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Argentina: Juiz Reconhece Genocídio Armênio

Norberto Oyarbide [es], juiz federal da Argetina, deu uma sentença histórica em 1º de Abril de 2011, quando condenou o governo turco por cometer o crime de genocídio contra o povo armênio.

A causa se iniciou no ano 2000 depois do depoimento apresentado pelo escriba Gregario Hairabedian, de acordo com a página Miradas al Sur [es]:

La causa se inició a raíz de la demanda presentada en diciembre de 2000 por el escribano Gregorio Hairabedian, descendiente de armenios asesinados, quien pidió que se investigue por la suerte de 50 familiares directos en la provincias armenias (vilayetos) de Palú y Zeitún, en poder del entonces Imperio Otomano.

A esta querella se sumó luego la colectividad armenia de Buenos Aires por la matanza de población armenia en las provincias de Trebizonda, Erzerum, Bitlis, Diarbekir, Jarput y Sivas, que de acuerdo a estimaciones históricas costó la vida a un millón y medio de armenios en el primer genocidio del siglo XX.

A causa se iniciou como resultado da demanda apresentada em dezembro de 2000 pelo escriba Gregorio Hairabedian, descendente de armênios assassinados, que pediu que se investigasse o paradeiro de 50 familiares diretos nas províncias armênias (vilayetos) de Palú e Zeitún, em poder do então Império Otomano.

A esta ação foi então somada o Coletivo Armênio de Buenos Aires pelo massacre da população armênia nas províncias de Trebizonda, Erzerum, Bitlis, Diarbekir, Jarput e Sivas, que, de acordo com estimativas históricas, custaram a vida de um milhão e meio de armênios no primeiro genocídio do século XX.

O site Genocidio Armenio [es] relata os eventos que levaram à declaração do genocídio:

Del 23 al 24 de Abril de 1915 fueron detenidos, deportados a Anatolia y asesinados unos 650 dirigentes armenios de Constantinopla. A partir de entonces, se dio la orden de deportación de la población civil, desde las zonas de guerra en el Cáucaso, hacia los centros de reinstalación, en los desiertos de Siria y Mesopotamia.

El mismo esquema de arresto y asesinato de los líderes y de los hombres mayores de 15 años, así como la deportación del resto de la población -mujeres, ancianos y niños-, hacia los desiertos de Siria, se repitió en todos las localidades armenias.

De 23 a 24 de abril de 1915, foram detidos, deportados a Anatólia e assassinados cerca de 650 dirigentes armênios de Constantinopla. A partir de então, deu-se a ordem de deportação da população civil, desde as zonas de guerra no Cáucaso, até os centros de reinstalação, nos desertos da Síria e Mesopotâmia.

O mesmo esquema de prisão e assassinato dos líderes e dos homens com mais de 15 anos, assim como a deportação do resto da população – mulheres, idosos e crianças -, para os desertos da Síria, se repetiu em todas as localidades armênias.

O texto continua:

Esta larga marcha, que para muchos fue el camino hacia la muerte, era acompañada de violaciones, torturas y robo de lo poco que llevaban consigo los deportados. Los pocos que lograron sobrevivir, fueron trasladados a distintos puntos del Medio Oriente donde el hambre y las epidemias hicieron su parte.

Los hechos descriptos fueron encuadrados dentro del concepto de GENOCIDIO. Este término fue creado por Raphael Lemkin y aplicado por primera vez durante el juicio a los principales responsables del crimen contra los judios, durante la Segunda Guerra Mundial.

Esta longa marcha, que para muitos fora o caminho de sua morte, era acompanhada de violência, torturas e roubo do pouco que os deportados levavam consigo. Os poucos que conseguiram sobreviver foram movidos a pontos distintos do Oriente Médio, onde a fome e as epidemias fizeram sua parte.

Os eventos descritos foram enquadrados dentro do conceito de GENOCÍDIO. Este termo foi criado por Raphael Lemkin e aplicado pela primeira vez durante o julgamento dos principais responsáveis pelos crimes contra os judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.

