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Feminicídio: “O mais importante é tratar o assunto com humanidade”

O projeto Reframed Stories convida pessoas a responder sobre temas e questões que predominaram nos meios de comunicação em suas comunidades. As histórias são reflexões das pessoas que, com frequência, são representadas por outras na mídia. As nuvens de palavras são criadas com a plataforma Media Cloud, uma ferramenta de análise de dados que examina uma coletânea de veículos de comunicação durante um período específico de tempo, permitindo que os participantes analisem e discutam as ideias preliminares sobre como eles podem ser representados na mídia. O projeto evita fazer pronunciamentos conclusivos sobre os dados e tem a intenção de ser um ponto de partida para possibilitar um espaço de discussão sobre como ajudar a moldar sua própria representação de mídia através da comunicação digital.

Natalia Montoya é integrante do Colectivo G, que “cria, gerencia e implementa projetos sociais; principalmente relacionados a gênero, com uma abordagem nos Direitos Humanos”, e tem como base Cochabamba, na Bolívia. A seguir, encontra-se a análise de Natalia sobre a nuvem de palavras para o termo “feminicídio.

Palavras que dominaram 1.540 artigos, publicados entre maio de 2017 e maio de 2018, que mencionam “feminicídio” em duas compilações da Media Cloud dos meios de comunicação em espanhol da Bolívia. Clique (para ampliar a imagem).

La realidad actual que nos muestra esta nube sobre feminicidios nos refleja por un lado una falta de sensibilización respecto a la temática, ausencia estatal al momento de crear políticas públicas que garanticen verdaderamente los derechos a la no violencia hacia las mujeres; y por otro lado la ineficacia de nuestro sistema legal.

¿Qué quisiéramos encontrar?

¿Qué deberían reflejar los medios respecto a este tema?

Que se está utilizando todos los mecanismos a nuestro alcance para hacer justicia. Que el Estado toma acción y genera políticas públicas que precautelan los derechos de las mujeres y niñas, además de políticas de educación encargadas de romper con las estructuras patriarcales y machistas vigentes. Por último, que como miembros de la sociedad civil, asumimos el compromiso de combatir la violencia, de sensibilizarnos con las víctimas (directas e indirectas) y sobretodo de tratar la temática con humanidad.

A realidade atual que mostra esta nuvem sobre o feminicídio nos faz refletir, por um lado, sobre a falta de sensibilização a respeito do tema; a ausência do Estado no momento de criar políticas públicas que garantam, verdadeiramente, os direitos a não violência contra as mulheres; e, por outro lado, a ineficácia do nosso sistema legal.

O que queríamos encontrar?

Sobre o que os meios de comunicação deveriam refletir a respeito deste assunto?

Que estão utilizando todos os mecanismos disponíveis para fazer justiça. Que o Estado agiu e criou políticas públicas para salvaguardar os direitos das mulheres e meninas, além de políticas de educação com o objetivo de romper com as estruturas patriarcais e machistas em vigor. Por último, que como membros da sociedade civil, assumimos o compromisso de combater a violência, de nos sensibilizar com as vítimas (diretas e indiretas) e acima de tudo, de tratar o assunto com humanidade.

Este artigo é um segmento da série Rising Frames desenvolvida como parte de uma atividade organizada por Raisa Valda Ampuero da Warmi.Red e Fabiola Chambi. Elas ajudaram a organizar um seminário em 30 de maio de 2018, em Cochabamba, na Bolívia, que reuniu representantes de vários grupos e coletivos para examinar como os temas que mais as preocupavam estavam representados em uma coletânea de veículos de comunicação da Bolívia e criaram histórias em resposta a essas representações.

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