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Ativistas indígenas buscam novo domínio .indigi

Marginalizados e oprimidos por séculos, povos indígenas – comunidades nativas pelo mundo consideradas minorias pelos estados – buscam autonomia na Internet. Encorajados pela oportunidade de criar domínios de Internet genéricos [generic top level domains (gTLD), em inglês], alguns ativistas querem registrar seu próprio domínio de Internet – [ponto] indigi. Mas estarão eles aptos para superar o desafio econômico da Internet?

O site oficial da campanha é www.dotindigi.com, com o apoio de grupos no Facebook e Google. O projeto Ponto Indigi é comandado pelo ativista Karaitiana Taiuru, Maori nativo da Nova Zelândia, que foi apontado pela Força Tarefa Indígena Internacional para liderar o projeto. O senhor Taiuru foi o primeiro a aparecer nas notícias no dia 5 de fevereiro:

[…]

.indigi is a self governing generic Top Level Domain Name for the international Indigenous Peoples population to participate in their own self governing domain name.

[…]

Today we officially begun our publicity campaign[…]

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.indigi é um domínio de Internet genérico autogovernado pela população internacional Indigenous Peoples para participar de seu domínio autogovernado.

[…]

Anunciamos hoje oficialmente o início de nossa campanha publicitária[…]

Indigenous People's Issues Today dá mais detalhes sobre o projeto:

The Dot Indigi organization will apply to ICANN [Internet Corporation for Assigned Names and Numbers] for a new gTLD (or other if the community suggest a different version) to represent all indigenous groups of the world, thus removing the existing indigenous representation issues of the predominantly English DNS. The ability to include non English characters will be a priority at the 2nd and subsequent Levels.

The gTLD will offer registration at the 2nd Level Domain to indigenous organizations who would then govern their own domain name space and resell/distribute 3rd Level Domain names or retain a general project type name at the 2nd Level via the official .indigi registrars. Several other 2nd Level Domains will be made public to cater to indigenous individuals or smaller such groups who cannot justify the expense and set up of their own 2nd Level Domain.

[…]

For example: NZ [New Zealand] Māori may apply for .māori.indigi and create a new set of domain names to accommodate their culture. So say for Māori schools, there could be .kura.māori.indigi . Then Māori schools can have their name at the start of the address.

[…]

A organização Ponto Indigi se inscreverá no ICANN [Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, entidade sem fins lucrativos, multilateral, que organiza a concessão de domínios e de endereços IP no mundo] para um novo gTLD (ou outro, se a comunidade sugerir uma versão diferente) para representar todos os grupos indígenas do mundo, dessa forma retirando os fluxos de representação do DNS em inglês. A habilidade de incluir caracteres não-ingleses serão uma prioridade nos domínios de 2º nível e subseqüentes [nota do tradutor: na hierarquia do Domain Name System (DNS), um domínio de 2º nível (SLD) é um domínio que está diretamente depois do Domínio (TLD). Por exemplo, em globalvoicesonline.org, globalvoicesonline é o domínio de segundo nível do .org, que por sua vez é o TLD].

O gTLD oferecerá registro no domínio de 2º nível para organizações indígenas que então vão governar seu próprio espaço de nome de domínio [nota do tradutor: vulgarmente conhecido como o endereço completo do site], e então revender/redistribuir nomes do domínio de 3º nível ou reter o projeto geral do nome no 2º nível através do registro oficial .indigi. Muitos outros domínios de 2º nível serão tornados públicos para atender indivíduos indígenas ou grupos pequenos que não podem justificar os gastos ou o registro de seus próprios domínios de 2º nível.

[…]

Por exemplo: Māori de NZ [Nova Zelândia] podem se registrar por .māori.indigi e criar um novo grupo de nomes de domínios para acomodar sua cultura. Então as escolas Māori poderiam ser .kura.māori.indigi. E, finalmente, as escolas Māori podem ter seus próprios nomes no começo do endereço.

[…]

Singing to the Plants explica o processo:

A top-level domain is the last part of an Internet domain name. The original set of these TLDs, defined in October 1984, is still the most familiar — .com, .edu, .gov, .mil, and .org, to which .net was added in the first implementation of the domain name system. Management of TLDs is in the hands of the Internet Assigned Numbers Authority (IANA), which operates under contract to the Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN).

Over the years, new TLDs — now called generic TLDs, to distinguish them from, say, country-code TLDs — have been added, and now .aero, .biz, .coop, .info, .museum, .name, and .pro are all operational, even if not widely used. Several additional new gTLDs have been approved in principle, although only .mobi, for the delivery of the Internet to mobile devices, seems to have aroused much interest.

Most important, in June 2008, ICANN approved the recommendation of a new gTLD program which would allow just about any organization to apply to reserve its own gTLD. Under this system, for example, Microsoft could apply for .msn, Google for .google, or New York City for .nyc. The implementation plan for the new system is expected to be published in 2009. The plan must then be approved by the ICANN Board before the system is implemented. ICANN is currently aiming to receive applications for domains starting in the second quarter of 2009.

This new plan is now seen as an opportunity for indigenous peoples to have their own gTLDs — .taino, for example, or .shipibo. But applying for a gTLD requires significant resources of time, money, and expertise.

[…]

Um domínio é a última parte do nome de domínio da Internet. O conjunto original desses TLDs, definidos em outubro de 1984, ainda é o mais comum – .com, .edu, .gov, .mil, e .org, aos quais .net foi adicionado na primeira implementação do DNS. O gerenciamento dos TLDs está nas mãos da Internet Assigned Numbers Authority (IANA), que opera sob contrato da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN).

Ao longo dos anos, novos TLDs — agora chamados TLDs genéricos, para distinguir, por exemplo, TLDs com códigos de países — foram adicionados, e agora .aero, .biz, .coop, .info, .museum, .name, e .pro são todos operacionais, mesmo se não são amplamente usados. Muitos gTLDs novos adicionais foram aprovados a princípio, contudo apenas .mobi, para o serviço de Internet em aparelhos portáteis, parece ter despertado interesse.

O mais importante é que, em junho de 2008, ICANN aprovou a recomendação de um novo programa gTLD no qual permitiria qualquer organização se inscrever para reservar seu próprio gTLD. Sob este sistema, por exemplo, Microsoft poderia se inscrever para .msn, Google para .google, ou New York City para .nyc. O plano de implementação para o sistema novo é esperado para publicação em 2009. O plano deve então ser aprovado pelo conselho do ICANN Board antes de que o sistema entre em vigor. ICANN atualmente está focada em receber incrições para domínios começando no segundo trimestre de 2009.

Este plano novo é visto agora como uma oportunidade para povos indígenas para terem seus próprios gTLDs — .taino, por exemplo, ou .shipibo. Mas se inscrever para um gTLD requer quantias significantes de tempo, dinheiro e conhecimento.

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Com uma taxa de inscrição de $185.000 – dinheiro pode ser o maior obstáculo nesta campanha, diz o consultor Antony Van Couvering:

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Although I applaud the idea and the effort, I admit to being steamed at ICANN that they have allowed a fee structure that blocks new TLDs for these, certainly among the most deserving applicants.
[…]

Embora aplauda a idéia e o esforço, eu admito estar com raiva do ICANN por ter permitido uma taxa de estrutura que impede novos TLDs para estes povos, que certamente estão entre os inscritos que mais merecem.
[…]

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