Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 1

Agora que você já conheceu, e se arrepiou, com algumas lendas, mitos e assombrações latino-americanas selecionadas por Juliana Rincón em seus dois artigos (parte 1, parte 2) sobre o tema para o Global Voices, é hora de mergulhar no universo imaginário popular do imenso Brasil.

Neste primeiro de três artigos onde sentaremos à beira da fogueira virtual e ouviremos as histórias de assombrações e encantos do imaginário brasileiro contadas pela lusosfera, vamos nos debruçar sobre as histórias contadas em sites sobre cultura e folclore brasileiros.

Sombra Nocturna, por O Pirata no Flickr. Publicado sob licença Creative Commons BY 2.0 Licence

Um dos melhores sites sobre lendas e folclore do Brasil é o Jangada Brasil, uma reconhecida revista sobre cultura brasileira. Nele se encontra uma pequena porém excelente biblioteca de mitos e lendas, parada certa para qualquer falante do português que esteja em busca de material sobre mitos e lendas brasileiras. E é o Jangada Brasil que vai começar com as histórias desta noite, nos contando sobre o Negrinho do Pastoreio, a temível Cuca e sobre a assombração mais urbana da Loira do Banheiro:

Negrinho do Pastoreio

Escravo, órfão, o menino pertencia a um fazendeiro rico, cruel e arrogante. Maltratado por todos, principalmente pelos filhos do senhor, sofreu inúmeros castigos e barbaridades. Ao perder a tropilha de cavalos de seu amo, foi surrado sem piedade. Seu corpo moribundo foi, então, jogado à boca de um enorme formigueiro, para que as formigas o devorassem. No dia seguinte, o fazendeiro, atormentado, correu ao local e não mais encontrou o supliciado. Em vez disso, viu Nossa Senhora e o Negrinho, seu afilhado, são e feliz, montado em um cavalo baio, pastoreando uma tropilha de cavalos invisíveis.

O Negrinho do Pastoreio é mito de origem gaúcha, com fundamentos católicos e europeus, divulgado com finalidades morais. A compensação e redenção divinas  aos sofrimentos terrenos. A tradição popular concedeu-lhe poderes sobrenaturais, canonizando-o. Possui inúmeros devotos. Afilhado da Virgem, encontra objetos perdidos, bastando prometer-lhe um toco de vela que será dado à madrinha. Em algumas versões, oferece-se também, um naco de fumo para o menino.

A Cuca

A cuca é um papão, um ente fantástico que mete medo às crianças causando pavor. Sua aparência varia de lugar para lugar, mas a maioria das pessoas diz que ela tem a forma de uma velha, bem velha e enrugada, corcunda,  cabeleira branca, toda desgrenhada, com aspecto assustador. Ela só aparece à noite, sempre procurando por aquelas crianças que fazem pirraça e não querem ir dormir cedo. Então, a cuca as coloca num saco, levando-as embora para não se sabe onde e faz com elas não se sabe bem o que, mas, com toda certeza, trata-se de algo muito terrível.

Ela também é chamada de coca ou coco e assombra crianças de Portugal, Espanha, alguns países africanos e tribos indígenas brasileiras. Em alguns lugares ela é um velho, em outros, se parece com um jacaré ou uma coruja.

Existem muitas canções e versos sobre a cuca. Luís da Câmara Cascudo, em Geografia dos mitos do Brasil, indica a seguinte cantiga, comum no Nordeste brasileira:

Dorme, neném
Se não a cuca vem
Papai foi pra roça
Mamãe logo vem

A loira do banheiro

Ela vive nos banheiros das escolas. Possui farta cabeleira loira, é muito pálida, tem os olhos fundos e as narinas tapadas por algodão, a fim de que o sangue não escorra. Causa pânico entre os estudantes.

Dizem que era uma aluna que gostava de cabular as aulas, escondendo-se no banheiro. Um dia, caiu, bateu com a cabeça e morreu. Agora, seu fantasma vaga à espera de companhia, assombrando todos aqueles que fazem o mesmo que ela costumava fazer. Em outras versões, é uma professora que se apaixonou por um aluno. Terminou assassinada, a facadas, pelo marido traído. Tem o rosto e o corpo ensangüentados, as roupas em frangalhos.

