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Angola: Catequistas de Cabinda acusam o Governo de perseguição religiosa

Catequistas da Igreja Católica das Américas foram detidos pela policia angolana depois de protestarem contra o encerramento da sua igreja em frente à sede do Governo da província de Cabinda. A manifestação acabou em confrontos entre os protestantes e a policia.

 

A noticia refere que dezenas de igrejas foram mandadas fechar pela policia nacional por estas não estarem em conformidade com a lei vigente em Angola.

O responsável pela Igreja das Américas, Padre Casimiro Congo, acusa a Policia Nacional de ter “violentado” mulheres e detido catequistas indefesos. O sacerdote denuncia que a policia invadiu e destruiu as instalações da igreja quando catequistas e mulheres estavam a rezar “e como este povo já esta cansado dessas tiranias todas avançou para o comissariado para dizer da sua justiça.”
As reações no Twitter denunciam a forte presença policial em frente à Igreja do Padre Casimiro:

Os protestantes acusavam o governo de perseguição religiosa e de ignorar a liberdade de religião garantida pela Constituição da República quando se deu o confronto com a policia.

Padre Casimiro Congo. Foto: CabindaNation

Padre Casimiro Congo. Foto: CabindaNation

A residência do Padre Congo já tinha sido cercada pela policia em Agosto último por este ter acusado a “Igreja Católica de perseguição”. O clérigo afirma que os cristãos “estão amordaçados em Cabinda” e declara não compreender a razão da “perseguição a cristãos”.

Cabinda é um enclave situado entre a República do Congo e a República Democrática do Congo. Foi protectorado de Portugal desde 1885. Em 1920 passou a ser território integrante da então Província Ultramarina. Atualmente, é uma das 18 províncias da República Democrática de Angola. Contudo, Cabinda tem vindo a lutar pela independência desde 1960, primeiro sobre Portugal e posteriormente sobre a Angola.

 

Plataforma em Cabinda. Foto: Tom Jervis, CC BY 2.0 in Flickr

Plataforma em Cabinda. Foto: Tom Jervis, CC BY 2.0 via Flick

O enclave é rico em recursos naturais como petróleo no entanto, a sua população vive abaixo do limiar da pobreza. O território tem sido alvo de forte violência “fruto da excessiva presença de tropas angolanas” acusa a Frente de Libertação do Estado de Cabinda(FLEC) que tem apelado à “comunidade internacional mediação para forçar a Angola a terminar com a violência em Cabinda.”