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Colômbia: Unidos na marcha contra as FARC

Hoje há pelo menos um assunto principal em todos os blogues colombianos: pela primeira vez na história da Colômbia, uma iniciativa que começou na internet conseguiu se transformar em um evento internacional imenso em apenas um mês. As manifestações contra as FARC (Forças Armadas Revolucioárias da Colômbia) do dia 4 de fevereiro, começaram como uma idéia no grupo do FaceBook “Um Milhão de Vozes contra as FARC” em seguida se transformou numa bola de neveque virou um evento mundial com marchas em 133 diferentes cidades ao redor do mundo.

Christian Science Monitor tem um resumo em inglês sobre como isso veio a acontecer e como o movimento cresceu nas últimas semanas. Já equinoXio, uma revista online dirigida por blogueiros, trouxe as últimas notícias sobre as marchas, com informações do mundo inteiro [es].

Nem todos os blogueiros concordam com a marcha, ou com a idéia de fazer parte dela. Alguns, como La Gente Normal [es] acreditam em teorias conspiratórias sobre sobre a forma como ela se desenvolveu:

Una marcha que empezó en el Facebook, un sistema que ha sido adoptado por el 1 % de la población Colombiana ( a lo sumo) , se “tomó” de improviso la conciencia nacional , apoyada de forma espontánea por todos los medios, todos los sistemas de comunicación y dió la vuelta al mundo en menos de un mes ( UN MES¡¡¡) Ni para montar un congreso o un seminario se demora uno tan poco tiempo, cómo para poner a caminar a media Colombia, hacer una estrategia de campaña, imprimirla y ponerla en todos los Eucoles de la ciudad ( cuantos millones y quien paga por todo eso) lo inició un ingeniero de sistemas ( el solito) y ahora tiene el respaldo de todas las embajadas, grupos y personas, a mi me huele a gato encerrado.

Uma marcha que começou no Facebook, um sistema que foi adotado por apenas 1% da população colombiana (no máximo), se “tomou” de improviso a consciência nacional, apoiada de uma forma espontânea por toda a mídia e por todos os veículos de comunicação, e deu a volta ao mundo em menos de um mês (UM MÊS!!!). Nem para montar um congresso ou um seminário se demora tão pouco tempo, muito menos para colocar metade dos colombianos nas ruas, fazer uma estratégia de campanha, imprimir e colocar em todos os Eucoles [espaço publicitário iluminados em pontos de ônibus] da cidade (quantos milhões isso custou e quem paga por tudo isso) foi iniciado por um engenheiro de sistemas (sozinho) e agora tem o respaldo de todas as embaixadas, grupos e pessoas, sinto um cheiro de coisa podre no ar.

Outros, como Felipe Campuzano [es] do Newbeatle não participou da marcha, mas não porque apóia as FARC. Ele escreveu sobre ficar em casa achando que essa marcha não ajudaria em nada, e então menciona um papo com seu irmão, no qual eles chegam à solução perfeira para o problema da guerrilha: colocar todos os membros da guerrilha dentro de um estádio e jogar um Pinochet neles [en].

Esteban Alarcón Ceballos do Life is the Best type of Sarcasm [es] interroga-se sobre as razões pelas quais as pessoas foram à march, se são todas verdadeiramente parte da mesma equipe, se pensaram sobre o que ela significa, ou se elas apenas queriam entrar na diversão. Ele então analisa quantas facções tentaram transformar a marcha em outra coisa para satisfazer suas próprias necessidades.

Me parece increíble que a estas alturas de la vida se esté tratando de politizar un movimiento tan puramente cívico como es este, que no es mas que la expresión de un pueblo, y es inaceptable que se quiera distorsionar por campañas y hasta se quiera mostrar como una farsa de los medios para apoyar el paramilitarismo…

Me parece inacreditável que a estas alturas do campeonado estejam tratando de politizar um movimento tão puramente cívico como esse, que não é mais do que a expressão de um povo, e é inaceitável que se queira distorcê-lo para satisfazer às suas campanhas e que até se queira mostrar como se fosse uma farsa montada pela mídia para apoiar o paramilitarismo …

Marcha Contra las FARC en Medellín Colombia 4 de febrero 2008

Mauricio Duque Arrubla [es] cunhou o termo “o protesto perfeito”, referindo-se à forma como muitas pessoas queriam moldar a marcha de acordo com suas necessidades, como se para torná-la a demonstração perfeita digna da suas presençsa, um protesto feito por encomenda. Ele tinha mencionado que talvez tivesse sido melhor escolher apenas um inimigo comum, uma coisa simples na qual todos concordassem e começar a partir daí, e como ele descobriu tardiamente no site da demonstração sobre o que se tratava o dia 4 de fevereiro.