Loura ou loira do banheiro, menina do algodão, big loura. Lenda urbana contemporânea que ocorre, com modificações, em todas as regiões do Brasil. Algumas vezes é uma mulher feita, outras vezes, uma menina. Os locais de sua aparição podem variar: escolas, centros comerciais, hospitais. Entre os caminhoneiros, surge nos banheiros de estrada, de costas, linda, corpo perfeito, belas pernas. Porém, ao se voltar para sua vítima, com o rosto sangrento, causa o horror.

Acredita-se, também, que seja possível invocá-la. Para isto, basta apertar a descarga por três vezes seguidas ou chutar, com força, o vaso sanitário. Então, ela aparecerá, pronta para atacar a primeira pessoa que entrar no banheiro.

Algumas pessoas discordam que a Loira do Banheiro seja a mesma assombração que a Big Loura. Alguns até dizem que não há uma assombração chamada Big Loura no Brasil. Uma amiga minha, que é uma grande estudiosa das lendas urbanas da Loira do Banheiro, disse-me que há várias outras formas de invocar esta assombração. Algumas delas envolvem sangue, ou xingamentos ditos em frente a um espelho, e em alguns casos a Loira do Banheiro viria para pegar aquele que a invocou. Outras versões desta lenda dizem que este assombração encontrou seu fim depois de ser estuprada enquanto matava aula dentro do banheiro. Estes fatos são todos profundamente misteriosos, e nós vamos nos debruçar mais profundamente sobre eles na segunda parte desta série.

No site PerfeitaUnião.org encontramos material sobre muitos mitos brasileiros, como o Boitatá, versão brasileira do Will o’ Wisp [En] britânico e da Luz do Mal latino-americana, a lenda do Curupira, os mitos da Iara Mãe-d'Água e do Uratau, pássaro cujo canto assusta os caboclos e encanta os índios Tupi-Guarani:

Boitatá

Esta é uma versão brasileira do mito explicativo do fogo-fátuo ou santelmo, existente em quase todas as culturas. Na Alemanha, ele é a Irrlicht (a luz louca), que é carregada por minúsculos e invisíveis anões. Na Inglaterra é o Jack with a lantern que, em forma de fantasma, guiava os viajantes pelos charcos e banhados; na França é o Sinistro Moine des marais (monge dos banhados), com as mesmas finalidades de guias de pântanos; em Portugal são as alminhas, as almas dos meninos pagãos ou a alma penada que deixou dinheiro enterrado não se podendo salvar enquanto este ficar infrutífero.

No Brasil é um mito dos mais antigos e de origem quase que totalmente indígena. Seria uma cobra-de-fogo que vagava pelos campos, protegendo-os contra aqueles que os incendeiam. Às vezes transformava-se em grosso madeiro em brasas que fazia morrer, por combustão, aquele que queima inutilmente os campos. O boitatá foi citado por Padre Anchieta em carta de São Vicente de 31 de maio de 1560. O padre traduziu o nome por “cousa de fogo, o qiue é todo fogo”. Mbai, coisa e tatá, fogo, davam a versão exata: um fogo vivo que se desloca, largando um rastro luminoso. Como há outra palavra tupi parecida, mboi, cobra; chegou-se a mboi-tatá, a cobra de fogo. Também é conhecido como uma serpente de fogo, que reside na água, ou uma cobra grande que mata os animais, comendo-lhe os olhos; por isso fica cheia de luz de todos esses olhos. Touro ou boi que solta fogo pela boca. Espírito de gente ruim, que vaga pela terra, tocando fogo nos campos ou saindo que nem um rojão ou tocha de fogo, em variantes diversas. É conhecido por diversos nomes em diferentes regiões do Brasil.

No Norte e Nordeste é chamado de batatão, no Centro-Sul de boitatá, bitatá, batatá e baitatá. Já em Minas Gerais também é conhecido como batatal, e ainda como biatatá, na Bahia. Prudentemente, Anchieta dizia: “O que seja isto, ainda não se sabe com certeza”.

\'Curupira, Saci and others\', by ~ferigato user at DeviantART

Curupira, Saci and others, pelo usuário ~ferigato no DeviantART. Publicado sob licença Creative Commons BY-NC-ND-3.0 License

Curupira

A primeira assombração indígena a ser adotada pelos europeus foi o curupira. Anchieta se refere a ele em carta de 30 de maio de 1560, escrita de São Vicente, São Paulo: “É coisa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios a quem os brasis chamam de Corupiras, que acometem aos índios muitas vezes, no mato, dão-lhes de açoites, machucam e matam. São testemunhas disso alguns de nossos irmãos que viram, algumas vezes, os mortos por eles. Por isso, costumam os índios deixarem em certos caminhos, que por ásperas brenhas vai ter ao interior das terras, no cume da mais alta montanha, quando por cá passam, penas de aves, abanadores, fechas e outras coisas semelhantes, como uma espécie de oblação, rogando fervorosamente aos curupiras que não lhes façam mal”. É um dos poucos casos de oferenda propiciatória que se verifica entre os índios brasileiros. A criação de mito semelhante se verifica em quase todas as culturas antigas.

