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Corpos encontrados em três localidades mexicanas não são dos estudantes desaparecidos

Fotos de los estudiantes mexicanos desparecidos con claveles durante Acto simbolico frente a la embajada de Mexico en Bogota, Colombia el viernes 7 de Noviembre 2014. Foto de Flickr de la Agencia Prensa Rural.

Fotos dos estudantes mexicanos desaparecidos durante ato simbólico em frente a embaixada do México em Bogotá, Colômbia na sexta-feira, 7 de novembro de 2014. Imagem: Agencia Imprensa Rural. CC BY-NC-ND 2.0

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Os restos mortais recuperados nas localidades de Cerro Viejo, La Parota e Basurero de Cocula no estado mexicano de Guerrero não correspondem aos 43 estudantes desaparecidos, de acordo com o comunicado da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) divulgado no dia 11 de novembro de 2014.

O canal TeleSUR México divulgou uma notícia a respeito do resultado das análises das 24 amostras, nenhuma pertence aos alunos da Escola Normal Rural de Ayotzinapa Raúl Isidro Burgos.

Video: Restos hallados no son de alumnos de Ayotzinapa: forenses argentinos http://t.co/h76gARadRR #AyotzinapaSomosTodos

Desde as primeiras semanas de outubro a EAAF trabalha a pedido dos familiares das vitimas, nas sepulturas ilegais localizadas nos municípios de Iguala e Cocula no sul do México. Local onde, no dia 26 de setembro de 2014, seis pessoas morreram, 25 ficaram feridas e 43 desaparecem em um confronto entre a polícia de Iguala e o grupo criminal Guerreros Unidos.

“Cabe señalar que sobre la totalidad de restos recuperados en este sitio, 28 de ellos fueron recuperados inicialmente por la PGJ (Fiscalía General) de Guerrero de cinco fosas y los dos restantes por la PGR (Procuraduría General de la República) de una sexta fosa”, detalló el EAAF.

“Deve chamar a atenção sobre a totalidade dos restos mortais recuperados neste local, 28 deles foram recuperados inicialmente pela PGJ de Guerrero (Escritório do Procurador Distrital), e os dois restantes pela PGR (Escritório do Procurador Geral) de uma sexta sepultura” detalhou o EAAF.

De acordo com o procurador-geral do México, Jesús Murillo Karam, os estudantes foram assassinados, queimados e espalhados no rio San Juan, próximo a Cocula. As declarações que causaram espanto, raiva e indignação entre as famílias e os cidadãos mexicanos foram feitas sem qualquer certeza: os corpos não foram encontrados e estes fatos são baseados em “confissões“.

No dia do desaparecimento, os estudantes saíram para arrecadar fundos para as suas atividades. Isso significava pedir doações pelas ruas centrais, entrar em algumas lojas e até mesmo andar por algumas avenidas, de acordo com o jornal El Pais.

Em junho do ano passado, os alunos culparam o prefeito de Iguala, José Luis Abarca Velázquez, pelo assassinato e tortura do líder camponês Arturo Hernández Cardona e atacaram a prefeitura em protesto.

Abarca, e sua esposa, María de los Ángeles Pineda, foram identificados como responsáveis por ordenarem atacar os estudantes capturados no último dia 04 de novembro.

Global Voices está fazendo uma cobertura especial sobre estes acontecimentos.

Enquanto isso, a questão permanece em aberto, como disse Tatosky em sua conta no twitter.

Os investigadores argentinos dizem que os restos mortais em lixão não são dos estudantes de #ayotzinapa…… onde estão os #43? #SOSMexico

E novas perguntas surgiram, como aponta a companhia de teatro Tepito Arte Acá da Cidade do México em sua conta do Twitter:

A equipe de investigadores argentinos assinalaram que os restos mortais nas valas não são dos estudantes… Quem são eles? http://t.co/vkpVkjOMCU

A descoberta de mais sepulturas intensificou a dor entre os mexicanos.

@ramz_z13 escavar o nosso solo guerrerense é um ato de investigação. É dolorosa a situação, vivo em tixtla onde está a ayotzinapa.

O EAAF explicou em comunidado que a perícia que busca identificação dos restos mortais tem obtido os resultados genéticos do Laboratório The Bode Technology Group localizado nos Estados Unidos. O gabinete do procurador-geral mexicano enviará um conjunto diferente de restos mortais de uma vala comum descoberta em um barranco e no rio Cocula para a Universidade de Innsbruck, na Áustria, para identificação.

Esta matéria foi traduzida por Moises Mota.
Tradução editada por Davi Padilha Bonela como parte do projeto Global Voices Lingua