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Em Espanha procuram-se “jornalistas com coragem” para investigar o Tratado Transatlântico

No subúrbio madrilenho de Malasaña, a horta comunitária está contra o TTIP. (CC BY-SA 2.0)

No subúrbio madrilenho de Malasaña, uma horta comunitária está contra o TTIP. (CC BY-SA 2.0)

As principais preocupações dos grupos que se opõem ao Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (mais conhecido como TTIP, ou Transatlantic Trade and Investment Partnership), são a falta de transparência e a forma como o tratado vai afectar as comunidades envolvidas. 

Em Madrid, a Assembleia Popular de Tres Cantos, um grupo de activistas conhecido pela sua participação em protestos contra a crise económica, lançou um apelo a “jornalistas com coragem” para investigar o tratado entre a União Europeia e os Estados Unidos da América.

Num vídeo publicado no blog da organização, e disseminado pelas redes sociais, aparecem membros da assembleia com fotografias de profissionais que trabalham em grandes meios de comunicação de Espanha, e que têm ignorado o tratado na sua cobertura, lançando-lhes o desafio: 

Oficialmente, o TTIP vai facilitar o acesso aos mercados e ao investimento por parte de grandes empresas dos dois lados do Atlântico, e vai ter um impacto positivo na vida dos cidadãos da União Europeia e dos Estados Unidos da América.

No entanto, o sigilo em que o acordo está envolto, a ausência de debate público e o surgimento de documentos vazados são causa de preocupação para aqueles que acreditam que o TTIP significa perda de soberania nacional em prol de grandes corporações multinacionais, deterioração do meio ambiente, erosão dos direitos dos trabalhadores e consumidores e uma grande ameaça aos interesses do público alargado.

No início de Fevereiro, instituições europeias e americanas começaram a oitava ronda de negociações sobre o TTIP. Desde que o tratado começou a ser preparado, em 2012, todas as negociações têm tomado lugar a portas fechadas e sob a pressão das grandes corporações no sector industrial internacional, conforme reportou o Global Voices, citando organizações cívicas e cidadãos dos dois lados do oceano. 

Partidos políticos, movimentos sociais e associações espanholas que representam vários interesses uniram esforços para pedir maior transparência nas negociações do tratado e lançaram a plataforma “NÃO ao TTIP” (#NoAlTTIP). Uma das iniciativas online foi um protesto fotográfico ao qual se juntou a Horta Agroecológica Comunitária de Cantarranas com as seguintes imagens:

"Alimentos locais para as nossas cidades e cidadãos". Poster usado na acção contra o TTIP. (CC BY-SA 2.0)

“Alimentos locais para as nossas cidades e cidadãos”. Poster usado na acção contra o TTIP. (CC BY-SA 2.0)

Nas ruas de Madrid, a horta junta-se à campanha fotográfica contra o TTIP. (CC BY-SA 2.0)

Nas ruas de Madrid, a horta junta-se à campanha fotográfica contra o TTIP. (CC BY-SA 2.0)

Alguns meios de comunicação independentes de Espanha têm publicado artigos sobre as negociações em torno do TTIP e apelam à transparência: 

ENTREVISTA | Frédéric Viale, de ATTAC Francia: “El TTIP proviene del deseo de los lobbies, no de los pueblos” http://t.co/keIvvc9qn4

— eldiario.es (@eldiarioes) febrero 22, 2015

ENTREVISTA | Frédéric Viale, da ATTAC França: “O TTIP baseia-se nos interesses dos lobbies, não nos do povo” http://t.co/keIvvc9qn4

— eldiario.es (@eldiarioes) February 22, 2015

O  TTIP, ou como vender a alma ao diabo https://t.co/Kh9eQFJcfV por @ecanrog #TTIP pic.twitter.com/NM6Nd1EXAq

— Diagonal Periódico (@El_Diagonal) February 19th 2015

O que é a convergência reguladora do #TTIP? Conheça as armadilhas do tratado http://t.co/uNN5oJYIVa via @lamarea_com #TTIPSecret #NoalTTIP

— Amigos de la Tierra (@AmigosTierraEsp) (Friends of the earth) February 11th, 2015

Enquanto isso, o website Economía Ciudadana (Economia Cidadã) está a tentar obter os registos das negociações junto da Provedoria de Justiça Europeia:

@TeresaRodr_ Registo de reclamação sobre o pedido de acesso aos documentos do #TTIP entregue à Provedoria de Justiça Europeia #NoalTTIP http://t.co/aZ4gx7FO8A

— Economia Ciudadana (@citizeneconomy) October 21, 2014

Só será possível conhecer o verdadeiro impacto do TTIP quando o público tiver acesso aos registos das negociações e a informações sobre as reuniões que vão tendo lugar entre as instituições e os grupos de interesse. É preciso que os jornalistas se comprometam a investigar o tratado e que as organizações cívicas ofereçam o seu apoio. É por esse motivo que os interessados apelam a um maior envolvimento de “jornalistas intrépidos”.

2 comentários

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