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Síria: Silêncio a respeito do “Holocausto Maior”

Em 29 de fevereiro o Ministro interino da Defesa de Israel, Matan Vilnai, alertou sobre “um Holocausto Maior“[En] para os Palestinos. O blogueiro sírio Ayman[Ar], do Damascene Blog, faz uma comparação entre o sílêncio mundial sobre este comentário e toda a balbúrdia a respeito do alegado chamado do Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad[En] para “riscar Israel do mapa”.

Ayman[Ar] explica:

 

تقوم الدنيا ولا تقعد عندما يتحدث أحمدي نجاد عن إفناء إسرائيل. يعلّق على الموضوع رؤساء الدول والصحف والمجلات بل حتى الأمين العام للأمم المتحدة، ويستدعى سفراء إيران في عواصم العالم لتبليغهم الاحتجاجات. أما عندما يهدد مسؤول في الحكومة الإسرائيلية بإقامة هولوكوست جديدة في غزة، يتم تجاهل الموضوع كأن شيئاً لم يكن.
حكومة تدعي أنها تمثل الشعب الذي عانى ويلات الهولوكوست تهدد شعباً آخر بـ”هولوكوست أكبر”، كما جاء في تصريح الوزير الإسرائيلي، والأمر -مع ذلك- لا يستحق الشجب أو الإدانة أو التعليق، حتى عندما تشرع إسرائيل بتنفيذ التهديد.
ما تعرض له الفلسطينيون من تطهير عرقي وجرائم حرب (بدءاً بالمذابح والترحيل الجماعي في 1948) وما يتعرضون له اليوم من حصار وعقوبات جماعية وقتل للمدنيين، يشبه -بلا شك- ما تعرض له اليهود خلال الحرب العالمية الثانية. وقد جرت العادة على أن يتعرض كل من يرسم هذه المقارنة للاتهام بمعاداة السامية

“O mundo assiste de pé, interessado, quando Ahmadinejad fala sobre riscar Israel do mapa. Todos os chefes de estado, jornais, revistas e mesmo o chefe das Nações Unidas comentam a respeito, e os embaixadores iranianos em todas as capitais são chamados para ouvir protestos. Contudo, quando um oficial do governo israelense ameaça realizar um novo Holocausto em Gaza, a questão é ignorada como se nada fosse.
O governo que está afirmando isso representa o povo que sofreu as agonias do Holocausto e agpra está ameaçando outra nação de “um Holocausto Maior” — conforme anunciado por um ministro israelense. Apesar disso, este é um tema que não leva a nenhuma condenação, e nem sequer a qualquer reação, mesmo quando Israel começa a se movimentar para realizar sua ameaça.
Os Palestinos estão sendo sujeitos a uma limpeza étnica e crimes de guerra, a começar com os massacres e exílios em massa de 1948. Aquilo a que eles [os palestinos] estão sendo sujeitos hoje, em termos de fechamento de fronteiras, sanções e morticínio de civis é, sem dúvida, similar ao que os judeus sofreram durante a Segunda Guerra Mundial. E está se tornando comum que qualquer pessoa que faça esta comparação seja chamada de Anti-Semita.”

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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