Este é um evento que se enquadra no IV Fórum Mundial de Internet – “Stockholm Internet Forum” que vai reunir 450 participantes de todo o mundo de 20 a 21 de Outubro na Suécia.

O evento de Maputo pretende reunir o sector público, privado, da sociedade civil e das universidades, bem como diferentes actores da África Austral para discutir parcerias sobre questões relacionadas com a Internet e o desenvolvimento económico e social.

O fórum é organizado pela Embaixada da Suécia para comemorar os 40 anos de relações bilaterais entre Moçambique e a Suécia com o objectivo de realçar uma área para parcerias futuras. O Global Voices vai estar presente através dos seus colaboradores em Moçambique, Dércio Tsandzana e Tomás Queface.

Moçambique: Líder da Renamo escapa ileso a um ataque à comitiva em que seguia

O Emblema do Partido RENAMOForças governamentais atacaram, este sábado (12.09), uma comitiva da RENAMO em que seguia o seu líder Afonso Dhlakama provocando cinco feridos. Segundo a agência de noticias Lusa, que estava no local, “Dhlakama escapou ileso ao ataque levado a cabo por homens da Unidade de Intervenção Rápida das forças de defesa e segurança de Moçambique (UIR).”

As ultimas movimentações da Renamo, que anunciou criar a sua própria policia e mais um quartel militar na região da Zambézia, estão a criar mal-estar no país:

Renamo: Policia própria + segundo quartel militar (…)

A alta comissária britânica para Moçambique, Joanna Kuenssberg, reagiu a este ataque na sua conta do Twitter da seguinte forma:

Espero que os ferimentos não sejam graves e que haja mais detalhes amanhã.

Países mais felizes do mundo são todos da América Latina

Ranking dos países mais (e menos) felizes do mundo.

Gallup entrevistou 150.000 adultos em 148 países, fazendo perguntas como “Ontem sorriu ou riu-se?” e “Ontem aprendeu ou fez algo interessante?” para construir um índice de experiências positivas. Surpreendentemente, os países com mais emoções positivas são todos da América Latina, do Paraguai à Nicarágua, de acordo com Quartz.

O estudo, que usa uma escala de 0 a 100, assinala que a média mundial em 2014 (para este índice de experiências positivas) foi de 71%, “a mesma de 2013 e como tem sido desde 2006.”

O país com o índice de emoções positivas mais baixo é o Sudão (47%). Os níveis de felicidade também são baixos na Tunísia, Sérvia e Turquia, entre outros, aparentemente por causa da guerra e outras formas de instabilidade política.

Na Bolívia e em El Salvador, por exemplo, 59% dos inquiridos responderam “sim” a todas as perguntas sobre emoções (tanto positivas como negativas), o que confere a estas nações um nível de emotividade particularmente alto.

Rafael Marques é finalista do prémio Allard do Canadá

Rafael Marques. Foto: MakaAngola. Reprodução autorizada

Rafael Marques. Foto: MakaAngola. Reprodução autorizada

Falar da falta de liberdade de expressão e violação de direitos humanos é descrever Angola dos últimos tempos. O Global Voices tem vindo a dar eco sobre os sucessivos atropelos a situações de violação da liberdade de expressão e de imprensa envolvendo activistas pacíficos e jornalistas naquele país.

Entretanto a comunidade internacional tem estado atenta à coragem dos jornalistas que são perseguidos e oprimidos. O jornalista angolano, Rafael Marques, autor do livro “Diamantes de Sangue” é finalista do prémio Allard para a integridade internacional, atribuído pela faculdade de direito da University of British Columbia, no Canadá.

Rafael Marques de Morais dedica a sua carreira à denúncia da violação dos direitos humanos, corrupção, em particular no governo e na indústria extractiva. Para Marques, a nomeação, que quebra o seu isolamento e constante assédio, impulsionará o seu trabalho. O prémio de 100 mil dólares americanos é tido como dos maiores que na área de combate à corrupção e promoção dos direitos humanos. Foi instituído em 2013.

Os outros finalistas são John Githongo, antigo jornalista queniano e activista contra a corrupção. O contabilistas e auditor russo Sergei Magnitsky, que se notabilizou ao denunciar fraudes fiscais do governo. Por último, a organização Indonesia Corruption Watch, focada no combate da corrupção. O vencedor será anunciado no dia 1 de Outubro.

