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Camboja: Política do Arroz

O arroz é mais do que um alimento básico na dieta cambojana. Ele envolve também questões de direito à terra, ao comércio e às relações internacionais.

Um artigo no blogue The Mirror [EN] revela a frustração dos cambojanos, incluindo a de Cheam Yeap, um dos dirigentes do partido do povo cambojano, no qual revela que terras são arrendadas ao Vietnã, seu país vizinho. The Mirror cita Cheat Khmer, Vol.1, #40, 18.3.2009:

Thousands of hectares of citizen’s land lying along the Yuon [Vietnamese] border of An Giang Province, bordering Svay Rieng and Prey Veng, are being leased to Yuon companies by Khmer authorities along the Yuon border to grow agro-industry crops. The Phnom Penh Post published an article on 26 February 2009, quoting the Svay Rieng governor, Mr. Cheang Am, that 10,000 hectares of land in Svay Rieng are prepared to be leased to Yuon companies along the border and also, the Prey Veng governor, Mr. Ung Samy, told the Phnom Penh Post that he will discuss with Yuon officials in Yuon [Vietnam] about the leasing of rice fields along the border to Yuon companies to come to do rice cultivation in Khmer territory.

Centenas de hectares de terras dos cidadãos da província de An Giang, vizinha às regiões de Svay Rieng e de Prey Veng, as quais se estendem ao longo da fronteira com o Vietnã, estão sendo arrendadas a companhias vietnamitas pelas autoridades de Khmer naquela fronteira geográfica de forma a aumentar as colheitas da indústria agrária. The Phnom Penn Post publicou um artigo em 26 de fevereiro de 2009, citando o governador de Svay Rieng, Mr. Cheang Am, no qual 10.000 hectares de terra em Svay Rieng são preparadas para serem arrendadas a companhias vietnamitas na fronteira.  Além disso, o governador de Prey Veng, Mr. Ung Samy, disse ao The Phnom Penn Post que ele discutirá com oficiais de Yun [Vietnã] sobre o arrendamento dos campos de cultivação de arroz na fronteira em modo que as companhias vietnamitas voltem a cultivar o arroz no território de Khmer.

Yeap é preocupado com os arrendamentos porque estes mudarão o conceito de propriedade de terra, resultando em uma diminuição do território cambojano. Outros, como Prum Soanara, um engenheiro, acha que a terra é melhor aproveitada se ela vem dada aos próprios cidadãos do país para cultivarem o arroz.

KI Media [En] destaca o problema da importação ilegal de arroz com um artigo publicado no The Nation:

The Thai Rice Exporters’ Association and the Board of Trade of Thailand (BoT) will soon propose that the Commerce Ministry set up a Public Warehouse Organisation as an “import agency” to oversee rice imports once the Asean Free Trade Area (Afta) eliminates all import tariffs.

A Associação Tailandese dos Exportadores de Arroz e o Ministério do Comércio e Indústria da Tailândia (BoT) proporão logo que o ministro do comércio estabeleça uma organização pública de armazenagem como uma “agência de importação” para inspecionar as importações de arroz, uma vez que a Área Asiática de Livre Comércio (Afta) elimine todas as tarifas de importação.

A agência estabeleceria medidas para proteger os agricultores tailandeses, como por exemplo, exigindo que o arroz importado fosse usado somente como matéria-prima na indústria. Porém, os exportadores estão preocupados que tais proteções encorajem aqueles que estão procurando manipular o sistema e, desse modo, será maior o volume do comércio ilegal de arroz, incluindo aquele cultivado no Camboja.

Além da sua função prática, o arroz é símbolo da cultura cambojana, como mostra o vídeo abaixo. Essa parte de Khmer Civilization [En] apresenta imagens do arroz desde a sua cultivação até a sua comercialização no mercado:

A imagem minimizada usada é do Flickr de Nohch

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