O curupira é descrito como um indiozinho ágil, de pés voltados para trás, cabelos vermelhos ou cabeça raspada, protetor das árvores e da caça, senhor dos animais que habitam a floresta. Antes das grandes tempestades, percorre a mata percutindo o tronco das árvores para assegurar a sua resistência. Personifica o rumor da floresta e as incertezas de quem se aventura mata adentro. Quando quer pode ser bondoso. Mas, em geral, ele voltava-se contras os caçadores em defesa dos animais.

Seu assobio estridente é motivo para o caçador se apavorar e perder-se na mata. Nota-se que não é um gênio bom. É enganador e assassino. Seus pés virados iludem os perseguidores por deixar rastros falsos no chão. Pode, contudo, ajudar a alguns caçadores em troca de comida, dado-lhes armas e transmitindo-lhes segredos que, se revelados, são punidos com a morte.

Iara, a Mãe-d'água

Alguns mitos brasileiros misturaram-se a lendas européias. Como exemplo começamos com uma estória que viajantes portugueses encontravam por aqui. Eles ouviam falar de um fantasma marinho, afogador de índios, que espantava pescadores e lavadeiras, era o “ipupiara”, um monstro meio homem, meio peixe, que para se divertir, saía das águas para matar. Tempos mais tarde o ipupiara tornou-se a “uiara”, uma versão portuguesa da sereia. Depois uiara virou “iara” que “significa senhora das águas”, também conhecida como mãe-d'água. Depois de várias transformações a lenda conta que a mãe-d'água é uma bela mulher de longos cabelos loiros e olhos verdes, que vive em um palácio no fundo das águas, para onde atrai os jovens com quem deseja casar.

Uratau

O uratau é um pássaro solitário e de hábitos noturnos que dificilmente se deixa ver. Pousado na ponta de um galho seco, fitando a lua e estremecendo a calada da noite, emite seu canto tenebroso assemelhado a um lamento humano. Por este motivo, o povo também o chama de “mãe-da-lua”. Seu grito talvez seja o mais assustador de todos, entre as aves. “Meu filho foi, foi, foi…” – interpreta o povo. Por causa de seu grito, o uratau é muitas vezes associado a maus presságios, mas segundo a mitologia tupi-guarani, é uma ave benfazeja.

Segundo a lenda, uma moça guarani chamada Nheambiú, apaixonou-se profundamente por um bravo guerreiro tupi chamado Cuimbaé, que caíra prisioneiro dos guaranis. Nheambiú pediu a seus pais que consentissem o casamento com Cuimbaé. Todos os insistentes pedidos foram negados, com a alegação que os tupis eram inimigos mortais da nação guarani. Não podendo mais suportar o sofrimento, Nheambiú saiu da taba. O cacique mobilizou seus guerreiros na procura da filha e, após uma longa busca, a jovem índia foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, tal qual uma estátua de pedra, sem dar nenhum tipo de sinal de vida. O feiticeiro da tribo alegou que Nheambiú perdera a fala para sempre, a não ser que uma grande dor a fizesse voltar a ser o que era antes. Então a jovem recebeu todos os tipos de notícias tristes, a morte de seus pais e amigos, mas ela não dava nenhum sinal, até que o pajé falou “Cuimbaé acaba de ser morto”. No mesmo momento a moça, lamentando repetidas vezes, tomou vida e desapareceu dentro da mata. Todos que ali estavam transformaram-se em árvores secas, enquanto que Nheambiú tomou a forma de um uratau e ficou voando, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda de seu grande amor.

Falando sites de cultura brasileira, o reconhecidíssimo site colaborativo de cultura brasileira Overmundo, ganhador do Golden Nica de Comunidades Digitais do ano de 2007 [En], também possui uma grande quantidade de artigos interessantes sobre mitos e lendas do Brasil. Mas um dos que mais me chamou a atenção foi o trabalho de um grupo de ilustradores e roteiristas do sul do Brasil que realizou uma novela gráfica que mescla ilustração, fotografia, colagem, prosa e poesia para dar um novo tratamento à lenda do Negrinho do Pastoreio:

Fazemos uma releitura da lenda do Negrinho do Pastoreio, mais conhecida pela versão do escritor regionalista João Simões Lopes Neto, publicado no livro “Lendas do Sul”, em 1913. A esta trama inicial costuramos elementos da religiosidade afro-brasileira, lendas africanas e pencas de referências das histórias em quadrinhos.