Patton do The Country of the Sacred Heart [es] começa admitindo que ele estava errado quanto às suas predições que as pessoas estariam polarizadas e começariam a brigar para defender seus pontos de vista, incapazes de chegar a um acordo em um assunto tão simples.

Mis razones para participar de la marcha son una combinación de las que escribieron bluelephant , Luis Trejos, Víctor Solano y stultaviro para participar (y otro). Me gustaría que los que se opusieron a la misma leyeran los argumentos en esos 5 posts, así les de naúseas. Esto no es de blancos y negros: la consigna de la marcha era clara: NO mas FARC, no mas mentiras, no mas muertes, no mas secuestros. Excusas chimbas son las que sacaron los que se negaron a asistir alegando conspiraciones del gobierno, de la oposición y de los extraterrestres sobre los verdaderos mensajes u orígenes. Yo lo veo clarito en la página: son cuatro cositas básicas. El resto es gadejo.

Minhas razões para participar da marcha são uma combinação das motivações escritas por bluelephant , Luis Trejos, Víctor Solano e stultaviro (e outro). Eu gostaria que todos aqueles que foram contra a marcha lessem os argumentos dessas cinco postagens, mesmo que isso cause náuseas. Não é de brancos e negros: o significado da marcha estava claro: NÃO mais FARC, não às mentiras, às mortes, aos sequestros. Desculpas esfarrapadas são as que deram aqueles que se negaram a assistir, alegando conspirações do governo, da oposição e dos extra-terrestres quanto a mensagem verdadeira ou a origem dela. Eu vejo isso de forma clara no site deles: quatro coisinhas básicas. O resto é “gadejo”. [bogotanismo para ganas de joder, expressão que em português equivale a punhetagem]

DianaCats [es] relatou sobre como o sistema de transportes públicos da área metropolitana entrou em colapso devido ao grande número de pessoas que foram à marcha.

El Metro pasó lleno y entramos a presión; alguien dijo que parecía un tren de Tokio en invierno, porque había hasta gente empujando desde afuera para que pudieran cerrar las puertas; también nos enteramos de que en la estación Industriales fue tanta la cantidad de gente haciendo fila con tiquete que se les salió de las manos y tuvieron que dar paso libre a todos. Finalmente llegamos a la estación de Berrío, como sardinas enlatadas.

O metrô passou completamente cheio e entramos na base da pressão; alguém disse que parecia mais um trem de Tóquio no inverno, porque ainda havia gente empurrando do lado de fora para que as portas pudessem fechar, também descobrimos que na estação Industriales o grande número de pessoas fazendo fila com um bilhete ficou tão fora de controle que tiveram apenas que deixar todos entrarem gratuitamente. Finalmente, chegamos na estação de Berrío, como sardinhas enlatadas.

Jorge Montoya escreveu:

In the news i see a woman asked for her motivation to attend the march: “Have you been a direct victim of the FARC?”. And she responds: “Yes, because I am Colombian”.

That is solidarity. I remain with that phrase that as much has moved to me and that it calls to us to not being indifferent: In my family there are 3,200 kidnapped.

Nas notícias, vi uma mulher sendo entrevistada sobre a motivação para participar da marcha: “Você foi atingida diretamente pelas FARC?”. E ela responde: “Sim, porque eu sou colombiana”. Isso é solidariedade. Continuo com aquela frase que tanto me emocionou e que exige que não sejamos indiferentes: em minha família há 3.200 raptados.

Blogueiros fotógrafos também fizeram um trabalho completo. Raul Harper tem fotos, Patton tem outras de Bogotá, Datalove de Bogotá também, Apeláez tirou algumas incluindo de uma facção skinhead na manifestação, Tomás Botero Vargas tirou fotos da marcha de Caracas, na Venezuela, Cinealoido tem imagens de bonecos na marcha de Medellín, Mariacecita tirou fotos da marcha na cidade de Cali, e há centenas de outras, em apenas uma olhada.

Tem também muitos videos disponibilizados no YouTube sobre as manifestações anti FARC em todo o mundo.

Picture by Mariacecita

Foto de Mariacecita, usada sob licença da Creative Common.

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