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Quirguistão: O rescaldo do levante popular

Nas últimas semanas, a atenção dos blogueiros quirguizes tem sido muito firmemente centrada em acontecimentos políticos neste pequeno e montanhoso país centro-asiático. Em todo o país, memoriais foram realizadas para as pessoas que morreram em choques entre o governo e oposição nos dias 7 e 8 de abril.

Sergei Vysotsky, uma fonte incansável para [conhecer] os eventos que acontecem na região de Issyk Kul do país, relata um fundo recente criado pela Escola Secundária Chekov No.6 em Karakol. O fundo é destinado a ajudar as famílias dos seis ex-moradores da região que perderam a vida nos confrontos [ru]:

“Our pain is very sincere, we express our deepest condolences to the bereaved families,” the School's Director Raisa Karimova told blogger and journalist Vysotsky. “Our team has decided to transfer one day's salary into the Fund for Children left without Fathers,” she continued. “Maybe our modest contribution ammounts to nothing more than a drop in the ocean, but without such drops, the sea cannot happen.”

“Nossa dor é muito sincera, nós expressamos nossas profundas condolências às famílias desoladas”, a diretora da Escola, Raisa Karimova, disse ao blogueiro e jornalista Vysotsky. “Nossa equipe decidiu transferir o salário de um dia para o Fundo para Crianças deixadas sem Pais”, continuou ela. “Talvez a nossa modesta contribuição não seja mais que uma gota no oceano, mas sem essas gotas, o mar não pode existir.”

O fundo já conseguiu levantar 7 mil soms ($160).

Outro usuário, optimist [otimista], resumiu a mistura de emoções que acompanharam a revolução em um curto e multi-colorido post [ru]:

“There is so much I want to write about the recent “events” in my country. But the words won't come together as a sentence: Chaos, demonstrations, looting, murder, provocation, press conferences, toadying, lying, patriotism, blood, violence, tears, drunkenness, robbery, guard, the crowd screams, photographer, the area, fear, shots, money, slander, soldiers, flag, smoke, rain, Twitter, border, night, uncertainty, hope …”

“Há tanta coisa que eu quero escrever sobre os recentes “eventos” no meu país. Mas as palavras não vêm juntas como uma frase: Caos, manifestações, saques, assassinatos, coletivas de imprensa, provocação, bajulação, mentira, patriotismo, sangue, violência, lágrimas, embriaguez, roubo, guarda, a multidão grita, fotógrafo, o área, medo, fotos, dinheiro, calúnia, soldados, bandeira, fumaça, chuva, Twitter, fronteira, noite, incerteza, esperança … “

A esperança é de fato um tema recorrente enquanto os blogueiros tentam chegar a termos com a vida sob o governo provisório recém-instalado do país.

Mas outros blogueiros são mais críticos sobre o estado da política no Quirguistão. Theseabiscuit acusa o governo provisório de envolvimento direto com os ataques e saques que dissolveram todo o senso de ordem no Quirguistão [ru]:

“The people should probably not be blamed for these acts,” theseabiscuit judges. “In any case, the driving lever of the revolution is always the elite. Until the elite alter, in both form and substance, nothing anywhere will work.”

“As pessoas provavelmente não devem ser responsabilizadas por esses atos”, theseabiscuit julga. “Em qualquer caso, a alavanca de condução da revolução é sempre a elite. Até a elite mudar, em forma e substância, nada vai funcionar em qualquer lugar. “

Em um post intitulado “My Soul aches for my native Kyrgyzstan” [Minha alma dói pelo meu Quirguistão nativo], Adilets [ru] coloca em forma de gráfico a queda do regime de Bakiev como tendo se iniciado no segundo semestre de 2009, e atribui isto à sua “crescente confiança”, após este período. Adilets celebra também a demolição da taxa tiyin 60 ($0,01) de conexões móveis, uma marca do reinado do impopular presidente deposto.

O blog[ueiro] de língua inglesa thespektator escreve sobre a bizarra relação entre Bakiev e o clube de futebol Inglês Blackpool FC, enquanto aidea consegue salvar algum humor de uma situação trágica, adaptando uma antiga expressão soviética e considerando a revolução como um rito de passagem no país:

“Every Kyrgyz man,” the user writes, “should, over the course of his life, build a house, plant a tree, raise a son and break into the White House.”

“Todo homem quirguiz,” o usuário escreve, “deveria, ao longo de sua vida, construir uma casa, plantar uma árvore, criar um filho e invadir a Casa Branca”.

1 comentário

  • Quirguistão: O rescaldo do levante popular…

    Nas últimas semanas, a atenção dos blogueiros quirguizes tem sido muito firmemente centrada em acontecimentos políticos neste pequeno e montanhoso país centro-asiático. Em todo o país, memoriais foram realizadas para as pessoas que morreram em choques …

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