Recorde-se que Rafael Marques tem tido problemas com a justiça angolana desde a publicação do livro que retrata os escândalos de corrupção no sector dos diamantes.

Decorreu a segunda edição do Cabo-Verde Social Media Summit

11258133_817367128359697_65515158688657125_nConforme fizemos referência aqui no Global Voices, Cabo-Verde foi palco do Media Summit, na Reitoria da Universidade de Cabo-Verde, tendo contado com oradores nacionais e internacionais. O evento focou nas tendências mundiais sobre as diversas vertentes do Social Media e sua adaptação na realidade cabo-verdiana.

O Global Voices foi referenciado e destacado neste evento através da presença de um dos seus autores do GV Lusofonia, Mário Lopes, que também representou São Tomé e Príncipe, como co-organizador do TEDxSãoTomé e co-fundador do STP Digital, agência de noticias online. A agência, sediada em São Tomé, utiliza as redes sociais como ferramenta essencial na disseminação dos seus conteúdos para o seu público alvo. Mário falou da sua experiência, com a utilização destas ferramentas, para o incremento do marketing digital.

Usando as hastags #‎saotomepríncipe ‪#‎stpdigital ‪#‎socialmedia ‪#‎marketingdigital , o evento marcou presença no Facebook, no Twitter e no Instagram:

Para ter sucesso no ‪#‎marketingdigital é preciso respirar esse mundo! by Vadini Ferreira na segunda edição do Cabo-Verde Social Media Summit na Universidade de Cabo Verde – unicv ‪#‎socialmedia ‪#‎SãoToméeprincipe

No Twitter:

Cabo Verde promove a segunda edição do Social Media Summit

11258133_817367128359697_65515158688657125_nArranca sexta-feira (07.08.15) a segunda edição do Social Media Summit Cabo Verde II.

O tema deste ano consiste nas diversas vertentes do social media e pretende disseminar boas práticas na promoção das empresas através das redes sociais. Esta edição, vai ter lugar na Reitoria da Universidade de Cabo Verde.

Entre o painel dos oradores, o Global Voices estará representado através de Mário Lopes, editor das redes sociais do GV-Lusofonia e co-organizador do TEDXSTOME, que vai apresentar o tema: Internet enquanto impulsionador de micro empresas no comércio global. O Mário é também co-fundador do portal de noticias santomense STP Digital.

Homossexualidade vai deixar de ser crime em Moçambique

LGBT (Usada com permissão)

LGBT (Usada com permissão)

A Homossexualidade tem sido um dos assuntos mais controversos em relação ao direito das minorias em Moçambique. Em artigos, previamente publicados no Global Voices, destacamos a luta incansável da organização Lambda em prol da sua legalização. A Lambda pretende ser uma associação de cidadãos moçambicanos que advogam pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT).

Esta organização luta pela sua própria legalização e reconhecimento pelo Estado há sete anos. Até à data, não lhes foi concedido esse direito. Mas, à luz do novo Código Penal, que vai entrar em vigor a partir de 29 de Junho, a homossexualidade deixará de ser considerada como crime.

A revisão do Código Penal (CP) moçambicano ocorreu no passado mês de Dezembro e entrará em vigor a 29 de Junho. Na revisão do CP, promulgada pelo Presidente Filipe Nyusi, são revogados artigos que levantavam dúvidas sobre medidas a aplicar no caso de relações entre pessoas do mesmo sexo. O CP datava de 1886 e instava a aplicar medidas de segurança “aos que se entreguem habitualmente à prática de vícios contra a natureza” (artigos 70 e 71). A interpretação destes artigos poderia levar a criminalizar as relações entre pessoas do mesmo sexo com penas de trabalho forçado até três anos.

Nos últimos anos o trabalho da associação moçambicana Lambda, que promove a defesa dos direitos das pessoas LGBTI, foi fundamental para sensibilizar outras organizações da sociedade civil e instituições do Estado. No entanto, a mesma associação alerta que, apesar de a partir de Junho as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo passem a ser legais, “tal não significa que os direitos das pessoas LGBTI estejam salvaguardados com igualdade.

Pode obter mais informações sobre os Direitos LGBT em Moçambique aqui.