Uma curiosidade: o livro Lendas do Sul foi a primeira obra literária em português publicada pelo Projeto Gutenberg, instituto que distribui gratuitamente livros e e-books na internet.

Segundo os próprios autores do post, que também são autores da novela gráfica, o projeto já mudou um bocado nos últimos tempos e pode ser acompanhado no blogue e no site do projeto.

“Um Outro Pastoreio” página 7, publicado no website da novela gráfica.

A quantidade de histórias populares, mitos, lendas e assombrações do imaginário popular brasileiro — seja ele das periferias urbanas ou das vastas regiões rurais — é tão grande e diverso quanto o país que o acalanta. Estes entes míticos, e aqueles que se seguirão nos próximos dois artigos, são apenas alguns dos muitos que povoam o imaginário brasileiro, e que também habitam os sites, blogues e grupos de discussão da internet brasileira. Se para alguns os tempos modernos representam a morte da imaginação popular, para outros a internet proporcionou um novo espaço para o cultivo e a difusão destes imaginários, mesmo que deslocados de seu lugar de nascimento e morada. Nós do Global Voices seguimos observando as andanças destes seres pela lusosfera brasileira, mas mantemos as luzes acesas por via das dúvidas…

O thumbnail deste post é baseado na imagem img_8055-1_edited-1-cropped de visionshare no Flickr. A imagem foi usada de acordo com sua licença Creative Commons BY-NC 2.0 US License.

Atualização:
Se você gostou deste artigo, não deixe de ler os outros dois artigos da série Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Aqui você confere a segunda parte, e aqui você encontra a terceira e última parte da série.

42 comentários

  • rayanne

    que assustador que medo de lendas urbanas principalmente a de loira do banheiro e da cuca que pega as crianças que não dorme cedo que medo ai!!!!!!!!!!!!!
    mais eu achei daora daora mesmo que legal vocês também sabe da lendada betty boop ela e uma lenda muito assustadora que da medo mesmo e a do gato,boa noite cinderela,a flor do cemitero,bady mary(a bruxa do espelho),a da mulher do taxi,depois eu conto a lenda de rosangela vocês conhecem essa lenda depois eu conto para vocês.

  • as imagens é as coisas mais feias que eu já vi na minha vida

  • As assombrações devem estar felizes de serem feias e assustadoras, Daniely. Já a Iara deve estar pessoalmente magoada com você. Mas com tantas pessoas destruindo o seu habitat, acho que ela tem mais coisas para entristecê-la…

    Abraços do Verde.

  • gabriela

    super irado

  • nossa ja vi assombracao rsrsrsrsrsrsrsrs imagina

  • eu gostei dessa lendas urbanas

  • raquel oliveira

    bom eu acredito em algumas situaçoes

  • Antônio Pereira

    Caso Herminio & Bianca

    (Bianca começou a gritar “Hermínio, Hermínio, um avião esta caindo em nossas cabeças”, Hermínio acordou mas nada pode fazer, pois no momento tudo ja havia escurecido a ponto deles não enxergarem a si próprios. Mas isso durou pouco, o automóvel que parecia estar em movimento parou, e um lugar muito iluminado, naturalmente, cegou os olhos dos dois. Dois homens, de estatura alta, por volta de 2 metros, se aproximaram do veiculo com sorrisos nos rostos, e cordialmente ajudou-os a sair do seu velho carro Karmann Ghia, VOLKSWAGEN ano 65.)

