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‘Txeka La’ desafia moçambicanos a tornarem-se observadores eleitorais

Categorias: África Subsaariana, Moçambique, Eleições, Mídia Cidadã, Política, Tecnologia
"Every citizen can be an observer." Image from Txeka's Facebook page. [1]

“Todo cidadão pode ser um observador.” Imagem da página de Txeka's no Facebook.

Os eleitores de Moçambique podem agora contar com a Txeka Lá [2], uma plataforma criada por “Olho do Cidadão” [3] – grupo de jovens estudantes da Universidade Eduardo Mondlane [4]em Maputo. A Txeka lá [5] visa garantir uma maior transparência em todo o processo eleitoral. 

As Eleições estão marcadas para o dia 15 de Outubro. Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE [6]), cerca de 11 milhões de pessoas [7] poderão votar e eleger um novo governo para um mandato de cinco anos.

O panorama político de Moçambique é ainda periclitante devido às marcas deixadas por uma guerra civil de 15 anos após a declaração da independência sobre Portugal em 1975. O país obteve as primeiras eleições democráticas em 1994 [En]. [8] Desde então, o processo eleitoral tem registado episódios de violência.

Em algumas regiões de Moçambique tem-se registado actos de violência entre militantes dos principais partidos de oposição [9].

As entidades oficiais e muitas organizações civis, tais como a plataforma Txeka Lá estão a trabalhar em conjunto para prevenir a violência [10] e fazer destas eleições mais transparentes.

A Txeka Lá baseia-se principalmente em sites de mídia social como Facebook e Twitter. Os utilizadores também podem denunciar casos de violência através de mensagens de texto via telemóvel, uma vez que o acesso à Internet no país é muito baixo em comparação com os países vizinhos [14].

Depois de recebidos os relatos de violência enviados pelos cidadãos, a plataforma encaminha as denuncias para as autoridades como a Policia e a CNE afim de tomarem medidas.

A plataforma considera, na sua página do Facebook, que é essencial saber como relatar um evento:

A transparência só será possível se as pessoas tiverem a possibilidade de observar as eleições e souberem como fazê-los.

 

Artigo actualizado em 29 de Outubro 2014 às 17.27 GMT +11. Versão anterior declarava incorrectamente “uma plataforma criada por um conjunto de organizações da Sociedade Civil”. Agradecemos a Uric Raul Mandiquisse por ter detectado o erro.