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Equador: Conseqüências da crise na fronteira

Rumichaca International Bridge

Imagem de i-ren ishii e usada sob licença do Creative Commons.

A decisão tomada na cúpula do Rio beneficia pessoas que vivem em três países envolvidos: Equador, Colômbia e Venezuela, mas os governos estão retomando lentamente suas relações da forma como era antes do incidente. A Organização dos Estados Americanos (OEA) já entregou a sua resolução e parece que o governo equatoriano está satisfeito com esta decisão, e, apesar do fato de o Presidente Correa ter dito pessoalmenteque a crise entre esses dois países irmãos estava encerrada, as relações diplomáticas ainda estão suspensas. Por quê? Porque o governo equatoriano entende que a Colômbia ainda é pouco fiável. Enquanto Presidente Uribe diz que quer a paz na região, ao mesmo tempo em que cumprimenta Correa, a mídiacolombiana não apoia o que Uribe diz. O jornal El Tiempo mostrou uma foto em que aparece o suposto Ministro da Defesa equatoriana com o último líder das FARC, Raúl Reyes. No entanto, mais tarde revelou-se que a outra pessoa não era um oficial equatoriano, mas sim um líder do Partido Comunistaargentino. Este evento foi amplamente discutido no Equador e o jornal escreveu um editorial se desculpando pelo o erro que prejudicou a imagem internacional do Equador.

Nelson Piedra, autor de um blog no Sul do Equador [es] escreve sobre esse grande equívoco:

Es más rápido caer por mentiroso que por delincuente, la estrategia de Bogotá se cayó, ya que desde Buenos Aires el secretario del partido comunista de Argentina, Patricio Echegaray, salió a decir que la persona de la foto es él y no Larrea. Probado el error deliberado y mala intención de la foto, el Tiempo de Bogotá debió pedir disculpas a través de un editorial titulado “La foto que no era”. Su explicación “un error lamentable” y reconoce que “falló en sus procedimientos de verificación”.

É mais fácil de ser pego por ser um mentiroso, do que por ser um delinquente. A estratégia de Bogotá falhou, quando o secretário do Partido Comunista da Argentina, Patricio Echegaray, saiu para dizer que ele era o único na fotografia e não Larrea (ooficial do Equador). Com a prova do erro e da má intenção deliberada da fotografia, El Tiempo de Bogotá teve de pedir desculpas através de um editorial intitulado “A fotografia que nunca foi.” Sua explicação foi a de “um lamentável erro” e reconhece que “falhou ao verificar os procedimentos.”

Baseado na capital, Quito, está o Libertad Ecuador [es], que é mantido por Libertario e cujo objectivo auto-professado é dar continuidade a liberdade no Equador a partir de todos os ângulos . Ele explica quem é responsável por toda esta crise:

La única y gran culpable de la existencia de las FARC, paramilitares y bandas de narcotraficantes asesinos es la famosa “Guerra” contra las drogas, que da mas incentivos a los narcoterroristas para continuar con el tráfico. Los precios suben pero el consumo no; las ganancias se disparan y los escrúpulos de las traficantes desaparecen.

A única e grande culpada pela existência das FARC, dos paramilitares e dos bandos de traficantes de droga assassinos é a famosa “guerra” contra as drogas, o que dá mais incentivos aos narcoterroristas continuar com o tráfico. Os preços aumentam, mas o consumo não; os lucros aumentam e os escrúpulos dos traficantes desaparecem.

Outro blog multi-autoral é Cambiemos Equador [es] e um dos seus repórteres, Andres, diz que após o conflito e suas viagens ao redor da América Latina, o Presidente Correa apenas abriu uma caixa de Pandora:

Hemos abierto la caja de pandora, el cuidar la frontera con Colombia es peligroso y cuesta a nuestro estado mucho dinero. Así como Colombia estableció un plan concreto, Plan Colombia y lo vendió a otras naciones, así nuestro gobierno debe, en lugar de extender la mano y esperar limosnas, preparar un plan con compromisos, que busque comprometer a otros gobiernos con apoyo diplomático, económico y de entrenamiento. Esto es, si realmente queremos sacar a las FARC de Ecuador. Ahora si queremos que se muden para acá, entonces sigamos actuando como hasta ahora.

Abrimos uma caixa de Pandora, cuidar da fronteira com a Colômbia é perigoso e custa muito dinheiro para o nosso estado. Como a Colômbia estabeleceu um plano concreto, o Plano Colômbia e o vendeu a outras nações, então o nosso governodeve, em vez de estender a mão e esperar esmolas, preparar um plano com compromissos, visando a envolver outros governos com apoio diplomático, econômico e de formação . Isso se quisermos realmente expulsar as FARC do Equador. Agora, se quisermos que eles se transfiram para cá, então vamos continuar agindo como temos feito até agora.

E todo mundo que pensava que as relações com a Colômbia estavam de volta ao normal, alguns funcionários do governo não estão dispostos a baixar o tom. O embaixador equatoriano na Colômbia proferiu algumas palavras duras, dizendo que os seus cidadãos têm sido “raptados e assassinados pelo exército (Colombiano ) ou pelos paramilitares e, em seguida, são devolvidos mais tarde sob o disfarce de guerrilha, fazendo-os acreditar no contrário.” E, a primeira linha de uma matéria em El Comercio, um dos jornais impressos líderes no Equador publicou essa manchete após a OEA e a reunião na República Dominicana, indicando: ” As trocas verbais entre os Governos do Equador e da Colômbia têm subido o tom“, indicando que o problema está longe de acabar.

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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