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Venezuela: O último livro de Samuel Villegas

Samuel Villegas, um admirado escritor venezuelano, cujo nome é frequentemente mencionado junto com o de outros conhecidos escritores (como Jesús Enrique Guédez [Es], Arnaldo Acosta Bello, Ángel Acevedo e Rafael Cadenas [En]) foi recentemente sepultado após vários anos de convalescência. Alguns poucos dias antes de sua passagem, ele recebeu uma última homenagem e apresentou seu último livro, Muros del Sol, de dentro do hospital, na companhia de seus amigos, que dias depois realizaram para ele um funeral simples mas muito comovente.

Villegas será lembrado por sua poesia e por outros trabalhos nos quais ele nos presenteou com olhares sagazes sobre a cultura e a educação na Venezuela. Contudo, embora a imprensa tenha realizado sua tarefa de espalhar a notícia da morte do escritor, poucos blogues chegaram a dedicar algumas poucas linhas para o autor em seus últimos dias. Villegas foi enterrado com rosas em um dos cemitérios mais humildes da cidade, cercado por um silêncio leve.

Julia Márquez Otero, do blogue Letras en la Red [Es], disse:

Samuel Villegas entrega el poemario Muros del Sol con la certeza de la faena cumplida, del verso madurado durante más de tres décadas de expresión poética. Villegas publicó su primera obra, La señal del primer hombre, en 1959 (…) Desde entonces, su escritura pulsó lo estético sin abandonar el reclamo social en libros como Príncipe caído príncipe y El loro que mentía (relatos).

Así, los 310 poemas que propone Villegas pueden ser aprehendidos como no-lugares (o espacios borrados de su condición inicial) de encuentro entre el lector y el mundo, unas veces exaltado “Entiende, ningún árbol ha crecido debajo de otro árbol. / Deja al Norte en el Norte. / Y recuerda que estás al Sur, latino, abajo”.

Samuel Villegas sonríe ante las dudas más profundas que lo atraviesan a él y a su lector, “Yo no creo en Dios, / dije, / Y Dios se rió de buena gana. / Mis ríos interiores se desbordaron inusitadamente”… Y no se detiene en la nostalgia del pasado, sino que lo recupera en una advertencia suspendida entre los versos: “nada puede ser reconstruido / sin que la palabra pérdida / apunte certeramente hacia el pasado”…

“Samuel Villegas nos entrega o livro Muros del Sol com a certeza de que cumpriu seu trabalho, com versos amadurecidos por mais de três décadas de expressão poética. Villegas publicou sua primeira obra, La señal del primer hombre, em 1959 (…) Desde então, sua escrita buscou o estético sem abandonar a crítica social em livros como Príncipe caido príncipe e El loro que mentia.
Então, estes 310 poemas escritos por Villegas podem ser entendidos como não-lugares (ou espaços apagados de sua condição inicial) de encontro entre o leitor e o mundo, certas vezes exaltado: ‘Entiende, ningún árbol ha crecido debajo de otro árbol. / Deja al Norte en el Norte. / Y recuerda que estás al Sur, latino, abajo’ (Entenda, nenhuma árvore jamais cresceu debaixo de outra árvore / Deixa o Norte no Norte / E se lembre que estás ao Sul, latino, abaixo).
Samuel Villegas sorrí ante os questionamentos mais profundos que atravessam a ele e a seu leitor, ‘Yo no creo en Dios, / dije, / Y Dios se rió de buena gana. / Mis ríos interiores se desbordaron inusitadamente’ (Eu não creio em Deus, / disse, / E Deus riu amavelmente. / Meus rios interiores transbordaram subitamente)… E não se detém na nostalgia pelo passado, pelo contrário, o reencontra em uma advertência que paira sobre seus versos: ‘nada puede ser reconstruido / sin que la palabra pérdida / apunte certeramente hacia el pasado’ (Nada pode ser reconstruído / sem que a palavra perdida / aponte certeiramente para o passado)…”

No blogue CCS (Caracas), Iván R. Méndez comenta [Es] sobre o novo livro:

En Muros del Sol, Villegas nos adentra en un universo conformado por más de 300 poemas circulares, que van y viene en torno a los tópicos que lo inquietan y que Julia Márquez logra precisar al decir que “esta obra se deja abordar a través de doce itinerarios bien definidos, en los cuales se intuye el pulso severo del lector ante las palabras que no le dan oportunidad a que las domeñe o las rechace (.Es… ) el puro goce de la palabra plasmada en el papel”.

“Em Muros del Sol, Villegas nos leva a um universo feito com mais de 300 poemas circulares, que vão e vem em torno dos temas que inquietam, e Julia Márquez acerta ao dizer que ‘esta obra se deixa abordar através de doze itinerários bem definidos, nos quais se pode adivinhar o pulso severo do leitor ante as palavras que não o dão oportunidade de dominá-las ou rejeitá-las. (É) o puro gozo da palavra plasmada no papel.”

O blogueiro e autor do Global Voices Luis Carlos Díaz nos dá uma interpretação muito interessante [Es] sobre a falta de informação acerca de Villegas:

Poca, poquísima información en internet sobre la muerte del poeta Samuel Villegas esta semana que pasó. Esperamos unos días a ver si la blogosfera literaria venezolana decía algo al respecto, pero no hubo movimiento. Tampoco ha sido registrada su estela por la vida de las letras venezolanas en la Wikipedia. Como si fuese de otra época y sus letras en tinta no hayan saltado la barda de la sociedad de la información. Cuánta formación falta de este lado. Escasea la sensibilidad para registrar lo nuestro en Internet.

Pocos días después de presentar su último libro editado, desde la cama donde convalecía, falleció el poeta a los 75 años. Y la nota de su muerte reseñada por el diario Tal Cual, donde con rosas lo despidieron.

“Há pouca, pouquíssima informação na internet sobre a morte do poeta Samuel Villegas na semana passada. Esperamos alguns dias, pra ver se a blogosfera literária venezuelana dizia algo a respeito, mas não houve nenhum movimento. Tampouco foi registrada sua passagem pela vida literária venezuelana na Wikipedia. Como se pertencesse a outra época, e suas letras em tinta não tivessem atravessado a fronteira da sociedade da informação. Quanta formação nos falta aqui deste lado. Nos falta cada vez mais a sensibilidade para registrar o que é nosso na internet.
Poucos dias depois de lançar seu último livro editado, de cima da cama onde convalescia, faleceu o poeta aos 75 anos. E a nota de seu falecimento pode ser vista no Jornal Tal Cual, no qual se despedem com rosas do poeta.”

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