    Lembrando que os nomes eram para ser pseudônimos! Bianca Maria da Aparecida de Oliveira nasceu em Ewbank da Câmara, no Estado de Minas Gerais, em 1947. Pessoa simples de instrução primaria, Bianca vivia no Rio com seu companheiro, Hermínio Reis, sua irmã e seus três filhos, quando sua vida se transformou com um acontecimento: O casal acordou cedo, como de costume, e durante o café da manha resolveu ir a Belo Horizonte vender seu velho carro, um VOLKSWAGEN KARMANN-GHIA, ano 65. Saíram do Rio por volta das 18:00 horas. Logo que passaram por Paraibana, as 23:30, Hermínio que dirigia começou a sentir-se cansado e com sono, seus olhos também ardiam devido aos gases q. seu carro emitia, Hermínio parou no acostamento e dormiu, enquanto Bianca ficava acordada para evitar que fossem surpreendidos por assaltantes. Dado um tempo, cerca de 15 minutos, ela ascendeu um cigarro e começou a olhar para o céu que na ocasião estava muito bonito, ela notou uma luz movendo-se de um lado para outro, no principio imaginou que fosse um balão, apresentava uma luz intensamente alaranjada, mas de repente ela percebeu q. o objeto entrava e saia das nuvens.A principio o objeto parecia estar distante, mas certo momento pareceu sumir de sua vista reaparecendo apagado muito próximo parecendo q. ia cair sobre o automóvel. Bianca começou a gritar “Hermínio, Hermínio, um avião esta caindo em nossas cabeças, Hermínio acordou, mas nada pode fazer, pois no momento tudo já havia escurecido a ponto deles não enxergarem a si próprios. Mas isso durou pouco, o automóvel q. parecia estar em movimento parou, e um lugar muito iluminado, naturalmente, cegou os olhos dos dois. Dois homens, de estatura alta, por volta de 2 metros, se aproximaram do veiculo com sorrisos nos rostos, e cordialmente ajudou-os a sair do KARMANN-GHIA. Bianca e Hermínio seguiram os homens que os levaram a uma espécie de elevador chegaram a uma outra sala, parecida com um laboratório. Os seres eram parecidos, como se fossem gêmeos ,e conversavam entre si, eles tiveram uma longa conversa com Bianca e Hermínio, através de um aparelho com uma espécie de capacete e muitos fios, funcionava como um tradutor!! Nessa conversa o interlocutor se apresentou, KARRAN do planeta Klermer,” muito longínquo e desconhecido pelos terrenos. Nesta conversa eles falaram sobre religião, contatos entre humanos e esses seres e a criação do homem. Após um tempo de conversa os ET’S ofereceram um tipo de pão bem macio mas sem gosto, e um tipo de soro hospitalar. Ao fim da conversa KARRAN gravou as ondas cerebrais de Bianca para poder entrar em contato mais tarde, depois ofereceu um liquido verde aos seus convidados dizendo que era para eles esquecerem do ocorrido, mas Bianca pediu para q. eles não fizessem isso, gentilmente eles atenderam ao pedido. Depois dessa experiência Bianca voltou para casa e ficou gaga por um longo período, desde então ambos permaneceram calados por algum tempo, começando a contar aos poucos. Para os amigos mais próximos, ate decidir contatar grupos ufológicos. Atualmente, Bianca reside em Brasília, e pode ser contatada através da editora de seu livro, pela caixa postal 6658, 05389-970, São Paulo (SP).

    http://www.sobrenatural.org/materia/detalhar/4102/caso_herminio_e_bianca/

  • Antônio Pereira

    O Caso Herminio e Bianca Reis

    (Correção para o site anterior citado)
    “ela acendeu um cigarro e começou a olhar para o céu”

    Vide fotos…
    http://www.gnosisonline.org/Ufognose/caso-herminio-e-bianca-reis.php

    Depois dessa experiência Bianca voltou para casa e ficou gaga por um longo período, desde então ambos permaneceram calados por algum tempo, começando a contar sua história fantástica aos poucos, indo posteriormente a programas de rádio e TV, como o de Flávio Cavalcanti.

    Uma das peculiaridades mais interessantes deste caso foram as TÉCNICAS DE DESDOBRAMENTO CONSCIENTE ensinadas por Karran a Hermínio e Bianca, as quais baseiam-se em 3 etapas:

    1. Hiperventilação: exercícios respiratórios que servem, segundo Karran, para a regeneração celular e cerebral;

    2. Desenvolvimento das glândulas Pituitária e Pineal, para o aumento da autoconsciência dentro e fora do veículo físico; e

    3. Despertar de pontos específicos do cérebro para que o Desdobramento Astral Consciente ocorra.

    Como Hermínio e Bianca conseguiram que Karran ensinasse essa série de técnicas de Viagem Astral nos diversos encontros entre eles? Hermínio perguntou a Karran por que eles, os ETs, não se comunicavam conosco e por que não nos ajudavam em nossos problemas planetários. Karran respondeu, primeiro apontando para si e dizendo “Eu não estou aqui?”, e depois abrindo os braços e mostrando a nave toda e dizendo: “Nós não estamos aqui?” Então Hermínio, entre uma pergunta e outra, pediu a Karran para que lhes ensinassem técnicas para que pudessem ser divulgadas para toda a humanidade doente.

