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Dijaawa Wotunnöi: uma curta-metragem animada que ajuda a revitalizar a língua yekuana

Captura de ecrã da animação no YouTube.

Dijaawa Wotunnöi é um mito ancestral dos Yekuana, um povo indígena que vive na Venezuela e no Brasil, e que foi transformado numa curta-metragem animada de Saúl Kuyujani López.

O filme é completamente falado na língua yekuana e tem legendas em espanhol. Vários yekuanas participaram no filme como tradutores e pesquisadores e emprestaram as suas vozes às personagens do filme. O autor desta história também fez parte da equipa de produção.

O mito explica como o povo yekuana acreditava ser descendente de morcegos. A explicação prende-se em parte com a vida de Kawashidi, um homem yekuana cuja mulher é assassinada por um espírito maligno que o desafia e testa a sua inteligência.

Saúl Kuyujani López documentou o mito segundo os relatos da comunidade de Santa María de Erebato, localizada nas margens do rio Caura (Alto Caura) no estado de Bolívar, Venezuela.

Segundo o censo de 2011 da Venezuela, há 2 997 yekuanas nos estados do Amazonas e Bolívar. Um censo de 2000 no Brasil registou cerca de 430 Yekuanas a viver no país.

O Atlas da UNESCO das Línguas do Mundo em Perigo classifica a língua yekuana como uma língua vulnerável. Os professores de yekuana dizem que a maior parte dos pais não acha importante passar a sua língua às gerações futuras. Muitos levam as suas crianças para as cidades para que estas possam aprender espanhol também. Como consequência, as crianças perdem a língua da família.

Por esta razão, a adaptação animada de Dijaawa Wotunnöi pretende conservar os aspetos orais da língua yekuana através do formato audiovisual.

O filme foi produzido pelo Creaser Creative Studio e foi apoiado pela Organização Indígena da Bacia do Cayu Kuyujani e o Fórum Humboldt. A primeira exibição aconteceu no Fórum Humboldt em Berlim, Alemanha, em julho de 2017.

A curta-metragem foi selecionada no programa oficial do 13.º Festival Internacional de Cimena e Comunicação de Povos Indígenas/Nativos (FICMAYAB), que aconteceu na Guatemala em outubro de 2018. A estreia nacional realizou-se no Festival de Cinema Indígena da Venezuela, em novembro de 2018.

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