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Equador: Oposição e Discordância

President Correa While Visiting El Carmen, Manabí-Ecuador

O Presidente Correa posa ao lado de uma jovem em El Maicito (Pequeno Milho),  Carmen-Manabí, onde ele esteve durante a semana passada. Foto da Presidencia del Ecuador reproduzida sob licença Creative Commons.

Com a atividade política se aquecendo enquanto os equatorianos se aproximam do referendo de 28 de setembro, no qual se busca a aprovação da nova Constituição, muitos podem pensar que o país só gira à volta da política. Alguns blogueiros equatorianos [Es] estão atentos a este fenômeno social que está ocorrendo em seu país. E mesmo com as pesquisas [En] indicando que a aprovação da nova Constituição seja bem provável, ainda há muitos que tem uma opinião diferente.

Muitos enxergam a nova Constituição como um passo à frente, não apenas em seu esforço em redefinir as relações entre o ser humano e o mundo natural [En], mas por conta das mudanças em relação ao aborto, governo eletrônico e software de código aberto, só para mencionar alguns pontos.

Contudo, a oposição refuta a nova Constituição completamente, e não considera que ela tenha aspectos positivos. Carlos Jumbo [Es], que geralmente escreve sobre segurança de internet e não sobre política, crê que os argumentos vem dos dois lados, da oposição e de pessoas que apóiam o presidente Correa, e que há ‘pequenos líderes’ que não representam ninguém e que acreditam que sua verdade é absoluta:

Los seudos abanderados como Lucio Gutierrez, Jaime Nebot, Carlos Vera, entre otros, no entienden que lo único que logran es fortalecer y darle la razón a la tesis de Rafael Correa, lo más lógico desde su posición seria la de promover (adelantarse) sus “figuras” como potenciales candidatos presidenciables y derrotar a Correa en las urnas, si tanto odio y si tanto daño les ha causado Correa. como lo afirman, ¿no creen que el pueblo lo castigaría en una nueva elección presidencial?, o es que como dice el mismo Correa “les tiembla las piernas”.

“Os pseudo-porta-estandartes como Lucio Gutierrez, Jaime Nebot, Carlos Vera, entre outros, não entendem que a única coisa que estão fazendo é fortalecer e dar razão à tese de Rafael Correa. O mais lógico a se fazer em suas posições seria promover-se (adiantadamente) como potenciais candidatos à presidência e derrotar Correa nas urnas, se tanto ódio e tanto dano lhes foi causado por Correa, como eles dizem. Vocês não acham que o povo o castigaria em uma nova eleição presidencial? Ou será que é como disse Correa, e eles estão ‘tremendo de medo'?”

Vocês devem se lembrar daquele ditado, “não acredite em tudo que você vê”. Juanpi do Babahoyo [Es] republicou um post escrito por Febres “Bird” Cordero, que diz que a discussão sobre a nova Constituição já foi encerrada. Que o presidente é a única autoridade que pode decidir o que é certo e o que é errado, e que ele é infalível:

La culpa, para él, es siempre de los otros. De todos aquellos que disienten. Por eso, si son economistas, pasan sin más trámite al rol de contadores. Si son ricos, al de pelucones. Si periodistas, al de bestias (salvajes o no, pero bestias, al fin), mediocres, mentirosos, pitufos. Si jóvenes, al de majaderos. Si compañeros de su movimiento, al de infiltrados. Si emigrantes, al de idiotas. La lista, que puede resultar interminable, no deja fuera a nadie que haya osado discrepar. Y a nadie, tampoco, que haya sido sorprendido haciendo un gesto considerado contrario a esa majestad que él encarna: para ellos, la cárcel.

“A culpa, para ele, é sempre dos outros. De todos aqueles que discordam. Por isso, se são economistas, passam imediatamente a ser considerados contadores. Se são ricos, passam a ser pelucones (oposição). Se são jornalistas, passam a ser bestas (selvagens ou não, mas bestas, no fim das contas), medíocres, mentirosos, politiqueiros. Se são jovens, são considerados tolos. Se são companheiros no movimento, tornam-se adversários infiltrados. Se são emigrantes, são considerados idiotas. A lista, que pode ser interminável, não deixa de fora ninguém que tenha ousado discordar. E a ninguém, tampouco, que tenha sido surpreendido fazendo um gesto considerado contrário a esta majestade que ele encarna: para eles, a cadeia.”

E finalmente, Raul Farias, do blogue Un granito de arena [Es] (um pequeno grão de areia), está fazendo uma analogia entre o filme de Ralph Fiennes, Land of the Blind, e a realidade política equatoriana, onde ele diz que a sociedade é o cego.

Casi nunca he estado de acuerdo con los escritos de Gabriela Calderón para el diario EL UNIVERSO, pero no tengo más que darle la razón y compartir el pensamiento, en su articulo “Utopía y violencia”, de que para librarnos de la corrupción, la pobreza y todos los males anteriores, no necesitamos ceder nuestros derechos o libertades, ni dar paso a la violencia. Es que con los actos del gobierno de Rafael Correa y la Asamblea Constituyente, muchos no volveremos a creer en la palabra revolución.

“Eu quase nunca concordei com o que escreve Gabriela Calderon no jornal EL UNIVERSO, mas tenho mais é dar-lhe razão e compartilhar de sua opinião em seu artigo “Utopía y violencia”, de que para nos livrarmos da corrupção, da pobreza e de todos os males anteriores, não precisamos abrir mão de nossos direitos e liberdades, nem dar espaço à violência. É por causa dos atos do governo Rafael Correa e da Assembléia Constituinte que muitos de nós não voltaremos à acreditar na palavra revolução.”

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