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República Dominicana: A Crise de Energia Continua

Com menos de três meses no cargo de Vice-presidente da Corporação Dominicana das Companhias Elétricas Estatais [es] (CDEEE, na sigla em espanhol), o empresário Celso Marranzini viu a necessidade de buscar ajuda fora do país para solucionar o sério problema de energia [en], o qual recentemente alcançou níveis críticos.

Uma delegação emcabeçada por Marranzini viajou até a Coréia do Sul para buscar assistência técnica para ajudar a resolver o problema de energia [es], no qual metade das instalações elétricas estão fora de serviço sob o argumento de que estão em manutenção. Entretanto, isso resultou em um déficit de energia de 600 Megawatts, em que os dominicanos tem sido submetidos à faltas de energia de 9-10 horas por dia.

Como este é um problema contínuo que parece piorar para até os atuais níveis críticos, a população tem demonstrado o seu descontentamento após se apegarem à esperança de que Marranzini poderia resolver o problema. Essas quedas de energia estão causando frustração e críticas sobre a liderança de Marranzini. Os usuários do Twitter Elvis Medina e Ana Peguero proporcionam algumas reflexões sobre a situação:

@anapeguero: Arroyo Hondo tenía circuito 24 horas hasta que llegó Marranzini, ahora nos dan apagones por un tubo… y la factura más cara to los días!!!

(O bairro) Arroyo Hondo tinha energia 24h por dia até Marranzini chegar, agora temos apagões, e as contas mais caras.

@elvismedina: Espero q para estas navidades, el sr. Marranzini, se convierta en Santa Claus y nos regale un poquito mas de ENERGIA…Oremos por eso..

Esperançosamente para este Natal, o Sr. Marranzini se tornará o Papai Noel e nos dará um pouco mais de ENERGIA… Vamos rezar por isso.

Além disso, protestos de rua contra as quedas de energia aconteceram em lugares como na província de Barahona e o Distrito Nacional. O incidente mais recente aconteceu na cidade de Santiago, onde uma pessoa morreu e muitas outras foram presas [es].

Como um anterior crítico do CDEEE antes de ser nomeado para dirigir a entidade, muitos esperavam que Marranzini poderia resolver este problema que já acontece há mais de 40 anos, e que se tornou um obstáculo no desenvolvimento do país.

Enquanto Marranzini tem se concentrado em melhorar as finanças do CDEEE e a redução da folha de pagamento, ele não foi capaz de reduzir os apagões. Os cortes atingiram o ponto de terem piorado desde que ele assumiu o cargo em agosto de 2009, mantendo o sistema elétrico em um estado tão delicado, que alguns até mesmo pediram o retorno de Radhames Segura, seu antecessor.

Apagão

Charge por Harold Priego que descreve o chamado de retorno do Segura para seu cargo antigo, que é preferível à situação de quedas de energia. Charge publicada com permissão.

A solução vai além da mudança de um funcionário público para outro. Há alguns que atribuem a situação a interesses pessoais e políticos. Para outros, como o Dr. José Antonio Vanderhorst, consultor em energia elétrica, a questão central é a estrutura do sistema elétrico nacional. Ele escreve no blog do Grupo Millennium Hispaniola [es]:

… por sí misma la despolitización es insuficiente. Es absolutamente necesario cambiar el sistema (eléctrico) que sigue muy influenciado por el paradigma de la CDE y de la capitalización que están orientadas a la oferta, cuando los problemas más complejos están en los aspectos sociales, organizacionales y culturales, que se corresponden al consumo que está en el lado de demanda.

Es urgente dar un giro para desarrollar e integrar los recursos de la demanda. La urgencia está en que la decisión de cambio de ley necesita ser introducido en el acuerdo con el FMI. De lo contrario, seguiremos sin resolver la crisis sistémica del sector eléctrico.

… a despolitização em si é insuficiente. É absolutamente necessário mudar o sistema (elétrico) que continua a ser grandemente influenciado pelo paradigma da CDEEE e pela capitalização, que é orientada para o fornecimento, quando os problemas mais complexos são os aspectos sociais, organizacionais e culturais que correspondem ao consumo e demanda.

É importante fazer uma mudança para o desenvolvimento e integração dos recursos da demanda. A urgência na decisão de mudar a lei é que tal mudança precisa ser introduzida no acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Por outro lado, ainda continuaremos sem resolver a crise sistêmica no setor elétrico.

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