Crowdfunding busca revitalizar favela carioca

Líderes da comunidade do Caranguejo, no Rio de Janeiro, estão fazendo uma campanha de crowdfunding para promover a revitalização da Praça do Vietnã, considerada o centro social e urbano da porção mais alta do complexo Pavão-Pavãozinho e mirante natural para dois cartões postais cariocas: as praias de Copacabana e do Arpoador. O projeto pretende melhorar a qualidade de vida dos moradores, com a pavimentação da praça e construção da Escolharte, um centro de educação itinerante de arte urbana. Até agora, já foram arrecadados R$ 13.935 da meta R$ 20 mil, sendo o prazo para contribuições até o dia 21 de maio.

Fonte: As Boas Novas.

ISIS queima comida enviada em ajuda humanitária dos EUA à Síria

De Istambul, o jornalista turco Mete Sohtaoğlu relatou que ISIS está queimando a ajuda alimentar norte-americana enviada à Síria, “porque não é halal” – permitido pelo Islã ou legal.

Ele postou no Twitter as seguintes fotografias para comprovar o que disse:

ISIS queima “ajuda alimentar dos EUA para Síria “porque não é ‘halal'”

Coletivo Nigéria lança crowdfunding para financiar documentário sobre direitos humanos

Pôster do filme Defensorxs, do coletivo Nigéria, responsável pelo documentário Com Vandalismo, que acompanhou os protestos durante a Copa das Confederações de 2013 em Fortaleza, Brasil.

Pôster do filme Defensorxs, do coletivo Nigéria, que também gravou o documentário Com Vandalismo, registrando os protestos durante a Copa das Confederações de 2013 em Fortaleza, Brasil. Reproduzido com permissão.

O coletivo brasileiro Nigéria, de Fortaleza, iniciou uma campanha no site de crowdfunding Catarse para financiar a edição e finalização do seu novo documentário, “Defensorxs”.

O filme registrou o cotidiano de ativistas de direitos humanos e justiça social, “de populações indígenas à LGBT, a ação de defensoras e defensores dos direitos à moradia e à justiça, a resistência de comunidades tradicionais a megaobras do Estado” e foi gravado nas cinco regiões do Brasil.

Como contrapartida para os apoiadores, o coletivo Nigéria oferece desde agradecimentos nos créditos do filme até vagas em oficinas de audiovisual ministradas por seus integrantes.

Você pode conferir o trailer abaixo:

 

 

Moçambique acolheu o primeiro debate sobre Jornalismo Cidadão

Debate sobre Jornalismo Móvel, em Maputo. Foto: IREX, reprodução autorizada

Debate sobre Jornalismo Móvel, em Maputo. Foto: IREX, reprodução autorizada

Maputo acolheu, no dia 31 de Março, o primeiro debate sobre Jornalismo Cidadão. O evento foi organizado pela IREX Moçambique através do Programa Para Fortalecimento da Mídia, com a hashtag #‎DebatesNaRedacçao‬ e contou com a presença do conceituado Jornalista e investigador do Centro de Integridade Pública (CIP), Borges Nhamirre:

Porquê as redacções devem dar prioridade a tecnologia móvel?

(…) COMO FAZER JORNALISMO COM TELEMÓVEIS: REPORTAGENS EM TEMPO REAL. O debate vai ocorrer em tempo real (online) também a nível das redes sociais do Programa Para Fortalecimento da Mídia(…)

Na ocasião, Borges Nhamirre referiu que em Moçambique não podemos ainda falar do Jornalismo Cidadão devido às técnicas que estão actualmente em uso. O jornalista não considera as pessoas, que fazem esse tipo de jornalismo, de jornalistas porque não têm formação e carteira profissional. Mas aceita que o futuro do jornalismo passa pela seguinte lógica:

(…) É difícil falar dessa prática porque não há cultura de responsabilização e de identificação das pessoas que publicam as informações nas redes sociais. O jornalismo móvel deve pressupor a verificação e a confirmação da informação que é publicada (…)

No debate estiveram presentes estudantes de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA), alguns membros do Olho do Cidadão e outros jornalistas.

Tomás Queface, co-fundador do movimento Olho do Cidadão sugere para o debate:

Nota do Editor: Dércio Tsandzana, também participou neste encontro onde teve a oportunidade de mostrar aos presentes um pouco sobre o conceito Jornalismo Cidadão adoptado pelo Global Voices, nestes últimos 10 anos de existência. Pode ler mais sobre a participação do Dércio no blogue da comunidade GV.

