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Equador: Rompendo laços dilomáticos com a Colômbia

Equatorianos estão divididos quanto aos incidentes ocorridos na fronteira do país com o norte da Colômbia, onde o exército colombiano atacou um grupo de guerrilheiros FARC, matando um de seus altos dirigentes, Raul Reyes. Como resultado, o presidente Rafael Correa decidiu romper relações diplomáticas com a Colômbia. Muitos concordam com o presidente, mas outros estão pedindo mais explicações sobre o que está realmente acontecendo por debaixo dos panos, visto que o Ministro Coordenador de Segurança Interna e Externa do Equador, Gustavo Larrea, confirmou que se reuniu com Raul Reyes em Janeiro em um lugar que não era nem colombiano nem equatoriano.
Cambiemos Ecuador [es] é o meio com mais atualizações, com o qual diversos repórteres colaboram e está gerando burburinho na web. Alex Anazco, Omar Vargas e Jaime Izurieta tinham publicado suas opiniões sobre o conflito entre os países Bolivarianos.

Hay una incubación que se viene gestando en presencia de todos. Me asombra leer que solamente se recrimina lo actuado por el ejercito colombiano, pero prácticamente nadie condena a la vez la invasión de la soberanía nacional por guerrilleros para unos, beligerantes para otros y terroristas para muchos, que cometen horrorosos crimenes. Que el sentido común y la prudencia se antepongan a las bajas pasiones.
[…]
Solo nuestra tibieza e hipocresía en relación al conflicto colombiano, originó tan incomoda situación, que tiene en vilo la estabilidad en la región. Ni siquiera, Chávez fue tan apático. El sí jugó un rol protagónico a favor de las FARC.

Existe uma incubação que tem sido cultivada na presença de todos. Estou surpreso de saber que só há queixas sobre as ações do exército colombiano, mas quase ninguém está condenando a invasão da soberania nacional pela guerrilha, considerados beligerantes, e terroristas para muitos, que cometem crimes horríveis . Bom senso e prudência vêm antes de baixas paixões.
[…]
Só nossa reação e hipocrisia em relação ao conflito colombiano, originou uma situação desconfortável, o que gera instabilidade na região. Nem mesmo Chavez foi apático. Ele desempenhou um papel protagonista em favor das FARC.

O conhecido Cobertura Digital [es], busca por novas informações ao acompanhar Tweet Scan. Eis o que Christian Espinosa escreveu em sua página:

En Tweet Scan se puede palpar reacciones en el formato de microblogging sin el problema del ruido que genera una serie de sitios que supuestamente son blogs en Google Blogs y nada tienen que hacer en el tema porque no son más que noticias de agencias trasladadas al formato de bitácoras.

Em Tweet Scan você pode sentir as reações no formato de microblogging sem o problema do ruído gerado por uma série de sites que passam por blogs no Google Blog, mas que não têm nada a ver com o assunto, já que não há mais do que as agências de notícias que mudaram para o suporte blog.

Crónica Cero [es] pensa que Correa e os equatorianos estão vivendo um momento muito difícil em uma encruzilhada onde todos os cidadãos estão preocupados, e queixa-se dos procedimentos humanitários de quem derrubou Reyes:

Uno puede decir ese lugar tan común: “los guerrilleros murieron en su ley”. Pero entrar a un país, para llevarse el trofeo (cadáver de Reyes), dejar el resto, e incluso abandonar a los heridos, es algo que merece otro tipo de análisis. ¿Acaso el derecho a la legítima defensa se ejerce en lugares donde no tienes competencia? Eso solo lo puedes hacer cuando tienes la potestad o protección del imperio. Y aquí está claro que Estados Unidos defenderá a su bastión

Pode-se dizer comumente: “os guerrilheiros foram mortos, de acordo com a lei.” Mas para entrar em outro país, a fim de conseguir o troféu (o cadáver de Reyes), deixar o resto, ou mesmo abandonar os feridos, é algo que merece um outro tipo de análise. O direito à auto-defesa é apenas exercido nos lugares onde você não tem competência legal? Isso é uma coisa que você pode fazer apenas quando tiver o poder ou a proteção do império. E aqui torna-se claro que os Estados Unidos vão defender a sua fortaleza.

