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Egito: Combatendo a Violência Sexual

Uma campanha nacional para combater a violência sexual no Egito está causando grande repercussão. Faith, do blogue Muslmimah Media Watch [En], discute a nova campanha entitulada “Respeite-se”, lançada para combater a violência e o constrangimento sexual nas ruas do Cairo.

Ela diz [En]:

Sexual harassment is a problem that affects women in all societies. Muslim societies are no exception. Where there is patriarchy, there will be sexual harassment. In both Muslim and non-Muslim societies, the “solution” to sexual harassment has always fallen on women. “Don't dress in revealing clothes, don't flirt, don't stay out alone, etc.” Even at my alma mater, the rape and sexual harassment prevention posters are in the women's bathrooms only, and the focus is on women's behavior instead of men's. The Los Angeles Times recently did a profile of a group (pictured to the right) in Egypt that is taking a different approach to sexual harassment. The volunteer group is sponsored by the Egyptian youth magazine Kelmetna. One of the great aspects of this group is the focus on men's role in stopping sexual harassment. The slogan of the group's campaign is “Respect yourself: Egypt still has real men.” I love this slogan for two reasons. The first is that it challenges one of the core values of traditional notions of masculinity: sexual power over women. Harassing women is not a sign of masculinity; it's a sign of cowardice. It's great that Muslims are beginning to recognize this.

“A violência sexual é um problema que atinge mulheres em todas as sociedades. As sociedades muçulmanas não são excessão. Onde houver patriarcado, haverá violência sexual. Tanto em sociedades muçulmanas quanto em não-muçulmanas, a ‘solução’ para a questão da violência sexual sempre recaiu sobre as mulheres. ‘Não se vista em trajes reveladores, não flerte, não saia de casa sozinha, etc’. Mesmo na universidade onde me graduei, os pôsteres de prevenção contra o estupro e a violência sexual eram colocados nos banheiros femininos apenas, e o foco era no comportamento da mulher e não no do homem. O jornal Los Angeles Times fez recentemente uma reportagem sobre um grupo (cujo símbolo está reproduzido ao lado) no Egito que está tomando uma postura diferente em relação à violência sexual. O grupo voluntário é financiado pela revista jovem egípcia Kelmetna. Um dos aspectos deste grupo é o foco no papel do homem no combate à violência sexual. O slogan da campanha do grupo é ‘Respect yourself: Egypt still has real men’ (‘Respeite-se: O Egito ainda tem homens de verdade’). Eu adoro este slogan por duas razões. A primeira é que ele desafia um dos valores centrais das noções tradicionais de masculinidade: Poder sexual sobre as mulheres. Violentar e constranger mulheres não é um sinal de masculinidade; é um sinal de covardia. É muito bom que os muçulmanos estejam começando a reconhecer isso.”

E então ela segue com sua explicação:

Another reason I love this slogan is because it brings the responsibility for sexual harassment back on men. For too long, sexual harassment has been considered the responsibility of women. “Real men” take the responsibility in treating women with respect and sexual autonomy and they also take responsibility in stopping other men from disrespecting women's sexuality. This is why the campaign not only focuses on getting men to stop sexually harassing women, but to also stop other men from doing it, too. This is especially important when a lot of sexual harassment in Egypt takes place in public.

The focus on making men responsible also challenges the view that women's dress will prevent sexual harassment. The Los Angeles Times article cited a survey of Egyptian women which showed that 83% of Egyptian women reported being verbally and sexually harassed. Of these women, 70% were veiled. Nour Hussein, a volunteer with the group who wears hijab, was pushed to join the group after being sexually harassed. About her experience, Nour said “That was a month ago. I felt very insecure and this pushed me hard to join the campaign. I used to hear about harassment but thought that it only happened to non-veiled girls; I never thought it could happen to me.” Stories like Nour's only further validate that message of the campaign: harassment is not the fault of women; it is the fault of the man. Recognizing that is the first step in taking down sexual harassment.

“Outra razão pela qual eu adoro este slogan é porque ele traz a responsabilidade pela violência sexual de volta para o homem. Por muito tempo, a violência sexual tem sido considerada responsabilidade da mulher. ‘Homens de verdade’ assumem a responsabilidade por tratar as mulheres com respeito e respeitar sua autonomia sexual, e também assumem a responsabilidade por impedir que outros homens desrespeitem a sexualidade feminina. É por isso que a campanha não se direciona apenas a fazer com que os homens parem de cometer violências sexuais contra as mulheres, mas também para que comecem a tentar impedir que outros homens o façam, também. Isso e particularmente importante, uma vez que uma boa parcela da violência sexual no Egito acontece em público.
A ênfase em tornar os homens responsáveis também desafia a idéia de que a vestimenta da mulher irá impedir a violência sexual. O artigo do Los Angeles Times citou uma pesquisa realizada com mulheres egípcias que mostrou que 83% delas afirmavam já ter sido verbal ou sexualmente abusadas. Destas mulheres, 70% usavam véus. Nour Hussein, uma voluntária do grupo que usa hijab, foi levada a se juntar ao grupo depois de sofrer violência sexual. Sobre sua experiência, Nour disse ‘Isso foi há um mês. Eu me sentí muito insegura e isso foi um fator importante para que eu me juntasse à campanha. Eu costumava ouvir sobre violência sexual mas pensava que isso apenas acontecia com garotas que não usavam véu; eu nunca pensei que pudesse acontecer comigo’. Histórias como a de Nour apenas validam ainda mais a mensagem da campanha: A violência sexual não é culpa das mulheres; é culpa dos homens. Reconhecer isso é o primeiro passo para se combater a violência sexual.”

2 comentários

  • LELEKA

    Estou horrorizada!! As mulheres muçulmanas se preservam e se reservam tanto, e isso ainda acontece?! esses animais fariam o que, com as mulheres aqui no Brasil?

    • KATERINE

      esses “animais” é so o q tem aki no Brasil, filhinha. Vc nao assiste jornal, nao? heim? nunca viu caso de estupros, de agressoes e de violencia sexual cometidas contra as mulheres pelos “animais” daki? homem q nao presta tem em toda parte do mundo, se horrorizou pq? so pq o post fala dos homens do egito? acorda alice!!! procura na tua rua q vc vai encontrar uns 100.000 motivos pra se horrorizar d verdade.

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