Vale mencionar que a Argentina recebeu uma importante leva de imigrantes armênios fugindo do genocídio, cujos descendentes mantêm seus costumes e tradições, agrupados em diversas intituições que formam o Coletivo Armênio, como comenta o site Armenios On Line [es]:

Actualmente la colectividad armenia de la Argentina se estima que cuenta con aproximadamente de cien a ciento veinte mil armenios. Se han establecido siete escuelas armenias, siete iglesias armenias, también iglesias católicas y Evangélicas armenias, funcionan dos diarios, tres audiciones radiales, varias organizaciones políticas, grupos de beneficencia, clubes sociales, deportivos, restaurantes, grupos culturales como ser coros, grupos de danzas folklóricas armenias, grupos de teatro, bandas musicales, numerosas agrupaciones juveniles y también funcionan tres agrupaciones scout, y otros.

Atualmente, estima-se que a coletividade armênia da Argentina conte com entre cem e cento e vinte mil armênios aproximadamente. Estabeleceram-se sete escolas armênias, sete igrejas armênias, além de igrejas católicas e evangélicas armênias, além de dois jornais diários, três programas de rádio, várias organizações políticas, grupos de beneficência, clubes sociais, desportivos, restaurantes, grupos culturais como coros, grupos de danças folclóricas armênias, grupos de teatro, bandas musicais, numerosos agrupamentos juvenis e também operam três grupos de escoteiros, entre outros.
Memorial genocidio Armenia

Imagem do usuário no Flickr pablodf, Pablo Flores (CC BY-NC-ND 2.0)

Identificar-se com suas raízes e costumes e reviver as tradições, aquelas que emergem de valores familiares, eram alguns dos sonhos de Valeria Cherekian, nascida argentina e descendente de armênios, que conta sua experiência em seu blog, Birth Right Armenia [es] (ou “Direito de Nascer Armênia”):

Cuando pienso en las razones y los sentimientos que motivaron mi viaje a Armenia para trabajar como voluntaria recuerdo a mis abuelos: Nazik y Meguerdich Cherekian y Lusin y José Dadourian. Mis abuelos me enseñaban canciones armenias, que cantábamos todos juntos en cada entrañable reunión familiar… Así crecí, entre libros de escuela, historias que mis abuelos contaban y canciones que nos acercaban a la madre patria… Entre el idioma de mi sangre y el idioma de mi barrio, entre la escuela armenia y la universidad de Buenos Aires… Si me preguntan, soy armenia y argentina. Probablemente en ese orden.

Quando penso nas razões e nos sentimentos que motivaram minha viagem à Armênia para trabalhar como voluntária, lembro-me de meus avós: Nazik e Meguerdich Cherekian e Lusin e José Dadourian. Meus avós me ensinaram canções armênias, que cantávamos todos juntos em cada reunião familiar íntima… Assim cresci, entre livros da escola, histórias que meus avós contavam e canções que nos aproximavam da pátria mãe… Entre o idioma do meu sangue e o idioma da minha vizinhança, entre a escola armênia e a Universidade de Buenos Aires… Se me perguntam, sou armênia e argentina. Provavelmente nesta ordem.

Como resultado do importante número de pessoas que forma o Coletivo armênio na Argentina [es], principalmente descendentes de terceira ou quarta gerações das vítimas do genocídio, os testemunhos apresentados e as provas serviram para incitar o início da demanda apresentada. No blog de Lic. Baleno, El Magna [es], os leitores podem ver algumas das atuais declarações dos descendentes armênios que serviram de testemunhos-base para a sentença. Ao mesmo tempo, o site El Argentino.com [es] publicou “A resolução declaratória dos eventos históricos conhecidos como o genocídio do vilarejo armênio — anos 1915/1923, a sentença [es].”

O discurso da sentença do juiz Oyarbide pode ser visto num video [es] no YouTube.

A reação turca não demorou, de acordo com uma reportagem do jornal La Voz [es]:

Turquía fustigó ayer el fallo del juez argentino Norberto Oyarbide en el que dictaminaba que el gobierno del país euroasiático cometió genocidio en contra de armenios durante la Primera Guerra Mundial.

Según el ministro de Relaciones Exteriores de Turquía, Ahmet Davutoglu, ese fallo “es un ejemplo de cómo los nacionalistas extremos pertenecientes a la diáspora armenia abusan de los sistemas legales”.

A Turquia se revoltou com a sentença do juiz argentino Norberto Oyarbide em que determinou que o governo do país euroasiático cometera genocídio contra armênios durante a Primeira Guerra Mundial.

Segundo o ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, esta sentença “é um exemplo de como os nacionalistas extremos pertencentes à diáspora armênia abusam dos sistemas legais”.

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