Governo de Angola suspende actividades da TV Record

Suspensão de órgãos de comunicação em Angola / YouTube TPA – Televisão Pública de Angola – 19 de Abril 2021

O governo angolano ordenou a suspensão das atividades da TV Record África no país no dia 19 de Abril, citando irregularidades.

Em um comunicado oficial, O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) justificou a suspensão da afiliada à TV brasileira com o fato de que seu director-executivo é um cidadão “não-nacional”.

Também citou que os jornalistas estrangeiros da empresa “não se encontram acreditados nem credenciados no Centro de Imprensa Aníbal de Melo.”

Da avaliação feita por aquele Ministério ficou-se a saber existem jornais, revistas e estações de rádio registados no país, mas que não encontram-se em funcionamento efectivo.

A suspensão passa a valer no dia 21 de Abril e durará até segunda ordem, segundo comunicado.

A Record afirmou à imprensa brasileira que foi surprendida pela decisão. Disse em comunicado:

Em 19/04/2021, a Record TV Africa foi surpreendida com um comunicado da Direção Nacional de Informação e Comunicação do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (“MINTTICS”).

A Record TV Africa exerce a sua atividade em Angola desde 2005 e conta com atualmente 73 colaboradores diretos e indiretos.
A Record TV Africa, no estrito respeito da Constituição e da lei Angolana, informa o público, parceiros comerciais e, em particular, as suas centenas de milhares de telespectadores diários.
A Record TV Africa, pauta e sempre pautou pela legalidade nos mais de 15 anos presentes em Angola e em todo continente Africano, e irá juntos aos órgãos de tutela buscar o esclarecimentos referente as supostas irregularidades alegadas.
Do lado dos telespectadores, Adão Ramos, activista, disse não compreender a decisão do Ministério Angolano e associa a mesma com algo a mais:
Não entendi, o MINTTICS suspendeu o exercício das actividades da ZAP VIVA, VIDA TV e Record TV África? Se eu tiver entendido bem, então, essa decisão cheira a qualquer coisa de muito estranha. Espero estar a sentir cheiro a mais.

A decisão do governo Angolano surge numa altura em que crescem as críticas à presença no país da Igreja Universal, dona da TV Record no Brasil.

Desde 2017 pastores Angolanos acusam a igreja brasileira de actos de corrupção, maus tratos e racismo.

Em Julho de 2020 foi publicado um abaixo-assinado contra a violência sofrida por pastores e bispos brasileiros em Angola, sendo que o mesmo conta já com quse 100 000 assinaturas.

Um grupo de pastores angolanos busca fundar uma denominação da Igreja Universal exclusivamente angolana, separada da administração brasileira, e que essa última deixe o país definitivamente.

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