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Israel: A visita do Presidente Bush

PeaceMeeting

Último encontro de Olmert, Bush e Abbas em novembro de 2007 na Congerência de Annapolis. Fonte da foto: Governo dos Estados Unidos.

O Presidente americano George W. Bush chega hoje a Israel e, dessa vez, blogueiros israelenses de língua inglesa têm tido pouco a dizer. As opiniões se dividem basicamente em duas áreas:

  • Reclamações sobre os distúrbios a curto prazo que o elevado grau de segurança causará no dia a dia de Jerusalem
  • Preocupações com novos mísseis lançados do Líbano e em ataques interminentes em Gaza, coincidindo com a visita de Bush

Durante a sua estadia de dois dias, o objetivo principal de Bush é acompanhar e incentivar as conversações de paz entre o governo de Israel e a Autoridade Palestiniana, com a meta de criar um Estado Palestiniano em 2008. Enquanto estiver em Israel, ele se reunirá com o presidente palestino Mahmoud Abbas e mais tarde com o Primeiro-Ministro israelita Ehud Olmert.

A última visita do Presidente Bush a Israel foi em1998, pouco antes de seu primeiro mandato como presidente.

A visita vai custar a Israel uma inacreditável soma de US$ 25.000,00 por hora em custos de segurança e fechará todas as ruas principais pelos próximos dois dias.

Rooftopper Rav do Jewschool exclama:

“That feels unconscionable. This country kept its high school students out of school for two months because it balked at paying teachers a living wage, still refuses to pay its university teachers a decent wage, hasn’t yet fully made good on its financial and other promises to evacuees from Gaza, and continues to let its poor, its elderly, and its Holocaust survivors languish without proper financial and medical assistance. And somehow there’s enough money to spend $25,000 an hour on George Bush.”

“Isso parece abusivo. Este país manteve seus alunos secundários fora da escola por dois meses, por ter atrasado o salários de professores, ainda se recusa a pagar seus professores universitários um salário decente, não anda completamente bem em seus balanços financeiros e nem cumpriu outras promessas feitas aos desalojados de Gaza, e continua a permitir que os seus pobres, os seus idosos e os seus sobreviventes do Holocausto padeçam sem a devida assistência médica e financeira. E de alguma forma, aparece dinheiro suficiente para gastar US$ 25.000,00 por hora com George Bush”.

Numa postagem chamada, “Esperando George,” Gideon Lichfield do Fugitive Peace comenta:

“Jerusalem traffic has already slowed to about half its usual speed. Military choppers keep buzzing overhead in both Jerusalem and Ramallah. There are more guns around than at an NRA [National Rifle Association] convention. People are avoiding making appointments for the next couple of days… This had better be good.”

“O tráfego de Jerusalém já desacelerou pela metade da sua velocidade normal. Helicópteros militares sobrevoam para lá e para cá tanto em Jerusalém quanto em Ramallah. Tem mais armas circulando do que em convenção do NRA [Associação National do Rifle]. As pessoas estão evitando agendar coisas para os próximos dois dias… É melhor que saia algo que preste.”

Efratti do From Nation's Capital to Nation's Capital acrescenta:

“This city is totally paralyzed. All of the cops, national traffic police, and other branches of security are in my general neighborhood. I really hope there are no incidents of domestic violence or car accidents that require police attention; those victims will be totally out of luck.”

“Esta cidade está completamente paralisada. Todas os policiais, a polícia federal e outros ramos da segurança estão em geral meu bairro. Espero realmente que não haja nenhum incidente de violência doméstica ou acidentes de carro que exijam atenção da polícia; as vítimas ficarão totalmente no azar”.

Eliesheva do Lizrael pergunta:

“Couldn’t President Bush just hold a conference call with the Middle Eastern leaders? I’m sure between the American and Israeli governments, someone could afford a couple of web cams. Didn’t Israel invent web cams? ICQ? Tiny USB sticks?…

It’s just that – with all due respect (or not) – all of us ‘regular people’ in Jerusalem are going to be mighty peeved as this Wednesday through Friday we sit in hours of traffic, arrive to work late and endure loud caravan sirens on the residential streets. Ah, what we sacrifice in the name of peace.”

“Será que o Presidente Bush não poderia apenas fazer uma vídeo conferência com os líderes do Oriente Médio? Tenho certeza que entre os governos americano e israelense, alguém poderia comprar umas duas webcams. Não foi Israel que inventou webcams? ICQ? Pequenos USB portáteis?…

Só que – com o devido respeito (ou não) – todas nós “pessoas normais” de Jerusalém vamos estar altamente irritadas desta quarta até sexta, quando teremos de sentar por horas nos engarrafamentos, chegar tarde ao trabalho e suportar sirenes altas em comboios nas ruas residenciais. Ah, o que a gente não sacrifica em nome da paz”.

Dois projéteis do tipo Katyusha foram disparados em Israel a partir do Sul do Líbano, ontem, fazendo com que KGS do Tundra Tabloids comentasse:

“So Hezbollah has gotten the green light from its patron in Iran to rattle its saber in wake of the US President Bush's visit to the region. That's to be expected, especially since Iran felt it necessary to provoke an almost certain response from US ships in the Straights of Hormuz.”

“Portanto, o Hezbollah obteve luz verde do seu protetor no Irã para lançar suas provocações na sequência da visita do Presidente Americano Bush na região. Era de se esperar, especialmente desde que o Irã sentiu a necessidade de provocar uma resposta quase certeira dos navios americanos no Estreito de Hormuz”.

Ecoando uma popular opinião israelita, ele acrescenta:

“As long as the Palestinians have yet to give up on their dream of ‘greater Palestine,’ the Israeli parliament and the people will be in no mood to give any kind of support to anything PM Ehud Olmert agrees to. There are no signs of anything good coming out of a Bush visit to both Israel and the PA… I would hope that if anything positive can be done during his visit, it's in the realm of convincing the Arabs in the region that the US will not allow for a nuclear Iran.”

“Enquanto os palestinos tiverem ainda de desistir do seu sonho de “uma Palestina maior”, o parlamento israelita e o povo não terão disposição nenhuma para dar qualquer tipo de apoio a qualquer coisa com a qual o Primeiro-Ministro Ehud Olmert concorde. Não há indícios de nada de bom vindo de uma visita de Bush a Israel e a Palestina… Espero que se alguma coisa positiva venha a ser feita durante a sua visita, que seja convencer os árabes da região que não os EUA não permitirão um programa nuclear no Irã”.

O autor do This Ongoing War acrescenta que os mísseis estão também sendo lançados a partir de Gaza na região sul do Israel como um alerta quanto a visita de Bush:

“By no coincidence at all, the increased heat on our northern front is matched this morning with lethal weapon attacks on our southern front. Bush is coming to town, and the media are here. 9 Qassams and at least d mortars have crashed into Israel's western Negev so far this morning (Wednesday) hours before President Bush's arrival at Ben Gurion airport.”

“Não é de forma nenhuma por acaso, o aumento de calor no nosso norte corresponde com com os ataques letais ao nosso sul. Bush virá à cidade, e a imprensa está aqui. Até agora, nove [foguetes] Qassams e pelo menos 2 morteiros cairam em Negev, parte ocidental de Israel nesta manhã (quarta-feira), horas antes da chegada do Presidente Bush ao aeroporto Ben Gurion”

A visita do Presidente Bush a Israel faz parte de um tour de 8 dias pelo Oriente Médio. Ele também deve visitar o Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito em um esforço para conter a ameaça de um programa nuclear no Irã.

(Artigo original de Maya Norton)

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

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