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Estudantes pressionam candidatos à presidência para reforma educacional no Chile

A Confederação dos Estudantes Chilenos (Confech) convocou uma marcha em prol de educação superior gratuita e de qualidade para todos os chilenos, em 17 de outubro. Foto compartilhada pela Prensa Opal no Facebook.

A Confederação dos Estudantes Chilenos (Confech) convocou uma marcha em prol de educação superior gratuita e de qualidade para todos os chilenos, em 17 de outubro. Foto compartilhada pela Prensa Opal no Facebook.

Exatamente um mês antes das eleições presidencial [en] e parlamentar, marcadas para 17 de novembro de 2013, estudantes chilenos foram às ruas para participar de protestos em defesa de uma reforma educacional no Chile.

Os protestos fazem parte das mobilizações [en] que demandam uma revisão [en] do sistema de ensino do país.

Em 16 de outubro, um dia antes dos protestos, a Federação dos Estudantes da Universidade do Chile (FECH) postou um vídeo [es] que relacionava a luta dos estudantes aos esforços da seleção nacional para qualificar-se para a Copa do Mundo de Futebol de 2014:

Ninguém disse que seria fácil. Ontem nós demos um grande passo. Hoje começa uma nova fase. Ainda há jogos para vencermos. Nunca mais sem nós. Nós nos vemos dia 17.

O website Revolución 3.0 [es] juntou fotos publicadas em tempo real nas ruas e transmitiu a marcha por live stream. De acordo com a página,

Esta marcha tiene como fin emplazar a los nueve candidatos a la presidencia de la república, sobre las medidas que tomarían en un eventual gobierno. El vocero de la Cones, Moisés Paredes, dijo que el “llamado que se le hace a todos los candidatos es claro [es], acá no se necesitan consignas de que van a hacer una gran reforma educacional, sino que se necesitan propuestas claras”.

Esta marcha tem como objetivo pressionar os nove candidatos à presidência da República para que tomem medidas caso sejam eleitos para o governo. O porta-voz da Cones [Coordenação Nacional do Estudantes Secundaristas], Moisés Paredes, declarou que o “chamado que se faz a todos os candidatos é claro [es], e não precisamos de promessas de uma grande reforma educacional. Precisamos de propostas claras”.

Raúl Martínez, repórter da TeleSur, escreveu no Twitter:

Estudantes advertem aos candidatos presidenciais que seguirão mobilizados caso eles não apresentem soluções para as demandas do movimento.

Cidadãos e veículos midiáticos compartilharam imagens, relatos e reações com as hashtags #NosVemosEl17 [es] (Nós nos vemos dia 17) e #marchaestudiantil [es]:

Milhares de estudantes dão início à marcha estudantil. #Yomarchoel17 [Eu marcho no dia 17]

Pela Alameda [avenida principal do centro de Santiago]

EDUCAÇÃO GRATUITA, gritam estas estudantes secundaristas, sem medo de repressão. Seguimos na marcha estudantil.

Milhares vão às ruas de Santiago para a marcha da Confech hoje. Foto por Sam Edwards/Jornal The Santiago Times.

Outros reagiram aos relatos de violência durante os protestos:

Eu apoio a causa do movimento estudantil, mas por que cair de novo nesses incidentes? No fim de tudo, vão falar apenas sobre isso.

E os bobos e delinquentes de sempre saem a provocar desordem na marcha estudantil.. E justamente na hora das notícias [na TV], que “curioso” isso.

Segundo a Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, 50 mil pessoas participaram dos protestos de 17 de outubro:

Hoje nós marchamos porque continuamos valentes! 50 mil pessoas nas ruas. Porque sem nós todos não haverá reforma! [Foto: “Os estudantes nos ensinaram a ser valentes”]