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Egito: A Visão da Jordânia

Este post é parte de nossa cobertura especial dos Protestos no Egito em 2011.

A Jordânia não é um dominó regional em termos políticos, já que nosso descontentamento geral é com nosso governo, nossas políticas e nosso sistema quebrado, e não com Sua Majestade, o Rei Abdullah II; mesmo que não concordemos com suas decisões. De fato, temos muito trabalho a fazer para atacar nossos grandes desafios internos e nossas tentativas frustradas de reformas, algo que está evoluindo lentamente para uma conversa sincera e aberta, e este é o trabalho que temos à frente na Jordânia. A Jordânia prefere o xadrez ao dominó.

Por outro lado, o clima está acalorado nas ruas jordanianas em apoio às manifestações no Egito. O povo está atento às notícias e aos eventos, há bate-papos relacionados ao Egito em vários níveis sócio-econômicos, culturais e políticos, e alguns estão tomando as ruas para comunicar esse apoio. A comunidade jordaniana ativa nas redes sociais prolonga esse apoio, engajando-se e amplificando as vozes de egípcios pró-democracia. O que tem sido feito e o que se sente realmente na Jordânia tem a ver com um almejado sentimento árabe. Orgulho árabe. O Egito é hoje um grande símbolo disso. Jordanianos, como outros, querem pertencer a um novo e orgulhoso mundo árabe de liberdade e dignidade humana.

Protestos têm ocorrido em frente à Embaixada Egípcia em Amã, com entre cem e duzentas pessoas motivadas, vindas dos mais diferentes caminhos da vida e determinadas a apoiar a causa de egípcios na Praça Tahir, no Cairo, e em outras localidades do Egito, faça chuva ou faça sol. Essas multidões incluem egípcios, parte dos cerca de 500.000 vivendo e trabalhando na Jordânia como parte integral de nossa força de trabalho. Egípcios que demonstram orgulhosos a sua solidariedade aos seus pares de seu país natal.

Dina, uma estudante de arquitetura, escreveu em seu blog [en]sobre um dos protestos locais aos quais se juntou em Amã:

“…The people also chanted in support of Tunisia, Yemen, Iraq, Palestine as well as Sudan, communicating the importance of a popular revolt and how it is the way to the reform the entire region needs.”

“… O povo também cantou em apoio à Tunísia, ao Iêmen, ao Iraque, à Palestina e também ao Sudão, comunicando a importância de uma revolta popular e como este é o caminho para a reforma de que a região como um todo precisa.”

Aqui estão algumas das fotos de Dina:


Egypt, Egypt free. Mubarak get out.
[Egito, Egito livre. Mubarak, vá embora.]


Egypt, Jordan is with you.
[Egito, a Jordânia está com você.]


Ontem, éramos tunisianos. Hoje somos egípcios. Amanhã seremos livres.

Aramram compartilha [ar] o vídeo abaixo de um dos protestos. Juntamente com os cantos populares, algumas mensagens foram gravadas por jordanianos aos egípcios:

Os cartazes dizem, em ordem de aparição:

“Take note, I'm Arab”
“Enough lying promises”
“Rise up Arabs, Egypt has risen”
“United with the free youth of Egypt”

“Tome nota, sou árabe”
“Chega de promessas mentirosas”
“Levantem-se, árabes, o Egito está de pé”
“Unidos com a juventude livre do Egito”

E as mensagens dos jordanianos aos protestantes egípcios são:

“We salute the great Egyptian people. They have always been revolutionary since Gamal Abdel Naser days. We salute you and hope to overcome the Mubarak regime. The people of Egypt have been oppressed and have long tolerated a corrupt system. They lost billions and lived in poverty and unemployment and we hope they emerge victorious, God willing.”
“We support the Egyptian people, and we are all one. We feel with everything every Egyptian is going through. We have similar unemployment here, and all dictatorships must fall, and that is the domino effect.”
“Congratulations to the people of Egypt who bring back the days of Abdel Naser.”
“They deserve it and we are with them.”
“Keep going until they bring down the Mubarak regime. We in Jordan are with them all the way. The Egyptian people don't need support, we are with them. Egyptians are the leaders of the Arabs.”
“We are with you, keep going, don't stop. We're with you till the end.”
“I salute them and say continue with your revolt. God willing you emerge victorious and achieve what you want.”

“Saudamos o grande povo egípcio. Eles sempre foram revolucionários desde os dias de Gamal Abdel Naser. Saudamo-vos e esperamos que superem o regime de Mubarak. O povo do Egito tem sido oprimido e tolerou por muito tempo um sistema corrupto. Perderam bilhões e viveram na probreza e no desemprego, e esperamos que eles emerjam vitoriosos, se Deus quiser.”
“Apoiamos o povo egípcio e somos todos um. Sentimos por tudo o que cada egípcio está passando. Temos desemprego similar aqui, e toda ditadura deve cair, e esse é o efeito dominó.”
“Parabéns aos povo do Egito que traz de volta os dias de Abdel Naser.”
“Eles merecem, e estamos com eles.”
“Continuem assim até derrubarem o regime de Mubarak. Nós na Jordânia estamos com eles em todo o percurso. O povo egípcio não precisa de apoio, nós estamos com eles. Os egípcios são os líderes dos árabes.”
“Estamos com vocês, continuem, não parem. Estamos com vocês até o fim.”
“Eu os saludo e digo ‘continuem com sua revolta’. Deus queira que emerjam vitoriosos e que consigam o que querem.”

E então o guarda-chuva da ONU apareceu, apenas como abrigo contra a chuva.

Este post é parte de nossa cobertura especial dos Protestos no Egito em 2011.

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