    Hermínio e Bianca de Oliveira são de Minas Gerais, sendo que ela nasceu em Ewbank da Câmara, pequeno município mineiro. Ela uma pessoa simples, de instrução primária, e ele um pastor evangélico. Suas vidas continuariam sendo comuns e correntes se não tivessem vivenciado um contato ufológico.

  • Dicas

    Errata / Relatos

    Saíram do Rio por volta das 18:00 horas. Logo que passaram por Paraibuna, as 23:30,

    “…desde então ambos permaneceram calados por algum tempo, começando a contar aos poucos para os amigos mais próximos, ate decidir contatar grupos ufológicos.”

    http://www.sobrenatural.org/materia/detalhar/4102/caso_herminio_e_bianca/
    ——————————————
    Minha primeira saída consciente
    por Maria da Aparecida de Oliveira, Bianca,

    Estávamos no mês de abril de 1977. Nessa época eu morava na rua Cândido Benício em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

    Deixei de sentir a duplicidade do corpo, o peso, e aquela sensação de expansão. A única coisa que permanecia era a sensibilidade auditiva, mas como eu esperava que todas as sensações voltassem, continuei a construção dos elos de energia, lançando-os para fora do meu corpo, até então, para mim, físico. Continuei com este trabalho durante muito tempo. Mais de uma hora, acho eu. Eu estava tentando ter de novo aquelas sensações, mas não consegui. Foi então que comecei a sentir sede. Resolvi parar com tudo o que estava fazendo para ir à cozinha beber água. A noite estava muito quente, por isto eu não estava coberta. Rolei, como de costume, para a beirada da cama. Sentei-me e tentei calçar os chinelos, mas isto não foi possível porque, sempre que eu colocava os pés nos chinelos e tentava caminhar, eles permaneciam no mesmo lugar e eu caminhava descalça. Fiz algumas tentativas para me calçar mas sempre que me colocava de pé e tentava caminhar os chinelos permaneciam no mesmo lugar. Pensei que esta falta de domínio era devido ao relaxamento do qual acabara de sair. Diante disto, decidi ir à cozinha sem os chinelos, descalça. Caminhei em direção à porta do quarto. Quando toquei na maçaneta, tive um problema. Eu sentia a temperatura mais fria, própria do metal, mas eu não tinha força suficiente para girar a maçaneta. Por isto segurei com as duas mãos e comecei então a fazer força para girá-la. De repente, minhas mãos se fecharam com a força que eu fazia. Neste momento fiquei muito surpresa. Apesar de continuar sentindo a forma da maçaneta, meus dedos se encontraram com a palma da mão, passando através dela. Enquanto tentava entender o que estava acontecendo, minha filha se virou no berço, batendo com a perna na grade. Foi então que eu me virei para ver se ela tinha acordado. Como seu berço ficava aos pés da minha cama, ao vê-la, via também a cama. Foi então que vi que “eu” estava em pé junto à porta tentando abri-la e meu corpo estava deitado como quando eu fazia os exercícios. Ao observar este fato, lembrei-me das palavras de Karran: “Saia de tua matéria e verás que tu és a mente que pode ver, que pode sentir, aprender e raciocinar. Então poderás entender que a matéria é somente uma parte tua, e não totalmente você”. Naquele momento observei que estava completamente separada do meu corpo físico e que todos os meus sentidos estavam comigo, independentemente da matéria. Observei também, que não havia nenhuma ligação entre mim e o meu corpo físico, ali deitado, a não ser pelos elos de energia que continuavam saindo do corpo e flutuando acima dele em forma de cone. Estes elos saíam pequenos e se abriam à medida que iam se afastando do meu corpo físico. Foi também nesse momento que me veio a lembrança das coisas que cresci ouvindo dentro da religião. Coisas como estas: “Não se deve tentar descobrir os mistérios de Deus” ou “O mundo espiritual é composto de anjos e demônios”. Esta palavra, demônio, sempre me assustou muito, por isto comecei a sentir muito medo de que um deles pudesse aparecer naquele momento. E foi sob o efeito desse medo que eu soltei a maçaneta da porta e corri para a cama.

    http://www.tfca.com.br/exp_bianca.html

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