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Dia Internacional das Mulheres na região

No dia 8 de março foi celebrado o “Dia Internacional da Mulher”, data de grande importancia global em que se comemora a conquista econômica, politica e social das mulheres. Blogueiros latino americanos celebraram a data de diferentes formas.

Da Venezuela, Curiosa parabeniza [es] todas as mulheres:

….a todas as mulheres que demonstram ter um caminhão de pernas todos os dias, aquelas que foram julgadas incapazes de supererar doenças, aquelas que foram ditas ser muito jovens, velhas ou sem experiência para um cargo, aquelas que foram subestimadas sem conhecerem seu potencial, aquelas que foram ridicularizadas, humilhadas, vítimas, as que lutam dia-dia para educar suas crianças e familias, aquelas que riem e choram e não se envergonham por mostrar seus sentimentos sentir-se inferior por causa disso, à todas que tem que enfrentar mulheres com implantes nos seios e corpos perfeitos em um mundo cada vez mais assim, à todas as mulheres, porque dentro de voçê mulher há algo que a torna mais forte e que te da motivação, algo que faz com que você siga em frente. Porque eu sei que dentro de todas e cada uma de vocês há algo que faz com que sobreviva a tudo isso e erga a cabeça com orgulho e diga: Nunca me subestime, por que de fato você não me conhece.

Também da Venezuela, Yosmary Delgado [es] faz tributo à coragem de uma mulher latina americana, como Arlen Siu Bermudez, uma líder estudantil revolucionária de 18 anos que luta contra a Ditadura de Nicaragua assinada pela guarda nacional de Anastasio Somoza. Ela também postou uma música dedicada a garota, assim como um par de videos homenageando a mulher.


Foto por Subcomandanta e licenciada pela Creative Commons.

Sara Herrera B da República Dominicana também faz tributo [es] à todas as mulheres que forjaram o país: “Maria Trinidad Sanchez, Manuela Diez (mother of Juan Pablo Duarte), Concepcion Bona, Maria Baltasara De Los Reyes, Salomé Urenã, Juana Saltitopa, dentre outras corajosas mulheres que hoje em dia são exemplos para nossa sociedade.” E Malena Ezcurra [es] de Argentina, re-lembra as “Mães da Praça de Maio”, pela coragem demonstrada no protesto pelas suas crianças desaparecidas, incansáveis e sem medo:

Elas provaram estender o exemplo de luta que acerca a solidariedade de outras mães de desaparecidos e prisioneiros politicos da América latina e no mundo; participam ativamente na luta social à aqueles que acreditam em um mundo em ordem e mais justo possível. Para elas, uma homenagem e também um dia especial pela honestidade e dignidade das pessoas. Nunca denovo.


“Cigarro mata, machismo também mata” – Foto por Flora G , licenciada pela Creative Commons.

Zenia Regalada de Cuba, declara que [es] ainda existem muitas mulheres no mundo reclamando da necessidade de um dia como este, porque significa que as mulheres ainda estão longe de serem tratadas com igualdade, e explica a situação feminista em Cuba:

em [Cuba], a palavra feminismo ainda não é aceitada, porém existem mulheres colocando isto em prática no dia-a-dia após uma ruptura com seus parceiros, tendo que criar suas crianças por conta própria, o que requere uma rede de apoio de familiares e amigos para alcançar o topo das três dimensões: mãe, filha, trabalhadora assalariada (profissionalmente ou não).

Desde dos mundos [es] cita José Saramago, escritor vencedor do prêmio Nobel, em respostas às mulheres que estão incertas da necessidade de um dia como este:

Eu escrevo, Pilar escreves, traduz, fala na rádio, cuida de seu marido, cuida de sua casa e dos cachorros, e vai as compras, cozinha e depois escreve, traduz, fala na rádio, cuida do marido, da casa, dos cachorros, e vai as compras, e quando retorna, cozinha dinovo, e escreve, traduz, fala na rádio, lava as roupas, e faz sala para as visitas, sem folêgo, fala com o mundo e diz: “Estou cansada”, e depois “Mas isso não importa”. Eu escrevo.

Para Susana Villarán [es], do Peru, esse dia também é necessario porque ainda existem milhares de mulheres que não estão atentas a seus direitos e que deve fazer com que suas vozes sejam ouvidas.

Enquanto Juana e Ignacia estão sendo mal tratadas ou menosprezadas nas estações de policia, enquanto elas estiverem falando em espanhol, lingua que não é entendida pela policia, procuradores e juizes, enquanto elas sintam vergonha em ser estupradas acreditando ser o seu dever, não sabendo ainda que aquele que cometer tal ofensa poderia acabar indo preso caso elas o denunciassem. Enquanto elas acordarem e irem durmir com medo, teremos que continuar lutando.

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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