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EUA: Homeland Guantanamo, quando videogames contam a verdade

O Sonho Americano se transformou em pesadelo para milhares de imigrantes com e sem documentos nos Estados Unidos da América,  que estão agora encarcerados por meses e anos nos centros de detenção da imigração [En] espalhados pelos EUA, a espera de julgamentos e deportações, por vezes sem terem cometido nenhum crime pior do que uma violação de trânsito ou outra pequena contravenção.

Um novo jogo online interativo produzido pela organização de direitos humanos Breakthrough [En] usa o vídeo para ilustrar as injustiças que vários imigrantes detidos e suas famílias vem enfrentando. Em Homeland Guantanamo [En], os jogadores assumem o papel de um jornalista tentando obter mais informação a respeito de um detento que morreu sob custódia. A história do detento é real.

Navegando através de um modelo em 3D do centro de detenção, assistindo entrevistas em vídeo com detentos verdadeiros, os jogadores descobrem pistas enquanto aprendem fatos importantes sobre as injustiças sofridas por imigrantes que são pegos por um sistema judicial que parece ter sido feito para deportar a maior quantidade possível de pessoas.

Um dos vídeos no jogo mostra uma mulher de Santa Lúcia cuja filha de 17 anos foi detida por 3 anos, por ter sido pega uma vez e multada por fumar maconha.

Um artigo do jornal New York Times sobre um costureiro de 54 anos da Guiné que morreu em um centro de detenção em Nova Jersey [En] foi a fonte de inspiração para o jogo Homeland Guantanamo.

Uma vez que o mistério no fim do jogo é solucionado, os jogadores são convidados a visitar o “jardim memorial” devotado a todos aqueles que morreram, e podem publicar comentários, escrever seus próprios testemunhos ou publicar fotos.

Vozes online para os sem voz

O Observatório de Direitos Humanos (Human Rights Watch) estima [En] que mais de 300.000 pessoas foram deportadas dos Estados Unidos da América por pequenos crimes não-violentos (em comparação com as 140.000 que foram deportadas por crimes violentos) desde 1996.

Não há muita consciência do público a respeito desta questão nos Estados Unidos da América, apesar do fato de que 87 homens e mulheres [En] morreram em centros de detenção desde 2003.

No ano passado, a Breakthrough ganhou acesso para entrevistar mais três residentes permanentes legais dentro de um centro de detenção para a criação de outro jogo de computador similar, chamado I.C.E.D (I Can End Deportation – Eu Posso Parar Com as Deportações) [En].

Muitos outros ativistas que estão fazendo campanhas em favor dos imigrantes nos EUA também se voltaram para o ambiente online para difundir informações e conscientizar as pessoas.

Em LaGrange, ativistas Anabatistas Cristãos do estado da Geórgia criaram este vídeo de um protesto em frente a um centro de detenção de imigrantes com mais de 1000 detentos (via Young Anabaptist Radicals [En]).

No blogue da organização One America with Justice for All (Uma Só América com Justiça para Todos), Pramila Jayapal convida as pessoas a lerem seu relatório [En] sobre abusos dos direitos humanos em um centro de detenção de Tacoma, Washington, dizendo:

I believe America is so much better than this. And I believe that most Americans, if they knew what was happening in their name at our detention centers across the country, the would stop this injustice. Most Americans want people to be treated fairly and humanely.

“Eu acredito que a América é tão melhor do que isso. E eu acredito que a maioria dos americanos, se soubessem o que está acontecendo em nome deles em nossos centros de detenção ao redor do país, iriam parar com esta injustiça. A maioria dos americanos quer que as pessoas sejam tratadas justa e humanamente.”

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