El Federalista [es] é um blog que nos citou antes, e tem uma opinião muito diferente de seus companheiros blogueiros, quando afirma que o presidente Correa não é adequado para assumir esta posição, e que ele pensa em si mesmo como um provável traidor do país por causa deste documento:

..La posición del gobierno ecuatoriano es débil internacionalmente. En la práctica, el régimen de Rafael Correa sólo tiene un endeble asidero político, respaldado localmente por una decreciente popularidad e internacionalmente por la coyuntura configurada por un conjunto de intereses internacionales basados en el alto precio del petróleo y los compromisos políticos con el régimen de Caracas.
[…]
¿Está Rafael Correa dispuesto a aceptar los resultados de una investigación internacional e imparcial sobre los documentos encontrados en los computadores de las FARC?

A posição do governo equatoriano é internacionalmente fraca. Entretanto, o regime de Rafael Correa tem apenas uma tênue influência política, apoiada por um decrescente popularidade local e em nível internacional, com base num conjunto de interesses baseado no elevado preço do petróleo e nos compromissos políticos com o regime de Caracas.
[…]
Rafael Correa está disposto a aceitar os resultados de um inquérito internacional e imparcial em relação a documentos encontrados nos computadores das FARC?

La Voz de Guamote [es], cita uma fonte do Exército equatoriano, afirmando que milhares de membros da tropa foram colocados ao longo da fronteira, para além dos 11.000 já enviados à província amazônica de Sucumbios:

Libros, Autores y Riesgos [es], um blog que normalmente publica livros sobre literatura, hoje chama aos Equatorianos para se acalmarem e começa seu post dizendo, relaxem, relaxem… e continua:

¿Se le puede creer a un Gobierno cuya cabeza ha demostrado su no interés en resolver el conflicto de manera pacífica? ¿Se puede creer a un Presidente cuyas relaciones con el cartel de Medellín son más que evidentes? Yo no puedo. Y más allá de defender al Gobierno de mi país, es el hecho de entender cómo la política exterior es un juego de criminales. El peso de las consecuencias y la incapacidad de hacer lo necesario. ¿No era más sencillo avisarle al Ejército ecuatoriano sobre la incursión? No, porque no iban a matar a Reyes, sino echarlo.

Vocês podem acreditar um governo cuja cabeça não demonstrou qualquer interesse em resolver o conflito pela via pacífica? Você pode acreditar em um presidente cujas relações com o cartel de Medellin são mais do que evidentes? Eu não posso. Para além de defender o governo do meu país, está o fato de compreender como a política externa é um jogo de criminosos. O peso das conseqüências e a incapacidade de fazer o que é necessário. Não era mais fácil avisar ao exército equatoriano sobre a incursão? Não, porque eles não iriam matar Reyes, mas iam expulsá-lo.

Um dos jornais equatorianos, com edição online e cobertura nacional La Hora, cita um longo post sobre o apoio da comunidade internacional à causa equatoriana e citando a partir da EFE., entre outras coisas, publicou:

Una de las reacciones más fuertes fue la del diputado brasileño Florisvaldo Fier, vicepresidente del Parlamento del Mercosur, quien afirmó que Colombia “no es un vecino confiable”.

“La postura del Gobierno colombiano compromete la integración regional”, sobre todo cuando el ataque a las FARC en suelo ecuatoriano ocurrió cuando está planteada para fin de mes una cumbre de la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR), precisamente en Colombia.

Uma das reações mais fortes foi a de um deputado brasileiro, Florisvaldo Fier, vice-presidente do Parlamento do Mercosul, que afirmou que a Colômbia “não é um parceiro confiável”.

“A posição do governo colombiano compromete a integração regional”, especialmente quando o ataque ao solo FARC em solo equatoriano ocorreu quando a União Sul-Americana de Nações (UNASUR) foi programada para acontecer no final do mês, precisamente na Colômbia.

Estas são as primeiras reações sobre a morte de “Raul Reyes” em território equatoriano que, sob outras circunstâncias, poderia ter sido um duro golpe sobre a organização insurgentes, as FARC e, um crédito para o governo colombiano. Agora, é difícil ver como isso pode ser resolvido.

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

1 comentário

  • […] ChatterWall – Make an impression wrote an interesting post today onHere’s a quick excerpt Equatorianos estão divididos quanto aos incidentes ocorridos na fronteira do país com o norte da Colômbia, onde o exército colombiano atacou um grupo de guerrilheiros FARC, matando um de seus altos dirigentes, Raul Reyes. Como resultado, o presidente Rafael Correa decidiu romper relações diplomáticas com a Colômbia. Muitos concordam com o presidente, mas outros estão pedindo mais explicações sobre o que está realmente acontecendo por debaixo dos panos, visto que o Ministro Coordenador de Segura […]

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