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Biblioteca de Nova Iorque disponibiliza imagens raras do Brasil imperial na internet

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“Negros brasileiros iniciando jornada à vela no alto Rio São Francisco”. Foto do livro The Negro in the New World, de Sir Harry Johnston. The New York Public Library, domínio público

Em janeiro deste ano, a Biblioteca Pública de Nova Iorque adicionou mais de 180 mil itens ao seu acervo digital – entre eles, fotografias e gravuras raras do Brasil do século 19.

O lançamento é resultado de um dos maiores projetos de digitalização de acervo já realizados no mundo e inclui documentos valiosos, como manuscritos dos escritores americanos Walt Whitman e David Thoreau. Também foram feitas mudanças no portal do acervo digital, onde os itens estão disponíveis — a ideia é facilitar e encorajar usuários a explorar as novas coleções, segundo o blog da NYPL.

Entre os novos itens relacionados ao Brasil, estão as fotos do livro The Negro in the New World, escrito pelo explorador britânico Sir Harry Johnston e publicado em Londres em 1910. Johnston nunca esteve no Brasil, mas tinha “informantes” no país — ao menos é o que diz o escritor Gilberto Freyre, que menciona o funcionário colonial britânico no livro Casa Grande e Senzala, publicado no Brasil em 1933.

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“Trabalhadores negros brasileiros em escavação de mina de diamante, Lençóis, Brasil Oriental”. New York Public Library, domínio público

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“Negros brasileiros (e luso-brasileiros) fazendo garimpo aluvial de diamantes”. New York Public Library, domínio público

As fotos, provavelmente tiradas logo após a abolição da escravidão no Brasil, retratam o cotidiano da população negra do país, sobretudo na Bahia.

Outro item disponibilizado pela Biblioteca é o “Livro de Figurinos do Exército Imperial Brasileiro de 1866″, um documento do exército obtido pelo médico holandês H. J. Vinkhuijzen no século XIX. O médico montou uma enorme coleção de uniformes militares do mundo inteiro, que foi doada à Biblioteca em 1911.

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“Caçador à pé, uniforme pequeno de inverno”. Da Coleção Vinkhuijzen de uniformes militares. New York Public Library, domínio público.

Há também uma gravura da partida de Dom Pedro II de Nova Iorque em 1876, após a sua viagem de três meses no Estados Unidos (o diário de Dom Pedro desta jornada, por sua vez, está disponível no site do Museu Imperial, do Rio de Janeiro). A gravura, de autor desconhecido, foi publicada pelo semanário literário Frank Leslie's Illustrated Newspaper, impresso nos EUA entre 1852 e 1922.

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“Nosso visitante imperial — partida para a Europa de Dom Pedro II, imperador do Brasil, no navio ‘Rússia’, 12 de Julho”. Publicado no Frank Leslie Illustrated Newspaper em 1876. New York Public Library, domínio público

Outro item, este de quando o Brasil já era uma república, é um perfil de Getúlio Vargas publicado pela revista do jornal norte-americano The New York Times, em 1942. Já as pinturas do artista alemão Johann Moritz Rugendas, que esteve no Brasil no anos 1820, foram digitalizadas pela primeira vez em alta resolução.

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“Vargas do Brasil”, publicado pela revista do New York Times em 11 de janeiro de 1942. New York Public Library, domínio público.

Além da digitalização, o NYPL Labs, divisão de iniciativas digitais da Biblioteca, também lançou outros três projetos: O Mansion Builder, um jogo em que é possível explorar plantas de apartamentos nova iorquinos da virada do século 20; um ‘Google Street View’ da 5ª avenida de 1911; e o Trip-Plannerque combina uma ferramenta de mapas com endereços recomendados pelo Green Book — um guia de viagem publicado entre 1936 e 1966 com indicações de hotéis e restaurantes nos Estados Unidos em que afro-americanos eram bem vindos.

O Global Voices já destacou outros documentos valiosos disponibilizados pela Biblioteca relacionados ao Vietnã, Japão e Índia.

  • Daniela Fernandes Alarcon

    Lençóis é na Bahia, logo, na porção leste/oriental do Brasil. A legenda da fotografia estava correta.

    • Claudio M. B. Ferro

      Típico dos americanos kkkkkk

    • Global Voices Lusofonia

      Oi, Daniela. Obrigada pela correção, já está modificado. A autora do artigo, que é baiana, tem um péssimo senso de direção ;-)