Organização Feminista Moçambicana sai em defesa da Governadora de Gaza

Movimento de Mulheres Feministas de Moçambique em apoio à Governadora de Gaza. Imagem:

Movimento de Mulheres Feministas de Moçambique em apoio à Governadora de Gaza. Imagem: Blogue Jovensfeministas, reprodução autorizada.

O Movimento de Mulheres Feministas de Moçambique (MovFemme), saiu em defesa da nova Governadora de Gaza na sequência das críticas que surgiram contra a sua pessoa depois de ter sido nomeada para uma região conhecida por ser “machista”. A associação, que se dedica a desenvolver acções voltadas para a promoção dos direitos das raparigas e mulheres jovens, partilhou no Facebook – através de Delma Comissário – uma campanha de apoio à governadora intitulada: “#SOMOS TODAS GOVERNADORAS DE GAZA” numa clara alusão de repúdio à campanha de difamação sofrida pela jovem Governadora, Stella Pinto.

A campanha teve direito a um artigo publicado na página “Jovens feministas de Moçambique“, no qual se equipara o estado actual da mulher moçambicana ao “chapa” e “mylove”, transporte semi-colectivo de transporte de passageiros na capital, Maputo.

O cenário político em Moçambique nos lembra muito o “chapa”[1] na cidade de Maputo. É governado e fiscalizados por indivíduos do sexo masculino e as mulheres servem apenas como passageiras, quase sempre importunas por não se adequarem devidamente a frenética e abarrotada corrida que antecipa a entrada neste transporte. Isso, não é novidade para ninguém. Somos percebidas como “aquelas que vão na boleia” ocupando espaços políticos não merecidos só para fazer de capa positiva para uma agenda internacional: a equidade de género. Mas, quando o machismo dissimulado dá lugar para a falta de respeito, o “chapa” se transforma no “my love”[2] e na política, as mulheres passam de um incômodo para ser um objecto!

México: Um discurso presidencial tardio e insatisfatório

Este artigo contém links que levam a outras páginas, inclusive noutros idiomas, caso queira aprofundar o assunto

Na quinta-feira, 27 de Novembro de 2014, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto dirigiu-se publicamente à nação para tomar uma posição sobre os acontecimentos chocantes ocorridos em Iguala e para anunciar uma série de medidas a ser tomadas.

 O discurso foi uma decepção para a maior parte dos mexicanos, que esperavam mais do seu presidente. Neste contexto, Fernando Vázquez Rigada responde de forma crítica ao discurso presidencial e salienta que não só foi tardio como também faltou empatia para com o povo. Além disso, as medidas anunciadas não foram suficientes para enfrentar a presente crise mexicana: 

La mención al combate a la corrupción fue blanda y retórica. Se asume el plan de la oposición, pero sin ser capaz de agregar nada ni de garantizar una nueva ética que se base en los mejores hombres, en las mejores prácticas, en un blindaje real e inmediato. Vendrá la implementación de las reformas por los mismos que han debido cancelar licitaciones, encubrir, coludirse.

Lo mejor fue la mención a la aplicación del modelo chino de estímulo al crecimiento. La pobreza no produce criminales, pero si divide y desgarra.

La nación esperaba el jueves a un ejecutivo y encontró a un legislador. Aguardaba a un líder que compartiera el dolor, que mostrara reflexión sobre sus errores propios, que asumiera los costos que le corresponden y, sobre todo, que inspirara a una sociedad harta y desconsolada.

A menção à luta à corrupção foi fraca e retórica. Pode adivinhar-se qual é o plano da oposição, mas sem a possibilidade de acrescentar algo nem de assegurar uma nova ética baseada em gente nova, práticas melhores, um reforço real e imediato. As reformas serão implementadas pelas mesmas pessoas que deviam ter rejeitado as propostas e que encobriram e conspiraram. 

O melhor foi ter mencionado a implementação do modelo chinês para impulsionar o crescimento. A pobreza não produz criminosos, mas divide e quebra.

Na quinta-feira, a nação esperava por um executivo e deparou-se com um legislador. Esperavam um líder que pudesse compartilhar a sua dor, que pudesse reflectir sobre as suas próprias falhas, que assumisse os custos que são seus e, acima de tudo, que pudesse inspirar uma sociedade que está farta e inconsolável.  

Pode seguir Fernando no Twitter.

Este post fez parte do trigésimo primeiro #LunesDeBlogsGV (Segunda-feira de blogs no GV) a 1 de Dezembro de 2014.
Tradução editada por Lú Sampaio como parte do projecto Global Voices Lingua