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Guiné-Bissau: Dia Internacional da Criança Africana

O Dia da Criança Africana [en], 16 de Junho, celebra os direitos inalienáveis das crianças, e foi estabelecido em 1991 pela Organização da Unidade Africana como homenagem às centenas de meninos e meninas que foram mortos no Levante de Soweto, na África do Sul em 1976, por se manifestarem contra a discriminação na educação. A data, enquanto acto de incentivo à juventude Africana,  representa um espaço de reflexão sobre formas de tornar a infância mais justa, sobre o acesso à educação sem distinção de género, crença e origem, e sobre a prevenção de problemáticas que afectam a comunidade, como a doença e a pobreza.

Sob o lema “Todos Juntos para Acções Urgentes a Favor das Crianças de Rua” em 2011 o objectivo era alertar sobre os perigos que os meninos e meninas de rua enfrentam, frequentemente sujeitos à violência, ao abuso e à exploração. A comemoração foi particularmente sentida na Guiné Bissau, um dos países mais pobres do mundo, onde 40% da população tem menos de 15 anos [en] e é não raras vezes arrastada para redes de tráfico humano [en] e de trabalho infantil.

Comemoração do Dia da Criança Africana no bairro de Bandim em Bissau.

Comemoração do Dia da Criança Africana no bairro de Bandim em Bissau.

O projecto Rising Voices “Vozes da Juventude de Bandim e Enterramento” publicou posts nos seus blogues sobre a comemoração do Dia nos bairros periféricos de Enterramento e Bandim, na capital da Guiné Bissau, Bissau. O evento foi organizado pela Associação dos Amigos de Criança (AMIC), que dá apoio a crianças vulneráveis de – ou em trânsito para – Bissau, para o reencontro familiar e consciencialização sobre os direito das crianças e prevenção de casos de tráfico. O dia culminou numa “gigantesca animação de música, dança tradicional e teatro a cargo dos criativos Netos de Bandim e do grupo Enterramento Unido” e também incluiu:

um encontro de futebol entre as crianças do Bairro de Bandim e de Enterramento, projecções de filmes, palestra, debates, música, dramatização, danças tradicionais sobre o trafico das crianças. Os animadores da AMIC aproveitaram a ocasião para alertar as crianças presentes nas comemorações para os perigos do tráfico e capacitá-las na identificação de situações de risco.

Também o evento serviu para o lançamento do livro “Vozes de Nós”, banda desenhada “Mininus di Rua” feitos no âmbito do projecto Meninos de Rua financiado pela ACEP. As crianças e jovens do Bairro de Enterramento e Bandim receberam também o “Manual dos Direitos da Criança” e o estudo “Engenhos de Rua”.

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