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Chile: Sebastián Piñera é o Novo Presidente

A coalizão de centro-esquerda Concertación de Partidos por la Democracia, deu adeus a vinte ano de mandato no Chile pós-ditadura. Pela primeira vez desde que a democracia foi reinstituída no Chile com o fim do regime de Augusto Pinochet em 1990, um candidato de direita – Sebastián Piñera Echeñique– foi pronunciado presidente-eleito.

Símbolo da campanha de Sebastián Piñera - do Comando de Sebastián Piñera e usado sob licença Crative Commons

Símbolo da campanha de Sebastián Piñera – do Comando de Sebastián Piñera e usado sob licença Crative Commons

Con 51.61% dos votos, Piñera da Coalición por el Cambio (Coalizão pela Mudança), uma coalizão de partidos de centro-direita, venceu o candidato apresentado pela Concertación,  Eduardo Frei Ruiz-Tagle, no segundo turno de 17 de janeiro.

Esta eleição histórica tem estado no radar dos blogueiros há meses. Para alguns, como Monserrat Nicolas, de Curvas Políticas [es], este ciclo eleitoral foi apenas mais do mesmo:

Con cada ciclo electoral, la Concertación saca del closet “el pasado” y machaca el tema de la “dictadura” ante lo cual la Alianza responde con la “corrupción eterna” y su elevada postura moral. Todo porque le es oportuno para captar votos.

A cada ciclo eleitoral, a Concertación tira do closet “o passado” e insiste na questão da “ditadura” ao que a “Alianza” responde com a “eterna corrupção” e sua elevada postura moral. Tudo isto porque lhes é oportuno para captar votos.

Mas Sergio Correa Espinosa do blog  Política Ficción [es] mostra uma visão mais positiva sobre estas eleições:

Independiente del candidato que salga victorioso, Chile ya no será el mismo a partir del lunes. Esta elección, mas que todas las anteriores de los últimos 20 años, marcaran con toda seguridad un antes y un después. El desgaste de la Concertación, la aparición de nuevas fuerzas políticas, la posibilidad cierta de que la derecha gane la elección y el empoderamiento ciudadano, hacen que independiente de cual sea la coalición ganadora, el mapa político chileno se reorganice después del domingo 17.

Independentemente do candidato que saia vitorioso, o Chile já não será mais o mesmo a partir de segunda-feira. Esta eleição, mais que todas as anteriores dos últimos 20 anos, marcou seguramente um antes e um depois. O desgaste da Concertación, o surgimento de novas forças políticas, a forte possibilidade de que a direita ganhe as eleições e o empoderamento cidadão fazem que, independente de qual seja a coalizão vencedora, o mapa político chileno se reorganize depois do domingo, dia 17.
Foto de alegre partidário de Piñera e usada sob licença Creative Commons.

Foto de alegre partidário de Piñera por Sopapos, no Flickr. Usada sob licença Creative Commons.

A análise e o entusiasmo de Espinosa sobre a democracia chilena foi compartilhada por muitos blogueiros e usuários do Twitter – mesmo quando seu candidato preferido não fora o eleito – ao rapidamente compartilhar suas opiniões através destes meios sociais. Rodrigo Maragaño [es], diretor criativo do doop.cl, postou uma frase no Twitter que foi re-twittada com entusiasmo pelos simpatizantes de Frei e pelos que se opunham à Piñera:

Con respecto a estas elecciones, acá va mi opinión: Chile necesita pasar por un Bush para elegir un Obama.

A respeito destas eleições, aqui vai minha opinião: O Chile precisa passar por um Bush para eleger um Obama.

Por outro lado, Gonzalo Bustamante Kuschel, professor de filosofía política, escreveu positivamente sobre Piñera em seu blog [es]:

Triunfó, seamos claro, el candidato que tenía más condiciones […] Si hay algo que tiene el nuevo presidente es energía, aguante e inteligencia.

Triunfou, sejamos claros, o candidato que tinha mais condições […] Se há algo que tem o novo presidente é energia, perseverança e inteligência.

Contudo, para muitos votantes que somente se lembram de um mandato ditatorial por parte da direita, Piñera representa uma grande incerteza: Como governará um presidente de direita na democracia chilena de hoje? O blog de esquerda  Chile Liberal [es] diz ao presidente eleito:

El país le dijo NO a la dictadura en 1988, y ha repetido la misma respuesta por más de 20 años. Señor Piñera: no crea que ahora Chile cambió de opinión. Actúa como estadista y consciente de que escribes la historia del país […] Limítate Tatán a dar estabilidad para que la sociedad dialogue. El que manda es el pueblo, no tú. Tu función es administrar las cuestiones de Estado, y no dártelas de no sé qué cosa

O país disse NÃO à ditadura em 1988, e repetiu a mesma resposta por mais de 20 anos. Senhor Piñera: Não creia que agora o Chile mudou de opinião. Atue como estadista e consciente de que escreves a história do país […] Limite-se Tatán [apelido de Piñera] a dar estabilidade para que a sociedade dialogue. Quem manda é o povo e não você. Sua função é administrar as questões de Estado, e não se mostrar arrogante.

Outros blogueiros, como o advogado e jornalista Héctor Soto, vêem esta eleição como um passo positivo à reconciliação depois da ditadura de Pinochet e depois de vinte anos de governo de transição:

El triunfo de Sebastián Piñera pone fin al veto de dos décadas con que el electorado castigó a la centroderecha por su falta de sintonía con los tiempos y por su colaboración con el gobierno militar […] Si Piñera hace de Chile un país más eficiente, cumplirá la promesa. Pero sólo sorprenderá si hace un país más equitativo y mejor.

O triunfo de Sebastián Piñera põe fim ao veto de duas décadas com que o eleitorado castigou a centro-direita por sua falta de sintonia com os tempos [modernos] e por sua colaboração com o governo militar […] Se Piñera fizer do Chile um país mais eficiente, cumprirá sua promessa. Mas só surpreenderá se fizer um país melhor e mais igual.

Os chilenos não foram os únicos atentos às eleições; usuários do Twitter de outros países latinoamericanos, especialmente da Venezuela, expressaram sua admiração pela democracia e pelo processo eleitoral do Chile, como a venezuelana Gisela Carmona:

Que envidia Chile, su democracia, sus elecciones, sus candidatos, sus discursos, su civismo… Viva la democracia

Que inveja, Chile; sua democracia, suas eleições, seus candidatos, seus discursos, seu civismo… Viva a democracia

Sebastian Piñera será empossado em 11 de março de 2010. Servirá um mandato de quatro anos e, de acordo com a constituição chilena, não poderá se apresentar como candidato para um segundo mandato consecutivo.

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