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A internet e o poder das redes sociais em Moçambique

 
PicsArt_1415720335303Alguns jornalistas de renome em Moçambique têm contas em várias redes sociais, mas não acreditam no seu potencial para influenciar tomadas de decisão, acções de governação, participação social entre outros. Um dado que o próprio governo reconhece ao criar contas em redes sociais como no Twitter, Facebook, Instagram ou Whatsapp.

Em Novembro de 2013, uma carta de Carlos Nuno Castel-Branco circulou pelo Facebook a criticar a forma de governação de Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique. Em consequência, o autor da carta foi chamado a depor perante a Procuradoria-Geral no dia 26 de Maio de 2014.

Quando a Confederação das Associações Económicas (CTA) ofereceu um Mercedes Benz S350 ao Presidente da República, de imediato José Jaime Macuane, docente universitário da Universidade Eduardo Mondlane, escreveu um texto no Facebook a explicar que o acto violava a Lei da Probidade Pública. O assunto tornou-se Manchete de vários jornais e correu o país por mais de sete dias, mesmo depois do Mercedes ter sido devolvido, três dias mais tarde.

No contexto da promoção da cidadania, transparência e promoção da participação activa do cidadão, nas eleições que decorreram no dia 15 de Outubro, o Olho do Cidadão (encabeçado por Fernanda Lobato e Tomás Queface) desenvolveu uma plataforma digital – Txeka – o que permitiu a participação dos cidadãos na observação eleitoral de forma directa, através de SMS, Facebook, Twitter, Whatsapp e Correio electrónico. Facto que culminou com a criação de uma sala de análise conjunta, constituída por várias instituições da sociedade civil e personalidades, assim como uma parceria com a STV – estacão de televisão independente – que foi a que teve a maior cobertura em tempo real dos factos, dadas as informações enviadas pelos cidadãos, através dos canais do Txeka.

Apesar de em Moçambique, apenas 4,3% da população ter acesso a internet, a perspectiva Cidadão Repórter é valida e útil. Os debates em redes sociais influenciam, de certo modo, as acções do Governo.