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VÍDEO: “Eles trabalham para morrer”, doença misteriosa mata nos canaviais da América Central

Trabalhadores que ganham a vida com o corte de cana-de-açúcar e outras plantações, nas terras costeiras da América Central, estão sendo atingidos por uma doença misteriosa:

En la región comprendida entre Panamá y el sur de México, los campesinos padecen insuficiencia renal a tasas no vistas en otras partes del mundo. Familias y poblados son devastados por la pérdida de generaciones casi enteras de hombres. 

Desde el año 2000, la insuficiencia renal crónica ha matado a más de 24.000 personas en El Salvador y Nicaragua, los dos países más afectados por el mal.

La investigación científica rigurosa apenas ha comenzado en las comunidades aquejadas, y se han recabado relativamente pocos datos concluyentes, pero los científicosconsideran que tienen una hipótesis creíble. Dicen que el origen de la epidemia parece estar en la inclemente naturaleza del trabajo realizado por los afectados.

Do Panamá ao sul do do México, trabalhadores rurais padecem de insuficiência renal, em números nunca antes vistos em outras partes do mundo. Famílias e vilas estão sendo devastadas pela perda de gerações quase inteiras de homens.

Desde 2000, a insuficiência renal crônica matou mais de 24 mil pessoas em San Salvador e na Nicarágua, de longe, os dois países mais afetados pela doença.

Pesquisas científicas rigorosas começaram há pouco nas comunidades afetadas pela epidemia, e até agora poucos fatos puderem ser estabelecidos. No entanto, cientistas estão cada vez mais próximos daquilo que acreditam ser uma hipótese plausível. Para eles, as origens da epidemia parecem estar na natureza exaustiva do trabalho realizado pelas vítimas.

Esteban Félix [en], fotógrafo peruano da Associated Press, documentou o efeito da epidemia em Chichigalpa, Nicarágua, uma das comunidades mais afetadas.

O trabalho acabou rendendo a Félix o Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo, na categoria de Imagem Jornalística, este ano. 

Neste vídeo, editado por Alba Mora (@albamoraroca), com música de Dan Bality, Félix conta as histórias por trás das fotos que tirou durante sua estadia em Chichigalpa. Em suas próprias palavras, ele resume:

Uno trabaja para vivir, pero en realidad esta gente trabaja para morir.

As pessoas trabalham para viver, mas na verdade, esta gente trabalha para morrer.

Açúcar Amargo de Alba Mora no Vimeo.

Tradução editada por Débora Medeiros como parte do projeto Global Voices Lingua