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Bangladesh: Uma Criança para Reconstruir uma Escola

Categorias: Sul da Ásia, Bangladesh, Ativismo Digital, Desastre, Desenvolvimento, Esforços Humanitários, Filme, Juventude, Mídia Cidadã, Viagem

Tudo o que foi preciso foi uma criança  falar sobre a destruição da sua escola em frente à câmera: durante os meses que se seguiram e graças a Shawn Ahmed do Projecto Uncultured e Nerdfighters [1], o mundo reuniu-se noYouTube e arrecadou-se dinheiro suficiente para reconstruir a escola.

[2]Pidahouse no quadro de assinaturas, [1] por Shawn Ahmed [1]sob licença da CC BY NC SA [1].

[Nota da tradutora: todos os links neste post são em inglês]

Este vídeo [1] conta a história: o ciclone Sidr atinge Bangladesh em 2007: chocado com a morte de tantas crianças, Shawn registou os estragos e focou a sua atenção num rapaz, Pidahouse, um sobrevivente que o levou a caminhar pela cidade para que Shawn visse os estragos que o ciclone havia provocado na escola. Depois que o vídeo foi ao ar, os Nerdfighter, uma comunidade do canal VlogBrothers YouTube [3] ajudou o Projecto Uncultured [4] [Projeto sem Cultura] a angariar dinheiro para ajudar o rapaz. Primeiro, angariaram-se fundos para reparar o telhado e à medida que o dinheiro aparecia aproveitava-se para reconstruir e tornar a pintar a escola e até mesmo para adquirir novas secretárias escolares. O que torna esta história ainda mais impressionante é o facto destas doações não estarem sequer isentas de impostos conforme  escreve Shawn em seu  site: [4]

This isn’t a charity or NGO – this is just an experiment in charitable community.

Because it’s not anything formal, donations are not tax-deductible.

Isto não é uma ONG ou caridade – isto é apenas uma experiência de caridade comunitária.

Porque não é nada formal. As doações não são deductíveis.

Shawn manteve-se ocupado no ano passado e nós temos seguido a sua aventura humanitária. Desde os esforços de ajuda em  2007 e 2008 [5], até à campanha por água potável. [6] Apesar de Shawn ter vários vídeos no seu site, ele não actualiza com muita frequência e isso talvez seja bom, ainda que abale  a sua classificação no YouTube [1]:

Although I want to, I also can’t make videos on a regular & frequent schedule. I’m forced to balance doing a good job on-the-ground with spending time making videos.

In some cases, the projects I do take years to complete. They require planning, networking, budgets, on-the-ground trust building, and also need to account for natural disasters & political unrest which push back schedules.

Embora queira, não consigo fazer vídeos dentro de um esquema regular. Sou forçado a gerir o bom trabalho que faço no terreno com a realização dos vídeos.

Nalguns casos, os projectos que faço levam anos a ficarem prontos. Eles exigem planejamento, trabalhos na rede, orçamentos, criação de laços de confiança no terreno e é também preciso levar em conta os desastres naturais e a agitação política que atrasam os horários.

Segue um vídeo com a presença do Shawn na  VidCon [7], uma conferência sobre vídeos online, onde partilhou um vídeo com a audiência: The Boy who Lived [8] [O Rapaz que sobreviveu] é um vídeo que mostra uma história que levou 1000 dias para ser contada.

Os posts de Shawn Ahmed são tocantes, perspicazes e amplos: tocam tópicos variados e diferentes relacionados com a pobreza: desde Fazendo o bem e Voluntarismo [1] até às  éticas da nudez na pobreza fotográfica [1], passando igualmente pela criação de casos [1]para que as instituições de caridade não se fiquem apenas pelos porta-vozes das celebridades e que invistam na pessoa comum e nas suas audiências online. Siga e assine o canal do Shawn no YouTube [1] para uma dose de optimismo e para ter a visão de como uma pessoa pode mudar a vida de outras, um pouco de cada vez.