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Mulheres são minoria na blogosfera latina

Marita Seara Fernández, membro do coletivo Mulheres Construindo (Mujeres Construyendo),  lembrou que apenas 25% da blogosfera que escreve na língua espanhola é representado por internautas do sexo feminino.Ativista do grupo que tem a intenção de diminuir as diferença entre os gêneros nas tecnologias digitais, Marita recordou também que as latinas trabalham numa média de duas ou três horas diárias a mais que os homens, e, portanto, teriam menos tempo para dedicarem-se a estudos e atualização de novas ferramentas e plataformas. O dado é da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), que disponibilizou uma série de informações através de um vídeo informativo após a XII Conferência Regional Sobre a Mulher da América Latina, realizada em 2013.

Da Venezuela, a ativista escreve em seu blog:

Hay muchísimas voces femeninas en el mundo, sobre todo en países donde la represión, discriminación y desigualdad es parte de su día a día. ¿Pero qué hay de blogs escritos por mujeres latinoamericanas?, ¿de voces que presenten una realidad en sus comunidades o reflejen el empoderamiento y el liderazgo que muchas representan?. Hay pocas.

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Si comenzamos con que el acceso igualitario a internet es un derecho, para disminuir esta brecha es esencial el cambio o implantación de nuevas políticas públicas que van desde la alfabetización y la educación desde edades tempranas hasta la ayuda en el manejo y redistribución del tiempo de las mujeres, de manera así que puedan acceder al aprendizaje de estos recursos.

“Existem muitas vozes femininas no mundo, especialmente em países que repressão, discriminação e desigualdade fazem parte do cotidiano. Há blogs escritos por mulheres latinoamericanas? De vozes que sentem a realidade de suas comunidades e refletem o empodeiramento e liderança que muitas realizam? São poucos.
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Se começarmos com o acesso igualitário a internet, como um direito, para diminuir as distancias  da implantação de novas políticas públicas que vão desde a alfabetização e educação, desde crianças, até a ajuda do manejo e distribuição do tempo das mulheres com uma maneira de alavancar o aprendizado desses recursos

O motivo para menor participação, mostra o vídeo, é o fato de mulheres de comunidades mais afastadas se empenharem em atividades domésticas que precisam de dedicação, como cuidado com crianças e idosos.

[Matéria traduzida por Camilla Feltrin]