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Blogueiros árabes lutam contra a “judaização” de Jerusalém

Jerusalem Old City from Mount of Olives.
Imagem do Wikipedia

Jerusalém, “Al-Quds” em árabe, é um tema central do conflito israelo-palestino. A anexação de Jerusalém Oriental por Israel, com base na “Lei de Jerusalém”, foi amplamente condenada pelas Nações Unidas e suas instâncias correlatas. A resolução 478 do Conselho de Segurança (aprovada em 1980), resultou na saída de quase todas as embaixadas estrangeiras de Jerusalém.

As autoridades israelenses são criticadas pelas políticas em vigor que vão na direção de promover uma maioria judaica e “judaizar” Jerusalém pela expulsão dos árabes e demolição de suas casas em Jerusalém Oriental, com o argumento de que eles não possuem alvarás de construção, bem como por tornar extremamente difícil para um árabe obter um.

De acordo com um relatório do Banco Mundial, o número de violações de construção registradas entre 1996 e 2000 foi de quatro vezes e meia maior nas áreas judaicas, mas houve quatro vezes menos ordens de demolição expedidas em Jerusalém Ocidental comparado com a parte Oriental.

O último ato de desapropriação foi interpretado como um ultraje pelos blogueiros árabes. Khaled Alsoud, da Jordânia, fala a respeito da situação dos árabes na cidade:

20000 ألف مقدسي فقدوا حقهم بالإقامة عبر سحب البطاقات الزرقاء من 6000 رب عائلة و12000منزل مهدد بالهدم من قبل الدولة الصهيونية و جدار الفصل العنصري الذي أخرج 151423 مقدسي خارج إطار مدينة القدس ومنع التواصل بكافة أشكاله مع المقدسيين الذين احتجزوا داخل المدينة، كما في القدس 23 حاجز صهيوني يقطع أوصال المدينة ويعيق \أو يمنع\ أهلها من التواصل فيما بينهم أو مع الآخرين خارج الجدار.
والآن وجهت دولة الاحتلال الصهيوني إنذارات لـ 88 عائلة”1500 مقدسي” بالإخلاء وذلك لهدم بيوتهم بحجة التراخيص، وإنشاء حديقة عامة مكان تلك البيوت وفي أخطر وأوسع عملية تهجير منذ حي المغاربة.

Vinte mil residentes de Jerusalém perderam seus direitos de residência através da retirada de cartões azuis de seis mil famílias; doze mil casas estão sob ameaça de demolição pelo Estado Sionista e o muro do “apartheid”, o qual apartou 151.423 residentes da cidade e proibiu todas as formas de comunicação como os que ficaram presos dentro dela. Al Quds (Jerusalém) tem vinte e três cruzamentos a dividindo e obstruindo, ou ainda proibindo seus habitantes de se comunicarem entre eles e com os que se encontram do lado de fora do muro.
Agora, o Estado Sionista de ocupação emitiu avisos de desapropriação para 88 famílias (mil e quinhentas pessoas) para a demolição de suas casas sob a premissa de que eles não possuem as devidas permissões, com o intuito de estabelecer um parque no mesmo lugar, no que constitui a maior e mais perigosa desapropriação desde a demolição do Quarteirão Marrroquino.

Syriangavroche emite sua análise da situação [ar]:

من الواضح أن كل هذه الأمور تجري بغية فرض أمر واقع قبيل أي جلسة مفاوضات مع الجانب الفلسطيني بخصوص القدس, فإفراغ القدس من سكانها العرب شكلاً و مضموناً هو إعادة بناء واقع جديد يمكن فرضه على الجانب الآخر و خصوصاً إن كان جانباً ضعيفاً مثل السلطة الوطنية الفلسطينية.

É obvio que os acontecimentos estão indo na direção de forçar um fato consumado antes de haver alguma sessão de negociação com respeito ao lado palestino de Jerusalém, esvaziando-a de seus habitantes árabes, o que significa reconstruir uma realidade inteiramente nova que pode ser forçada para o outro lado, especialmente se for o mais fraco, como a Autoridade Nacional Palestina.

Jafra traz à memória [ar] o assassinato de importantes literatos pelo Mossad, como Ghassan Kanafani, Wael Zuaiter e Naji Al Ali, dando ênfase na importância do conhecimento e da cultura na dinâmica do conflito:

الفكرة و القلم و العلم اهم من الاسوار العالية واهم و بنادق مصوبة و قناص ينتظر و طائرة تبحث عن هدف

O pensamento, a caneta, e o conhecimento são mais importantes que os altos muros e rifles apontados, um atirador de elite e um avião procurando um alvo.

Ela pleiteia apoio para as festividades do Al Quds Capital da Cultura Árabe de 2009 [ar]:

انا الان و هم ايضا في القدس لا يدعونكم لمجزرة و لا لحرب او اعلان ثورة
هو مجرد دعوة لدعم هذا الحدث لجعله يليق بالقدس

Eles em Al Quds, e eu, não estamos chamando para um massacre, uma guerra, nem uma declaração de uma revolução. Este é apenas um convite para apoiar o evento e fazer jus a Al Quds.

Alghait da Síria pede [ar] aos blogueiros sírios para criar um “Blog para a Semana Al Quds”.

من بين الضجيج العذب للمدونات السورية أدعو نفسي وإياكم أن نخصص أسبوع للتدوين من أجل القدس كما كان الأول للجولان
أدعو نفسي وإياكم أن نعمل لإخواننا كما عملنا لأنفسنا
ولتكن من المدونات السورية أولاً ..

À parte do doce barulho dos blogs sírios, eu demando que vocês estabeleçam uma semana para blogar por Al Quds, do mesmo modo que fizemos durante a Semana de Blogar por Golan.
Eu peço para que todos nós trabalhemos por nossos irmãos assim como fizemos por nós mesmos.
Deixem os blogs sírios liderarem o caminho.
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1 comentário

  • Alfredo, bem-vindo a um dos espaços de cidadania planetária mais fundamentais para que com informação consigamos vencer o muro sionista da mídia.

    É assustador o que a política sionista de Israel vem realizando nestes 60 anos impunemente; é assustador que os líderes da Liga Árabe fechem os olhos para o genocídio étnico dos palestinos, para o tratamento de 3a classe destinado a eles.

    Só com informação e trabalho como o seu e de todos os tradutores do global voices poderemos romper um pouco o cerco do discurso único.

    Parabéns
    Conceição Oliveira

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